<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348</id><updated>2012-02-02T12:38:13.939-02:00</updated><title type='text'>Pois que inventar aumenta o mundo.</title><subtitle type='html'>É só porque gosto de escrever,
as coisas que me passam, o que eu penso.
os contos que eu faço.
=]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8559527535641602868</id><published>2011-05-25T19:34:00.003-03:00</published><updated>2011-05-25T20:15:07.014-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso na selva...</title><content type='html'>Eis que surge o sistema simpático. Eu sempre achei graça desse nome. Imagino, séculos atrás, fisiologistas a todo vapor descobrindo coisas que hoje sabemos desde a oitava série. Um mostra pro outro alguns papéis com anotações explicando o achado e diz: aqui, são os efeitos dessa substância: acelera o coração, dilata a pupila e promove ejaculação... Um outro observa e diz, "nossa, que simpático! já tem nome esse sistema?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema simpático. Muito bem. Quando você procura as bases do sistema nervoso periférico, todo professor explica e todo mundo entende que o sistema simpático serve, em qualquer bicho, para ativar o 'estado de fuga'. Essa descrição até ajuda no raciocício lógico pra adivinhar como ele modifica o corpo, preparando o organismo, fornecendo energia e habilidades para se ter artifícios extras diante situações de stresse. Situações em que você tem que correr, lutar, fugir, evitar acidentes, salvar alguém, dar o dinheiro ao assaltante e desviar de barbeiros no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema simpático é amigo. Nos 'dá força não sei de onde'. É legal, sentir o susto, o nervoso do amado chegando, ansiedade de receber um resultado, tudo isso nosso corpo se preparando. Nossas reserva, é reserva mesmo, tipo ser banco no futebol, ter poupança, caixa dágua, dispensa. São reservas, você as tem para situações extras, extraordinárias, excepcionais, tensas, avulsas, esporádicas, inesperadas, idiopáticas e assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece que é que na selva os bichos vivem nessa dinâmica de relax e cuidado com situações adversas. hora ou outra vem um trovão, um coco que cai na cabeça, um predador, ou qualquer coisa assim que os fazem usar essa habilidade de mudar seu corpo pra atuar em situações de stresse. ah, o stresse. sinceramente, deveria esse entrar como critério da síndrome metabólica: hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia e stresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa selva aqui, os trovões, cocos e predadores, estão pela rua e em nossa casa todo dia. todos os dias. todo santo dia. desde que deixamos de ser bandos e passamos a viver em aglomerados, surgiram os vizinhos, carros, chefes, emails, multas, consertos, e bilhões de coisas pra resolver. todo dia. e nosso simpático sistema fica o tempo todo tentando nos adaptar ao stresse. nosso corpo todo recebendo aquelas informações de alerta. todo dia. corra, lute, fuja, se salve, pague imposto, não esqueça, não se atrase, não, não, não. todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, toda essa simpatia de adaptação para o stress que sempre ajudou os bichos a sobreviverem, quando afogada no exagero, nós faz responder detalhes que são intrínsecos da vida moderna com stress alto, e muito pelo contrário, ao invés de sobreviver na selva, faz todo mundo ir se matando aos pouquinhos. todo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8559527535641602868?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8559527535641602868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8559527535641602868&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8559527535641602868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8559527535641602868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2011/05/enquanto-isso-na-selva.html' title='Enquanto isso na selva...'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3714523371705141196</id><published>2011-02-07T01:05:00.003-03:00</published><updated>2011-03-15T22:56:23.774-03:00</updated><title type='text'>Black swan.</title><content type='html'>Mais de um ano sem ir ao cinema. Começa aqui a sequência de ironias: foi minha mãe quem me chamou, escolheu o filme e quase me raptou para ir ao cinema. Intuição materna, ou não, ela sabia que eu iria gostar do filme. Talvez tenha desconfiado de tal feito por conta do ballet, meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;affair&lt;/span&gt; reprimido pelo tempo e idade, ou idade e tempo. &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Ótimo&lt;/span&gt;, indicações ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Oscar&lt;/span&gt;, 'eu pago seu ingresso' e tudo pronto. Fui com mínimas referências do filme além das indicações e intuição de minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é bom. Passei horas estática - com a postura correta, detalhe &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;comentável&lt;/span&gt; - pensando no filme em si e no seu "além". Muito bem, o filme é bom. Propaganda &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;gratuita&lt;/span&gt;, veja bem. Nunca me vi escrever para um filme, sobre um filme e por causa de um filme desse jeito. Hoje é domingo, assisti sexta, e assim mesmo &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;idéias&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;permaneceram&lt;/span&gt; frescas. Faço essa preliminar pra justamente só escrever o que me marca, e deixar pro meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;bloquinho&lt;/span&gt; as vontades passageiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a sequência de ironias, daremos segmento então. Pense num cisne, é primeira letra no título afinal, e se perguntasse a uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pessoa&lt;/span&gt; avulsa 'pense num cisne' a imagem formada é de um cisne branco. Tendência, tradição, costume, não sei. Quebre esse pré-pensamento. Estamos falando de um cisne negro. Pois bem, pensemos em bailarinas. Já devo ter escrito isso antes, mas bailarinas são, de fato, o retrato da mais pura e categórica dissimulação. Leves e &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;rosinhas&lt;/span&gt;, elas sorriem enquanto seus dedos e calos choram sangue. Não, não é exagero, eu mesma os vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamentos precoces sobre as possíveis ironias do filme são previsíveis e fáceis. O branco e preto, bom e mal, essas coisas que em qualquer desenho de &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;power&lt;/span&gt; ranger tem. Mas durante o filme inteiro a quantidade de pré-pensamentos que são quebrados me fizeram parar de tentar deduzir o que se passa. Inebriante, assustador e lindo. Forte, delicado e tenso. &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Reflexivo&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-corrected"&gt;afugentador&lt;/span&gt; e, no mínimo, muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei da meninas que são doces por pressão e opção e foram assistir "um filme de ballet". Foi uma armadilha. O autor fez o convite para um discussão profunda usando &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;meiguisse&lt;/span&gt; para falar de perigo, perfeição para falar de desequilíbrio e amor para falar de loucura. Quebrando pré-pensamentos a todo tempo, na &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;protagonista&lt;/span&gt; foi apresentado como erro ser certa demais. E as posturas e atitudes condenadas como "erradas" seriam o elemento &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;faltante&lt;/span&gt; para se chegar à tal perfeição. O que é de impossível alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, meu ver. Todo exagero é um forma de &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-corrected"&gt;desequilíbrio&lt;/span&gt;. Partes iguais não formam ciclo. A perfeição é inatingível. As pessoas sim, tem um lado "ruim" e isso não é ruim. Dualidade, ironia, simetria, contradição e antíteses são ingredientes de todo ser vivente. O problema da &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;protagonista&lt;/span&gt; foi ter a vida toda suprimido seu cisne negro porque achava que ser de toda certa seria perfeita. Ele precisou sair e quando saiu foi de vez. Suprimir o cisne negro é inviável. Você tem um. Até o &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Dalai&lt;/span&gt; Lama tem. Conviva, conheça, manuseie e não suprima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a vida &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-corrected"&gt;constituísse&lt;/span&gt; um corredor com portas, de um lado estariam as brancas e do outro as negras, ou estariam misturadas mas sempre equilibradas, com a medida de tempo corrente a dinâmica seria entrar e sair em cada uma delas. A duração em cada sala varia de pessoa pra pessoa. Alguns não vão querer entrar, outros passaram sem olhar sequer pela fechadura. Mas veja que conhecer é a fonte mais fiel de se ter informação pra escolher. Quem permanece de trás da mesma porta, seja branca ou negra, não sobrevive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3714523371705141196?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3714523371705141196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3714523371705141196&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3714523371705141196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3714523371705141196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2011/02/black-swan.html' title='Black swan.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8610399914318107100</id><published>2010-12-28T23:13:00.005-03:00</published><updated>2011-01-08T00:20:52.484-03:00</updated><title type='text'>Dona Roma.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era início da manhã de uma terça-feira. Num quarto simpático e bem limpo, Dona Roma sente, aliviada, que está para acordar. Oitenta e sete anos de idade. Era uma senhora séria e doce. Há muito não &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;enxergava&lt;/span&gt; mais e dependia da &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;estereognosia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; preservada para reconhecer o ambiente e os &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;objetos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Deitada sempre no mesmo canto da cama, ela, aos poucos, percebeu-se acordada. Sabia que estava no seu velho quarto e por suas memórias fotográfica e &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;tátil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, cada milímetro dele era conhecido. Nunca permitiu que alguém movesse, trocasse, retirasse ou adicionasse algo do seu quatro mapeado. Se algo do tipo acontecesse, ela sempre sabia e corrigia. Era terça-feira e ela estava acordada desde o início da &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;amanhã&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Roma permanecia imóvel, só ela sabia que estava acordada. Seus olhinhos miúdos pareciam não querer mais abrir o suficiente para a luz. Deviam estar cansados de ser janela de um mundo sem formas, como se tivessem perdido sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;função&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;desistido&lt;/span&gt; do emprego. Ela não queria forçá-los. Ela não sabia se Deus era generoso ou insistente. Mas ao perceber-se acordada, Dona Roma sentiu um alívio. Sonhava horas antes com algo estranho, sem lembrar &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;exatamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o que. Era uma terça-feira, mais uma de tantas já vividas, numa manhã que acabou de começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não estalava mais os dedos, mesmo assim tentou. Cansou da lista das coisas que "não mais". Bocejou, tossiu, deu para a casa seus sinais de acordar, mesmo sem tomar como &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;intencional&lt;/span&gt;. A porta do quarto viva aberta. Não mais privacidade, não mais escolhas. Se precisasse de alguém, com sua voz rouca, com sua urgência em socorro, o acesso agora era livre para o seu quarto intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Roma estava velha e sabia disso. Não enxergava e ouvia mal, não duvidava de sua própria lucidez mas a lentidão era nítida, sem rodeios. Ela não esqueceu, só demorou de lembrar, ela ouviu mas demorou de responder, já não espanta moscas pois até conseguir elas já &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;saíram&lt;/span&gt; do lugar. Lentidão é ser não-veloz, e velocidade é uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-corrected"&gt;questão&lt;/span&gt; de tempo. &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Est&lt;/span&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;ava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na cara, era só uma questão de tempo. Mas não, naquela terça-feira ela havia se cansado dos "não mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda deitada, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;projetou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; cada &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;micro movimento&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;acionar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; músculos e juntas. Estava determinada a sentar. Pescoço, tronco, braços, anseio, coragem e vontade. Dona Roma se montou como um brinquedo, sentou como se aquilo fosse uma experiência inédita, franziu a testa mais ainda e os olhinhos miúdos, desempregados, mantiveram-se fechados. "Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma glória, e seu corpo estava em festa. Mesmo no silêncio do quarto apático, ela sentia fogos de artificio e música dentro de si, sozinha. Não ouviu os passos, e só se deu conta da presença do filho quando ele a segurou pelos braços preocupado. Dona Roma não gostou. Estava tão bem em sua festa que não precisava de companhia. Ainda mais se esta tivesse cunho de repressão, como um padrasto que abaixa o volume do som por &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;conveniência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Não gostou e chegou a sussurrar palavras de indignação. O filho se explicou sem sucesso. Sabia que sua mãe andava saudosista nos últimos dias e resolveu deixá-la aproveitar de seu grande feito e afastou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando sua lentidão &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;crônica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Dona Roma tentou fazer um gesto com uma das mãos que usava como apoio. Uma manobra muito arriscada. Tanto o foi que ela chegou a cambalear na beira da cama, sem forças nem velocidade para evitar uma queda &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;diretamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao chão. Seu filho sempre preocupado segurou-a como uma quem segura o "coração do oceano" evitando que fosse jogado ao mar. Sua mãe, uma jóia, teria seus ossos de oitenta e sete anos trincados como cristais se viessem ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como arriscar-se em um pára-quedas, Dona Roma recebeu adrenalina suficiente para ter emoção extra numa terça-feira tão cedo. Chegou a senti medo, deveras. Mas não se arrependeu do risco que financiou sua festa particular. Achou graça e por hoje é só. Dormiu esperando sonhar estranho para sentir, numa quarta-feira cedinho, aquele alívio de perceber-se acordada mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8610399914318107100?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8610399914318107100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8610399914318107100&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8610399914318107100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8610399914318107100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/12/dona-roma.html' title='Dona Roma.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6527526729614759092</id><published>2010-12-26T19:42:00.002-03:00</published><updated>2010-12-26T22:29:07.543-03:00</updated><title type='text'>O mundo todo reside dentro, em mim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu acordei cedo. Eram sete e ciquenta. Mas, como eu estava sonhando, voltei a dormir para tentar terminar o sonho. Descrevê-lo não cabe aqui. Um dia anoto todos num sequência e leio na livraria Freud traduzido, antes disso não tenho segurança de dizer nada. Eles são complicados, gastaria tempo, não gosto de resumos.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim. O caso foi que levantei onze da madrugada de um domingo pós-natal, de férias, no interior, em pleno verão. Não tomei café, até porque, em pouco tempo sairia o almoço. Fui me alongar no quintal. Coisa boa. Quem mora em prédio, numa cidade grande, quando tem a oportunidade de ficar numa sombra de árvore, com um sol generoso, e ainda alguns passarinhos para dar clima de musical, não pensa em outra. Música. Mais que isso, uma anestesia de sinestesia. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fiz questão de ficar descalça, sentir poeira e ainda deixar o sujo formar uma antítese com a francezinha pintada no meu pé. Então, a origem no título. Vanessa da Mata, "Onde ir". Escolhi um álbum antigo, nostálgico, lindo. Fui espreguiçando cada fibra de meus todos músculos e quando vi já estava dançando. Coisa boa. Aquela poeira deixou meu pé com o atrito no ponto dos pas de chat, pas de bourrée, piruetas e outras posições de yoga, simples, é claro, e iventadas na hora.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando o álbum revolveu tocar case comigo, vi em cima do muro, deitado no meio dos galhos do pé de seriguela, uma gato manchado. Como não sabia de se era macho, resolvi chamar de gata pintada, e isso trouxe um ar de ciranda. Aquele olhinhos amarelos lindos e perdidos nas folhas, me olhavam quietos e eu não conseguia lê-los. Felinos são tão sérios. Não a seriedade da preocupação, pois levam a vida ao léu, esparando que a gente almoce ou não. Mas são sérios no semblante. Deitada, traquila, parecia de férias como eu. De férias e tão séria. Mas eu não liguei, agora eu tinha platéia e, querendo ou não, ela estava prestando atenção.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pronto. Avistei algumas seriguelas maduras. Uma vasilha com água da pia pra lavar e pronto. Estava tudo pronto. O som, a sombra, o gato, a dança e as seriguelas maduras. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os ingedrientes de um bom começo. Simples e suficiente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6527526729614759092?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6527526729614759092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6527526729614759092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6527526729614759092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6527526729614759092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/12/o-mundo-todo-reside-dentro-em-mim.html' title='O mundo todo reside dentro, em mim.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3351930281285096806</id><published>2010-08-29T18:54:00.002-03:00</published><updated>2010-12-26T22:31:03.280-03:00</updated><title type='text'>uma escolha</title><content type='html'>Pra onde você olha quando insiste em estar sem sono?&lt;br /&gt;Do que você precisa quando se sente sem dono?&lt;br /&gt;Pra onde vai com esse lençol, menina?&lt;br /&gt;gente de juízo pouco faz casa debaixo da mesa, eu sempre escolhia o mesmo lençol&lt;br /&gt;Meu teto&lt;br /&gt;que mais parece um céu aberto&lt;br /&gt;quando fui pintar de um certo tom de&lt;br /&gt;que cor?&lt;br /&gt;e meu dedo entre mil cores corria&lt;br /&gt;no folheto de uma loja eu me pus a escolher&lt;br /&gt;no espectro desenhei uma interrogação.&lt;br /&gt;Não é sempre que meu teto&lt;br /&gt;me parece um céu aberto&lt;br /&gt;só quando sinto mais que perto o brilho dos&lt;br /&gt;astros meus?&lt;br /&gt;você está perdida? perguntou-me se podia ajudar&lt;br /&gt;é incrível&lt;br /&gt;com tanta cor eu já sei&lt;br /&gt;já sei da escolhida&lt;br /&gt;por mais voltas que dei é incrível como eu sei&lt;br /&gt;de que cor vai ficar&lt;br /&gt;meu teto&lt;br /&gt;assim parecendo um céu aberto&lt;br /&gt;estava pintado de um certo tom de azul&lt;br /&gt;meu teto&lt;br /&gt;muito mais que um seu aberto&lt;br /&gt;quando vi bem mais que perto o brilho dos olhos seus&lt;br /&gt;mas como é que pode ser assim, você 'em cima' de mim&lt;br /&gt;todos os dias antes de dormir?&lt;br /&gt;eu prezo, olho pro céu e rezo no olho seu&lt;br /&gt;mesmo sem você aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;originalmente em 14/08/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3351930281285096806?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3351930281285096806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3351930281285096806&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3351930281285096806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3351930281285096806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/08/uma-escolha.html' title='uma escolha'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8574348774709161107</id><published>2010-08-28T17:50:00.004-03:00</published><updated>2011-01-26T01:01:54.784-03:00</updated><title type='text'>Preciso escrever mais.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O tempo passa, as coisas vêem e vão. Tenho a impressão de que vão muito mais que vêem. Acho que isso se dá por conta do fato de que o futuro é tão incerto e nunca saberemos o que realmente estamos prestes a ganhar. Sabemos mais do que se passou, e sendo parte do passado teve/tem sua participação na realidade. Agora sinto necessidade de estar pronta pra uma pergunta incisiva daqueles par de olhos verdes feita a cada final de frase pontuada; mas me diga o que é realidade? Algumas perguntas são feitas para serem respondidas ao longo de muito esforço, outras simplesmente existem para serem perguntadas, assim, por todos, sem pudor nem contexto correto. Hoje me veio a proposta de se treinar minha fluência num assunto que se pensa profundamente. Não sei o quanto isso estava projetado para funcionar, digo quanto em intesidade, mas meu cérebro parece não se conter com coisa pouca. Tudo bem. Relacionar idade e dinheiro com felicidade, sem considerar que felicidade seria sim um mero estado momentâneo. Bom, eu tentaria explicar por uma relação entre: oportunidades, poder e satisfação. Assim mesmo, nessa ordem. Enquanto não se houver tempo para se fazer o que quer, não se aproveita as oportunidade que sim, sempre vão existir, mesmo que de modo não muito visível pra olhos cansados de trabalho ou estudo. Quando não se tem poder, poder eu digo no tom de autonomia, liberdade, possibilidade de escolha e decisão, é quando não podemos simplesmente decidir e fazer o que realmente queremos fazer. Até que ponto vão existir fatores de interferência que nos segure, que simplesmente nos impeçam de sentir a tal satisfação da realização, para que enfim possamos consumar com sinapses feitas a base de endorfinas a tão esperada sensação de felicidade. Quem explica onde termina a linha da fronteira entre o bem que nos traz a rotina automática e o vicío mortal ao qual ela nos determina. Desde que eu o vi não consigo esquecer o trecho do filme me dizendo que "nós vivemos num mar possibilidades e mesmo assim temos a tendência de sempre fazer o que já foi feito", e como diria Manoel de Barros: repetir, repetir até ficar diferente. Mas o que eu não entendo é como pode ser tão estranho alguém ter vontade de fazer o que vem de suas idéias virgens, de sua insanidade mais profunda, do seu mais genuíno desejo. A liberdade, meu bem, é uma falácia, não existe. Ela é uma mentira dos revolucionários , mas não uma mentira que eles contam para que se engane alguém, sendo essa função das outras mentiras usuais, não. Nessa mentira se acredita de verdade. Uma mentira que se acredita mesmo sabendo não ser verdade, é a força que nos tira da inércia, é o motivo que faz querer ir dormir com vontade de acordar. Por enquanto eu ainda me pergunto coisas que não sei responder, tenho dúvidas que não sei tirar, tenho dificuldades em usar a balança do equilíbrio que eu mesma construi com o que me restou de sensatez depois da universidade. Não imaginam como estou diferente, algumas vezes até sinto falta de mim mesma. Me refiro ao meu jeito usando verbos no passado e isso realmente me incomoda. Todos passam por uma fase assim, alguns demoram mais de atingir, outros não, algums demoram mais de sair e outros não. Estou nessa fase ainda assim no gerúndio, sem saber quando ela vai passar, sem saber se quero que ela passe de uma vez. Seria mais fácil trabalhar na base da certeza, com números e cálculos. Mas nem assim, nem engenheiros e arquitetos conseguem se desviar as imperfeições e interferências nos múltiplos fatores que ditam que o mundo é mundo. Não existe o cem porcento, qualquer, mas eu digo com toda a segurança do mundo, qualquer informação é passível de dúvida, o ideal não existe, as probabilidades existem e podem acontecer, ou não. Mas é esse "ou não" que mata. Mata, consome mesmo, enlouquece qualquer um, e assim as pessoas vão vivendo, sempre sem saber. Mas eu sei que se um dia alguém me desse o poder de ver o futuro, saber o que virá sem poder mudá-lo, ah, eu não vou querer saber mesmo. Uma música de Cof Damu diz que 'a vida é bem melhor quando já se sabe o fim'. Pode até ser, pode mesmo, quando se sabe, se diminue os esforços, ou ficamos traquilos por algo que vai dar certo ou ficamos decepcionados por algo que não vai prestar. Mas se quem se gaba relaxa e quem teme corre atrás, tudo muda, e como muda, e é essa a graça da vida. Mas eu não queria saber qual seria o fim, não faria mais sentido acordar. Não, não quero mesmo. Não quero não, e como toda fã de ironia e eu termino o texto dizendo ainda que não quero, com muita convicção, mesmo sabendo que o que mais me aperta hoje em dia é não saber o que será da minha vida. Faço hoje sem saber o amanhã; o que eu estou fazendo é o melhor que posso fazer pra mim daqui pra frente? Se alguém souber a resposta me avise. Céus, pensar demais atrapalha. Algúem, por favor, me aliena logo, estou achando que ser da massa movida pela corrente surda deve ser bem mais confortável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8574348774709161107?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8574348774709161107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8574348774709161107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8574348774709161107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8574348774709161107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/08/preciso-escrever-mais.html' title='Preciso escrever mais.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6677705409292104974</id><published>2010-07-13T23:26:00.003-03:00</published><updated>2010-07-13T23:50:11.513-03:00</updated><title type='text'>olhos, mãos e dedos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/TD0gq23hNTI/AAAAAAAAAHs/zTuM_k_c05E/s1600/hun.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493583041116845362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/TD0gq23hNTI/AAAAAAAAAHs/zTuM_k_c05E/s320/hun.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Achei o texto de uma das minha fotos favoritas. Lembro-me de como nasceu; um quadro que não deu certo foi o portal da idéia, máquina no joelhos, mãos a postos, batí-la com o queixo. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito foi o dia que escolhi esse livro, bendito foi o níumero no amigo secreto que me devolveu esse livro, bendito foi o tempo de férias e a vontade de lê-lo bem hoje, um terça-feira chuvosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Manda a verdade que se diga que o cérebro é muito menos entendido em cores do que crê. É certo que consegue ver mais ou menos claramente visto o que os olhos lhe mostram, mas as mais das vezes sofre do que poderíamos designar por problemas de orientação sempre que chega a hora de converter em conhecimento o que viu. Graças à incosciente segurança com que a duração da vida acabou por dotá-lo, pronuncia sem hesitar os nomes das cores a que chama elementares e complementárias, mas imediatamente se perde, perplexo, duvidoso, quando tenta formar palavras que possam servir de rótulos ou dísticos explicativos de algo que toca o inefável, de algo que roça o indizível, aquela cor ainda de todo não nascida que, com o assentimento, a cumplicidade, e não raro a surpresa dos próprios olhos, as mãos e os dedos vão criando e que provavelmente nunca chegará a receber o seu justo nome. Ou talvez já o tenha, mas esse só as mãos o conhecem, porque cumpuseram a tinta como se estivessem a decompor as partes constituintes de uma nota de música, porque se sujaram na sua cor e gurdaram a mancha no interior profiundo da derme, porque só com esse saber invisível dos dedos se poderá alguma vez pintar a infinita tela dos sonhos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saramago, A caverna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6677705409292104974?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6677705409292104974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6677705409292104974&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6677705409292104974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6677705409292104974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/07/olhos-maos-e-dedos.html' title='olhos, mãos e dedos.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/TD0gq23hNTI/AAAAAAAAAHs/zTuM_k_c05E/s72-c/hun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8220346699393900135</id><published>2010-05-05T10:38:00.002-03:00</published><updated>2010-05-05T10:58:43.893-03:00</updated><title type='text'>cinco minutos</title><content type='html'>Deixei salvo o seminário, usei o telfone e percebi que eu, às nove da noite, não tinha condições de estudar fisiologia do coração naquele cansaço de 3 horas de sono da noite anterior. Fui dormir, combinei com minha mãe, meu grupo de estudo e meu despertador: não me deixem passar das 12 horas, haja o que houver me acordem.&lt;br /&gt;O que aconteceu foi que, eu, segundo relato de testemunhas oculares e auditivas, pois mesmo tendo participação na história não faço a menor idéia do que aconteceu, não acordei. Não ouvi nada, não vi nada, não me lembro de nada. Só às quatro e meia da amnhã, depois de um sonho bom, acordei pra viver a ironia de não ter gostado de dormir, vivi a ironia de reclamar do que não me acordou.&lt;br /&gt;Minha mãe se defendeu: você me disse que sua cabeça estava doendo e era para eu te deixar dormir, você disse, disse sim, que sabia que tinha pedido pra te acordar e mesmo depois que eu perguntei se você estava consciente do que estava dizendo me respondeu que sim. Não, eu não estava consciente. Ou estava, não sei. Era minha cabeça usando de meu corpo pra me defender daquela rotina, eu precisava dormir. Não sei até que ponto minha necessidade de estudar era maior do que a dormir. Não, não fui eu quem disse pra não me acordar, não abri meus olhos, não percebi o mundo, meu cérebro cheio, minha memória cansada se defenderam do meu pedido, vejo assim.&lt;br /&gt;Pois bem, já que inevitavelmente troquei estudar de madrugada e dormir de manhã por estudar de manhã e dormir de madrugda, tive que faltar aula. Mais ironia, minha irresponsabilidade é reflexo de uma tentativa de dar conta ao que me é proposto. Tive que faltar, faltei mesmo, a aula da disciplina propedêutica médica, que ainda, como se não bastasse tanta ironia, era sobre qualidade de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8220346699393900135?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8220346699393900135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8220346699393900135&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8220346699393900135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8220346699393900135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/05/cinco-minutos.html' title='cinco minutos'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6261844892980288645</id><published>2010-03-20T18:06:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T18:22:24.188-03:00</updated><title type='text'>Nem te conto.</title><content type='html'>Estávamos sentados na mesa. Não chamo de sala de jantar, por causa da televisão, era um cômodo entre a cozinha e a sala de visita, que eu chamo sim de visita por que só tinha sofás. Era tarde da noite, meus avós já tinham ido dormir, e eu, minha irmã e meu pai víamos um filme, eu acho. A quietude era estabelecida por conta da noite, por conta da casa ser afastada da cidade e porque conversávamos baixinho. Quebrou-se um pouco do silêncio quando Ana viu algum bicho parado e perto dela, identificou e ficou com medo. "Tem uma aranha ali."&lt;br /&gt;Eu sempre fui mais calma pra essas coisas olhei, e disse, "ela tá parada, deve estar aí desde que a gente chegou". Então, se a aranha não tinha intenção de avançar num ataque mortal, eu não vi problema em deixá-la por lá, esquecer da presença dela, como se ela não tivesse ainda sido vista, eu sabia que provavelmente ela iria embora como qualquer bicho.&lt;br /&gt;Mas minha observação não foi o bastante. Minha irmã queria mesmo que alguém tirasse ela de lá, repetia, repetia e não se conformava. Eu disse pra ela não olhar, fingir que ela não estava ali. Ela disse: "Mas agora eu sei que ela está ali".&lt;br /&gt;Se a presença da aranha significava perigo, antes de notar a presença dela, ela poderia ter passeado entre os cabelos de alguma pessoa destraída representando um perigo eminente. Mas se a pessoa não souber, por mais que ela exista, o pânico não vai se estabelecer. O caso é que o problema não é viver, se expor aos risco do mundo, o pior é saber da existência deles. Por isso, muito por isso, que o médico é o pior paciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6261844892980288645?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6261844892980288645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6261844892980288645&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6261844892980288645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6261844892980288645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/03/nem-te-conto.html' title='Nem te conto.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5413557082051362667</id><published>2010-02-14T21:21:00.003-03:00</published><updated>2010-02-21T18:23:31.104-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>não sei porque você se foi. me pergunto que sentido, que razão, não tem, se tem ainda não achei, ou se achei, não quero aceitar. isso já tinha acontecido antes e não foi uma única vez, mas você sempre aparecia. por mais que se passassem dias, o vazio que estava em mim não era maior nem suficiente pra me tirar a vontade e esperança de te ter de novo. eu sempre soube que ia voltar, por mais que eu sentisse um aperto, alguma coisa me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tranquilizava&lt;/span&gt;. Deve ser por isso que eu não consigo me conformar de uma vez, mesmo sabendo que agora você realmente se foi. Eu não sei explicar, mas ainda sinto sua presença, como se nunca tivesse partido, ou como se a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;intensidade&lt;/span&gt; de nossa convivência fosse suficientemente forte pra que nossa completude fugisse do plano material. você foi a única coisa que não se afastou da perfeição do meu imaginário mesmo sendo do mundo real, sempre o ápice do meu desejo, sem defeitos, não mudaria em nada, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;nunca&lt;/span&gt; almejaria algo diferente do que era você em mim. tudo bem que antes você sumia em minha casa, ou dentro de uma bolsa, e eu sempre te achava numa gaveta ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;zíper&lt;/span&gt; qualquer. dessa vez foi diferente, eu te vi voando e caindo no meio de uma multidão, pra piorar, em pleno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;carnaval&lt;/span&gt;. foi horrível, mas enfim. nunca te esquecerei, você foi um bom anel, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dragontino&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5413557082051362667?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5413557082051362667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5413557082051362667&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5413557082051362667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5413557082051362667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2010/02/nao-sei-porque-voce-se-foi.html' title=''/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5194445561142978130</id><published>2009-12-01T22:01:00.004-03:00</published><updated>2009-12-01T22:49:44.181-03:00</updated><title type='text'>Reverberatório.</title><content type='html'>Num dia qualquer, todo mundo acordou num mundo sem espelhos. Assim, assim mesmo, sem espelho nenhum. As pessoas foram escovar o dentes e deram de cara com a parede, não havia espelho atrás da porta do guarda-roupa, nem no aparador da sala, acharam tudo tão estranho e depois viram no jornal que não havia mais espelhos em parte alguma do planeta.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O salões de beleza se fecharam, as lojas de roupas se desesperaram, as academias perderam o sentido. As pessoas passaram a procurar o reflexo de tudo, nos vidros, nas águas, nas superfícies polidas e especialmente nos olhos, ah sim, os olhos. Passaram a avisar quando os dentes de pessoas estranhas estavam sujos, se perguntavam no elevador se aquela roupa estava boa, as empregadas diziam como estavam os cabelos das madames. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repararam que a constatação entre o que é belo ou não passou a vir pelos ouvidos, usando o olhar do outro, a opinião de quem o vê de fora, numa perspectiva que não a sua. Havia mais liberdade pra se expor impressões, as percepções, era inevitável se falar verdade ou mentira, cada gosto varia e as coisas iam acontecendo assim; as pessoas passaram a se arrumar, ainda, pro outro mas com o detalhe de não passar pelo prévio auto-julgamento, que por sinal é muito mais rigoroso, há cobrança demais e sempre, ah sim, sempre vão existir imperfeições em você e no resto do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguiram assim, como crianças, que não se olham, vestem-se por se vestir, arrumam-se pelas mães, e nada disso vai importar, espelhos são pra quem precisa se encontrar, procurar em si qualquer detalhe que possa se corrigido, é se ver por inteiro e reparar em tudo que se considera importante e não pode ficar fora do lugar, para o outro, além disso, para si mesmo quando pensa no olhar do outro, sem saber que este pode estar procurando por algo que não pode ser refletido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os espelhos deixaram de existir mas os reflexos não. Os retrovisores, as poças, as janelas, a imagem quando não difusa, pequena. E quando as pessoas se pegavam querendo se encontrar numa colher, ou num cd, mais ainda voltavam seu olhar para o que é pequeno, lapidaram o jeito de olhar o mundo, as minudências despercebidas, longe de serem espinhas ou rugas, mas sim tudo que se está do outro lado do reflexo fosco da janela, que sempre esteve ali, mas não era visto por todos buscarem o reflexo e não o além.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5194445561142978130?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5194445561142978130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5194445561142978130&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5194445561142978130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5194445561142978130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/12/reverberatorio.html' title='Reverberatório.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8690629849168979512</id><published>2009-10-15T23:26:00.005-03:00</published><updated>2009-10-16T01:02:16.508-03:00</updated><title type='text'>Onirismo em gota d'água</title><content type='html'>Não havia chão. &lt;div&gt;Não sentia a gravidade em obediência, era mínima e equivocada a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéia&lt;/span&gt; de se achar o norte, não havia referência de luz, eu não sabia se meus olhos estavam abertos ou não. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Breu completo, de temperatura fixa e alienável, orientação espacial nula, a percepção do ambiente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;hipnotizante&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira tentativa de dedução de onde eu estava me veio pela ausência do peso dos meus cabelos, por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sentí&lt;/span&gt;-los dançar em meu rosto com uma velocidade sem pudor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;propiocepção&lt;/span&gt; consciente do meu corpo se deu de maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gradativa&lt;/span&gt;, com membros em coreografia completamente aleatória, eu sentia, sem alguma certeza, um véu de espessura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;milimétrica&lt;/span&gt; que me envolvia sem forma definida, moldando-se ao seguir em cada ponto movimentos entre meu corpo e o fluxo lento daquela imensidão de água. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Água, tanta água, água de quantidade desmedida, minha imaginação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;impossibilitada&lt;/span&gt; de delimitá-la em números ou em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt; de imensidão. Era noite, isso eu sabia, não era possível que estivesse tão fundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha pele embebida pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;diafaneidade&lt;/span&gt; ímpar, meu frio era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;indubtavelmente&lt;/span&gt; particular, eu percebia plena solidão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me afogava e estava em casa, engolia e transpirava, existia ali um reconhecimento além do plano da razão, uma propriedade intrínseca do meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;subconsciente&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Haveria eu mergulhado em meu próprio âmago, meu dentro, eu fora, entrando, no gerúndio, bebendo da minha identidade, preenchendo minhas cavidades, meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;eus&lt;/span&gt; me circulavam usando a correnteza, as ondas diziam me lavar por inteira, eu me levava entre as várias dimensões, num balanço, ida e volta, mera e pura contradição, oscilava meu humor como um pêndulo e cada gole eu me convertia no mais casto paradoxo de essência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;impertubável&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era veneno e antídoto, aquele líquido que ao mesmo tempo me embebedava, me preenchia do mais alto nível de compreensão de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O movimento ganhou maior grau de amplitude, percebia de dentro pra fora, como uma criança em balanço com velocidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de não ouvir e não respirar, nunca tinha me sentido tão viva. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As respostas me vieram em falas, em aspas, em perguntas, 'sabe como se atravessa essa imensidão? Não se guarda força para voltar'. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Força, de onde vem a força que me move, o que fazer se meio do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;trajeto&lt;/span&gt; estancar por poupar energia, quem me garante em que distância se está do fim, seria o medo do que está além maior do que a vontade de se afogar aqui, bem ali. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa força vem do além, do aquém, do nada, desse nado, e o tudo se vai cada vez mais fundo, assim tão perto. Me diz onde, pra onde, quem, o que seria esse oceano, essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;infinitude&lt;/span&gt;, isso sou eu, meu vão, meu vazio preenchido, meu mundo, meus sentidos, meus sinais vitais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No meio onde a vida começa voltei para a minha formação, assisti o dilúvio eterno que me leva, vi com os olhos cegos a genuína &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;excelsitude&lt;/span&gt; de minha alma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Permeando os tempos que vivi, me vi me procurando em espaços vis, indo longe pra me buscar, se mesmo nos espelhos virgens a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;refração&lt;/span&gt; é ilusória em olhos abertos, o meu travesseiro foi o portal para minha imensidão, me encontrei ao perder dentro de mim, meus sonhos. Eu sei que nadei na minha própria existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8690629849168979512?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8690629849168979512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8690629849168979512&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8690629849168979512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8690629849168979512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/10/onirismo-em-gota-dagua.html' title='Onirismo em gota d&apos;água'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-936875249996282297</id><published>2009-09-24T20:37:00.004-03:00</published><updated>2009-09-24T23:34:32.593-03:00</updated><title type='text'>Alizarin Crimson</title><content type='html'>Último dia de férias, a pouco voltaria a minha rotina de estudante de medicina. Juro que gastei um certo tempo nesta frase tentando encaixar um adjetivo entre 'minha' e 'rotina' mas não consegui escolhê-lo. Tentativas de explicar essa fatalidade seriam assuntos de textos que preencheriam todos os dias do blog até o fim do ano. Longa história. Pois bem, não tão longa era a minha tarde do último dia de férias. Era uma sexta-feira, eu tinha esquematizado os lugares pelos quais passaria, a ordem e o horário que gastaria em cada um, e enfim chegou a vez de passar na lojinha do fim do corredor do Pituba Parque Center, que, por sinal, fica no Itaigara e não na Pituba. Vai entender.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Telas de todos os formatos e tamanhos, pincéis para todos os gostos e técnicas e tintas, muitas tintas, de todos os tipos e tonalidades, dentre as quais meus olhos sempre se perdem embasbacados. Nunca gasto tanto tempo pra escolher algo como gasto pra escolher cores. São tantas, não sei se quero todas, não se quero escolher uma que seja magna da minha idéia, não sei, não sei, a moça deve ter estranhado quanto tempo eu gastei ali em pé, abrindo e fechando cada tubo. Acreditem; a cor da embalagem não é a cor real da tinta e ainda a cor da tinta no tubo não é a cor real da tinta na tela. Tenhamos cuidado com esse tipo de ilusão de óptica, aprendi quando quando me quebrei ao comprar um livro pela capa, ao tentar decifrar pessoas pela aparência, perfumes pelo frasco, comida pelo aspecto, casas pela sacada, enfim. Chega de clichês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, para acabar a dúvida delirante tentei direcionar as cores pela idéia que eu tinha em mente. Era agosto e eu pretendia pintar um quadro pro dia dos pais. Precisava basicamente de branco, verde e azul, faixas diferentes que deveriam preencher em consonância as cores que já tinha em casa. Não vou estender sobre o quadro, a história dele é também longa, quem sabe em outra oportunidade, quando meus ponteiros me permitirem. Pois bem, mais uma vez minha introdução se estende mais do que eu previa. Para o título não ficar tão distante, eu digo que, foi escolhendo as tintas verdes e azuis para o quadro do meu pai que eu não pude, nem que tivesse toda a força divida controladora de impulsos, deixar de me apaixonar 'irreversivelmente' pelo carmim de alizarina. Que cor magnífica. Infelizmente, mais uma vez reconheço minha humilde não-capacidade de ao menos tentar descrevê-la. Está acima do plano metafísico de compreensão, só receptores oculares poderiam decifrá-la e causar sensações intrínsecas a esse tom de vermelho tão peculiar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma cor. Como pode, é só uma cor. Passei o caminho a almejar a hora de chegar em casa e poder espalhá-la com meus próprios dedos. Dito e feito. Quando o fiz, aconteceu comigo o mesmo que aconteceu com Bentinho ao pentear os cabelos Capitu, tenho que me submeter a usar as palavras de Assis ao invés de criar outra definição já que, creio eu, foi a mesma sensação. 'Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve'. O tempo parou. Ainda não sei a média da velocidade sináptica normal de uma pessoa mas tenho certeza que durante aquele instante minha cabeça funcionou de um modo muito particular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo culpa do vermelho. Entre meus dedos eu olhava aquele borrão de tinta e ele me esclareceu dúvidas antiguíssimas, algumas que eu já declarava mortas e só fiz ratificar, e outras que eu nunca tinha imaginado em responder. Aquela cor me reascendeu lembranças, me causou sensações nunca antes sentidas, me fez recomeçar um questionário que eu tinha começado desde muito criancinha. Tudo começou quando eu percebi o porquê de os desenhos dos meus colegas de alfa eram tão estranhos. Direção do risco, intensidade da força no lápis e especialmente o balanço de cores. Eles erraram especialmente no balanço de cores e ficava estranho, de verdade. Deveria haver um equilíbrio entre as cores primárias, azul, amarelo, vermelho. Lembro muito bem que meu questionamento mor surgiu de uma figura, a foto de uma ilha, onde eu vi, o azul do mar e do céu, o verde da mata e o amarelo da areia. Parecia até com a explicação das cores da bandeira do Brasil. Vertendo pro meu catolicismo distorcido, pensei no mundo como obra de Deus, o mundo como a maior das criações, a arte inquestionável, a natureza como única fonte perfeição. Eu procurei o equilíbrio das cores por uma visão do céu, procurei, procurei e nunca conseguia me responder: mas onde está o vermelho?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde, onde, onde eu acharia o vermelho na proporção do azul oceânico, do verde continental, do amarelo solar? Onde, onde, onde eu me perguntava. A tinta nos meus dedos me fez pensar no clipe que vi do O Rappa que tinha bonequinhos morrendo da guerra de Canudos. Não me esqueço do clipe porque de cada boneco saia uma quantidade absurdamente desproporcional de sangue que se espalhava pintando tudo, pintando tudo. Imaginei uma guerra na Antiguidade Clássica onde morriam 65482382364 homens num espaço em céu aberto e se cada um tivesse em si a mesma quantidade absurda de tinta. Era o equilíbrio das cores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde mais estaria o vermelho senão em toda a História acompanhando a humanidade, ardendo no calor das fogueiras pré-históricas, embebedando lábios em vinhos gregos, queimando a dor de pecadores, vestindo do mais alto clero com o sangue de cristo, alimentando a paixão insana dos amantes proibidos, alertando em frascos de venenos mortais, pintando os índios em rituais, valorizando meu país em pau brasil, rasgando o mundo com idéias socialistas, e hoje, em batons de prostitutas, nas placas de promoção, nos faróis de freio, na farda dos caixas de supermercado, no tapete do meu prédio, nos botões do elevador, em meus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu dedos vermelhos me lembraram quando numa igreja ao ver o vermelho numa cruz, me perguntei o porquê, quando sofri de amor, me perguntando se existia dor maior, quando eu tentei buscar a lógica de se derrubar uma floresta pra se tinturar roupas, quando me via maravilhada pelas idéias de socialistas, me perguntando porque o mundo é do jeito que é, quando assisti minha primeira cirurgia e consegui responder sem mais nenhum interstício de dúvidas a pergunta do 'onde está o vermelho' com a frase reverberante 'está no sangue, no sangue'. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O simbolismo do vermelho atravessa minhas idéias mais do que eu imaginava, o vermelho está em tudo que me fez crescer, está correndo agora dentro de mim, talvez eu seja o vermelho e se eu pudesse batizá-lo, o sobrenome adequado seria 'Vivo' e não Dourado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-936875249996282297?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/936875249996282297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=936875249996282297&amp;isPopup=true' title='64 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/936875249996282297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/936875249996282297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/09/alizarin-crimson.html' title='Alizarin Crimson'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>64</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4693570193989345678</id><published>2009-05-31T18:27:00.006-03:00</published><updated>2009-05-31T22:18:11.890-03:00</updated><title type='text'>O fotógrafo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; 2005, eu estava no primeiro ano do ensino médio, em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Itabuna&lt;/span&gt;. Por sorte minha ainda existia aula de artes e professores aptos a dar aula de artes - que não apenas ensinam a História e os grandes nomes, mas sabem explorar a sensibilidade e criatividade de cada um. Houve um dia em que a professora chegou com um pedaço de papel amarelo, quadrado e pequeno, que cabia na palma da mão. Era um trecho de uma poesia, por sinal, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Manoel&lt;/span&gt; de Barros. Eu não me prendi ao nome de quem o escreveu mas guardei depois da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atividade&lt;/span&gt;. Anos depois, quando fui fazer vestibular e conheci 'O livro das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ignoranças&lt;/span&gt;', pelo qual eu me apaixonei, eu me lembrei daquele papel amarelo e percebi que os dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pertenciam&lt;/span&gt; ao mesmo autor. Enfim. Não comecei esse texto pra falar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Manoel&lt;/span&gt;, é que sempre me excedo em introduções.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bom, o papel amarelo dizia assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"O Fotógrafo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Difícil fotografar o silêncio. Entretanto eu tentei...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.&lt;br /&gt;Fotografei o perfume.&lt;br /&gt;Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.&lt;br /&gt;Fotografei a existência dela.&lt;br /&gt;Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.&lt;br /&gt;Fotografei o perdão.&lt;br /&gt;Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.&lt;br /&gt;Fotografei o sobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Foi difícil fotografar o sobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;                &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Manoel&lt;/span&gt; de Barros"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atividade&lt;/span&gt; consistia em tentar fazer uma montagem, usando as revistas velhas e picotáveis, pra representar o silêncio, o perfume, a existência, o perdão e o sobre. Aquilo era muito difícil, todo mundo só tinha achado os frascos de perfume em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;propagandas&lt;/span&gt;. Eu perguntei se podia desenhar, e desenhei. Foi mais fácil, mas não deixou de ser difícil e a professora gostou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E foi lembrando desse episódio que comecei a pensar mais profundamente em fotografia. Pelo meu cálculo estimado 1874683 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;zilhões&lt;/span&gt; de fotos são tiradas por dia. "chega mais um pouquinho pro... aí! tá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ótimo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;click&lt;/span&gt;! Pronto... ficou jóia". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu sempre gostei de foto, a melhor parte era 'olha o passarinho', mesmo sem passarinho nenhum. A não ser que eles ficassem dentro do seu olho depois dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;flsahes&lt;/span&gt; de antigamente. Mas eu gostava mesmo era de vê-las, de perguntar pra minha mãe 'quem é essa do seu lado?' e ela respondia me contando histórias embutidas naquela imagem. O que eu mais gosto das fotos é seu resgate, sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;atemporalidade&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nos tempo antigos, o mais talentosos pintores faziam de seus dedos e destreza ferramentas intermediárias entre tintas e tela branca. Eram contratados em sua arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;perfeccionista&lt;/span&gt; pra reproduzir a realidade e deixar registrado os perfis dos homens e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;mulheres&lt;/span&gt; 'mais importantes' dos tempos, sem deixar passar nenhum detalhe de exibição em ouro, pedras &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;reluzentes&lt;/span&gt;, veludos, cedas e poder. E foi assim com todas as artes; pintar, esculpir, escrever, artifícios que atravessam o que talvez seja a única coisa que o homem nunca vai conseguir dominar: o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E o tempo passou. Hoje não se fabricam mais filmes de 36 poses, não é preciso mandar revelar para ver como ficou, só é preciso um dedo. É pixel que não acaba mais, todos os tipos de adaptações de foco, contraste de luz, nitidez, cores, captação de detalhes, tudo, tudo isso a máquina faz. A Arte de reproduzir a realidade se tornou simples, prática e caiu na mão do popular, 10 vezes no cartão e não precisa ter computador. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No meio de tantas facilidades, o raro da fotografia deixou de ficar no depois, no resultado, na imagem em si. As milhões de possibilidades fizeram com que os olhares &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;atentos&lt;/span&gt; se voltassem mais para as peculiaridades das coisas, no sentido delas, no porquê de fotografá-las. Entretanto, o culto ao belo ainda é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;subtópico&lt;/span&gt; da ideologia vigente, e o mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;frequente&lt;/span&gt; é querer guardar pra si o que se viu de belo, de encantador. O caso é que as pessoas armadas com suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;câmeras&lt;/span&gt; fotográficas, miram e congelam o previsível, o que é confortável aos olhos, o que é exuberante ao senso comum. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ao produzir uma bela fotografia quando se tem um estúdio, com luzes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;minuciosamente&lt;/span&gt; posicionadas, mulheres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;maquiadas&lt;/span&gt;, com seus cabelos ao ventilador ou quando se está em um lugar bonito, com cores vivas e clima &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;estupendo&lt;/span&gt;, o complicado é resgatado enquanto quanto à técnica, na dificuldade que se tem em buscar a perfeição. Porém, uma fotografia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;projetada&lt;/span&gt; não revelará através de lentes nada mais do que os olhos nus já vêem, o que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;convencionalmente&lt;/span&gt; belo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O 'quê' de um foto é o que ela quer mostrar. É mais do que achar o melhor ângulo de uma praia e fazer propaganda de turismo. É muito mais do que exibir um produto, convencer pelos olhos, atrair pela superfície, é mais do que ter habilidades em se fazer montagens artificiais. A poesia de uma fotografia está no que o fotógrafo quer dizer quando a tira. Fotografar é mais que revelar imagens, é deixar exposto um ponto de vista, um jeito de olhar o mundo, um estilo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A arte do fotografia está em conseguir mostrar o belo nos caminhos de rotina para as pessoas que sempre por ali passam mas não o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;enxergam&lt;/span&gt;. É conseguir mostrar o imperceptível, o camuflado, é exibir as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;minudências&lt;/span&gt; que o tempo todo são ignoradas. É propor um novo sentimento só em mudar de ângulo, e causar estranhamento mesmo mostrando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;clichês&lt;/span&gt;. Emissão de detalhes, exploração de cores, jogo de sombras, movimento estático, e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;abstrato&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Excepcionalmente&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;abstrato&lt;/span&gt;, bem como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Manoel&lt;/span&gt; me ensinou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O fotógrafo sabe que o que se quer mostrar não deve vir ao centro. Sabe que o preto e branco valoriza o sentimento, sabe que o melhor estúdio é o céu aberto e a melhor edição é pegar os raios de quatro e cinquenta da tarde. Sabe que as melhores fotos são as não avisadas. Sabe que não é preciso correr atrás das cores, as melhores são as mais invasivas. O bom fotógrafo sabe que em suas fotos se tem cheiro, se tem sons, sabores e emoções. Sabe do poder que uma foto tem de resgatar lembranças, atiçar saudades, derrubar lágrimas e contar, dizer, fazer sobrancelhas se juntarem, cantos de boca subirem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O bom fotógrafo sabe e quer deixar guardado tudo aquilo que lhe causou estranhamento e sensações diversas, ele se alimenta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;reminiscências&lt;/span&gt; e vive em dar de presente, a tudo que um dia o cativou, uma prova de amor, o mais divino e sagrado presente que a humanidade anseia: a imortalidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4693570193989345678?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4693570193989345678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4693570193989345678&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4693570193989345678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4693570193989345678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/o-fotografo.html' title='O fotógrafo'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1911639365406731343</id><published>2009-05-30T21:29:00.001-03:00</published><updated>2010-12-26T22:32:34.836-03:00</updated><title type='text'>Se essa cidade fosse minha</title><content type='html'>haveriam livros nos pontos de ônibus. &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1911639365406731343?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1911639365406731343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1911639365406731343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1911639365406731343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1911639365406731343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/se-essa-cidade-fosse-minha.html' title='Se essa cidade fosse minha'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2502638275836536567</id><published>2009-05-24T21:18:00.003-03:00</published><updated>2009-05-24T21:32:15.259-03:00</updated><title type='text'>Compilação Vanessa Voz de Veludo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Preparei a nossa casa chame alguém para um café&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;mas quando acendo o fogo, parece brincadeirinha, pega-pega &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;dizia a todo momento, fique em casa, não tome vento &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;e você abre a porta e vai para o asfalto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;diz que o que a gente precisa é tomar um banho de chuva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;e um frio que suplica um aconchego &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Neste mundo de tantos anos entre tantos outros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;quem irá nos porteger? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;desde essa desilusão eu me desiludi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;ouvindo o mau tom do alheio &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;como uma faca cortando as etapas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;e nosso sonho se perdeu no fio da vida &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;as flores que manda são fato do nosso cuidado e entrega&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;nossa graça e vontade derretem na chuva &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;nossos olhos são dengosos demais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;havia uma beleza ali, ou era criatividade minha?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;cores, tantas cores, tais belezas, foram-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;pírincipe sem um tostão  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;e então, o pôr-do-sol invade o chão do apartamento &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;torna a gente banca de flores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;reconhecendo no mundo o que há em si &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;vou ver que tudo pode retroceder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;não vou mais querer ninguém, agora que sei quem me faz bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;vamos seguindo acordando cedo &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;eu só quero cantar, gozar e gastar da vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;amanhã é tarde demais pra quem não tem a eternidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;o tempo pirraça. Viva, tenha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;case-se comigo antes que amanheça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;quero dançar com v&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;cê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2502638275836536567?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2502638275836536567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2502638275836536567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2502638275836536567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2502638275836536567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/compilacao-vanessa-voz-de-veludo.html' title='Compilação Vanessa Voz de Veludo'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1802873796928995538</id><published>2009-05-22T00:22:00.004-03:00</published><updated>2009-05-25T20:17:31.798-03:00</updated><title type='text'>Relatividade</title><content type='html'>Nenhuma dúvida é passível de ser suprimida, dúvidas nascem para ser esclarecidas, nascem do escuro, de algo que pra alguém ainda é confuso, dúbio, e isso pode causar entraves na ponte entre o dito e o entendido.&lt;div&gt;Nenhuma pergunta pode ser classificada como inútil,  frases com tons de interrogação são ferramentas pra se tentar descobrir ou confirmar o que se percebe, arrancar o que se pensa com palavras, mesmo que essa luta desleal não consiga alinhar percepção com expressão, 'um descompasso infeliz e inevitável, mas necessário'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma hipótese pode ser ignorada, já que não existe verdade absoluta e somos meros mortais que por mais que pensemos durante séculos, sempre chegaremos à conclusão de que não sabemos nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma informação pode ser negligenciada, descartada ou classificada como vã, pois toda e qualquer tipo de informação um dia servirá pra algum esclarecimento. E quanto às repetidas, a atenção deve ser voltada para a quantidade de vezes que é dita, isso significa raio de dissipação. Clichês não são menos importantes, um dia foram esclarecedores para alguém quando pela primeira vez foram ditos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma palavra pode ser subestimadas, textos não devem ser grifados. Palavras soltas não têm sentido e o contexto é feito pela combinação e coesão, nenhuma é mais importante que outra, todas são lidas e exercem seu papel para a compreensão. Resumos são descarga de detalhes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum tipo de matéria pode ser mais valioso por sua função/praticidade do que outro, tudo depende de posição em relação a um referencial, para além de espaço físico, e valor agregado enquanto simbologia, história e significado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum ofício pode ser desconsiderado enquanto à sua contribuição diante do equilíbrio e manutenção do estado estacionário dinâmico que rege trnasformações contínuas, fluxos permanentes e ciclos constantes que dizem que o mundo é mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma cor pode ser rejeitada, nenhum sabor pode ser avaliado quanto bom ou ruim, nenhum som pode ser calado por interferências destrutivas, nenhuma dança é motivo de desconforto, nenhuma cultura pesa mais numa balança de riqueza, beleza e encatamento que outra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum ser merece ser posicionado diante uma hierarquia cujos critérios de classificação não condizem com seus preceitos, doutrina e entendimento do amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1802873796928995538?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1802873796928995538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1802873796928995538&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1802873796928995538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1802873796928995538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/relatividade.html' title='Relatividade'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2225024368217240251</id><published>2009-05-08T22:32:00.003-03:00</published><updated>2009-05-12T16:54:36.698-03:00</updated><title type='text'>Pontuando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Nesse mundo de tantos anos, entre tantos outros, que sorte a nossa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Esses outros de tantos mundos, entre tantos anos, mas que sorte, hein.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Nesses anos de tantos outros, entre os mundos, que sorte é a nossa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2225024368217240251?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2225024368217240251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2225024368217240251&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2225024368217240251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2225024368217240251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/pontuando.html' title='Pontuando'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6108711895082441492</id><published>2009-05-05T17:09:00.005-03:00</published><updated>2009-05-06T10:21:36.661-03:00</updated><title type='text'>Sentar-se de costas pra janela</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Dis.tra.ir&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vtd&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;1. Desviar, afastar (o pensamento, o espírito); 2. tornar desatento, negligente; 3. divertir, recrear; 4. fazer esquecer; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vp&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 5. descuidar-se, esquecer-se, desviar-se; 6. divertir-se.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, eu me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;divirto&lt;/span&gt; com pessoas desatentas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, tenho em mim uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;distração&lt;/span&gt; de prestar atenção - permitam-me o trocadilho - em pessoas que desviaram seus pensamentos por algum instante, e isso é divertido. Esse texto começa assim, e eu juro que não tinha intenção de brincar esse jogo de semântica. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Digo&lt;/span&gt; que eu, em estado de desvio, afasto de mim pensamentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;intrínsecos&lt;/span&gt; e pouso a minha atenção em observar, pessoas, gestos, falas, expressões, situações, que nascem do descuido, que são comuns e nem por isso pouco simbólicas, que são simples e nem por isso insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, gosto de salas de espera, filas, engarrafamentos, praça de alimentação e do percurso das viagens. São ocasiões que dividem o antes e depois das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atividades&lt;/span&gt;, são o meio termo, o intervalo, a pausa do 'piloto automático da rotina'. É como se nessas situações, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;espírito&lt;/span&gt; da gente pudesse falar por si só, é a oportunidade de as vontades &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;saírem&lt;/span&gt; sem passar por processos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;seletivos&lt;/span&gt;, como se os olhares perdidos fossem o estado de transparência. Uma pessoa distraída tem uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sintonia&lt;/span&gt; mais livre, não se policia, não pára pra pensar se tem alguém reparando nela. E é assim que as pessoas se mostram; no desvio, no descuido, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;distração&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então. Foi enquanto eu estava praticando a arte de esperar que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;menininha&lt;/span&gt; fisgou minha atenção. E se a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;distração&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ativa&lt;/span&gt; a sinceridade das pessoas, imaginem que esse efeito é mais aguçado e mais frequente em crianças. Não me lembro quantos anos ela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;aparentava&lt;/span&gt; ter, que roupa usava, o que fazia antes que eu a observasse. Me lembro que ela estava de frente a uma daquelas máquinas típicas de área de lazer de lugares públicos, onde põe-se uma moeda e ganha-se uma bolinha de cor muito forte, não sei que material é aquele, mas sei que ela pula muito alto e some com facilidade. Parecia uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;cerimônia&lt;/span&gt; para um momento de glória, ela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;versus&lt;/span&gt; a máquina, e sua arma, uma moeda. Assim que ela colocou a moeda, percebeu que a saída da bola ficava muito abaixo do buraco-para-moedas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;agaixou&lt;/span&gt;. A bolinha não estava lá de imediato, estava descendo, assim no gerúndio, deslizando, fazendo um caminho em espiral pelo ventre da máquina transparente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela expressão do rosto dela aquilo era quase mágica, era algo muito grandioso e lindo. Levantou embasbacada e grudou na perna do pai dizendo: olhe! Ele, muito ocupado ao conversar com alguém que eu não me lembro, não ouviu, não olhou, não virou, não se mexeu. Ela puxou a calça e chamou mais uma vez e depois virou pra máquina. A bolinha já estava lá no seu lugar de saída, pronta pra se desprender de seu bando e fazer a felicidade de uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;criança&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;quicando&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;quicando&lt;/span&gt; até sumir. Eu não sei descrever a expressão do rosto dela por ter perdido o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; que ela mesmo desencadeou. Não tenho palavras pra isso, sou pobre. Se servir uma conclusão, digo que aquilo me fez lembrar de quantas vezes viramos pro lado de fora da janela, pra chamar alguém, mostrar o que se passa aqui dentro, e assim de costas, deixamos de ver e viver o que para alguns pode ser uma bobagem descosiderável mas para nós é algo altivo e estupidamente inefável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6108711895082441492?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6108711895082441492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6108711895082441492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6108711895082441492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6108711895082441492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/05/sente-se-de-costas-pra-janela.html' title='Sentar-se de costas pra janela'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7351475125382983914</id><published>2009-04-07T20:40:00.005-03:00</published><updated>2009-04-07T21:45:28.997-03:00</updated><title type='text'>O passageiro.</title><content type='html'>Quente, muito quente, em pé, esperar, olhar atenta, ouvir a música, cumprimentar conhecidos, sorrir. Lento, tá demorando, esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt; que não chega, esse calor que me engole, de calça, com caderno, mas sem pressa, relógio guardado, sinto falta do anel quando o tiro. Olhar, esperar, mas ta muito quente, e só quando na música me disseram 'vou ficar por um triz pra voltar e dizer que o que fiz foi somente eu quem quis' me fez querer escrever um texto, não esse, outro. Esse quem me deu foi um passageiro, ou o passageiro, assim, com artigo definido, mas eu não cheguei nele ainda, tenho que continuar dizendo o quanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tava&lt;/span&gt; quente, muito quente. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol, os carros, o horário, minhas roupas, meu andar, meu suor, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tava&lt;/span&gt; quente, e meu cabelo grudou nas minhas costas. Mas meu dia ia ser bom, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tava&lt;/span&gt; escrito no céu. Assim, bem de azul. Então o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ônibus&lt;/span&gt; chegou, e eu sentei, e é assim que começa a história.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sentada. Assim, só sentada, sem olhar muito, sem ouvir muito, sem pensar em nada mais complexo do que 'será que eu vou chegar lá que horas'. Nada mais que de repente, a bateria acabou enquanto eu batia o pé num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;rítimo&lt;/span&gt; fixo e antes que eu pudesse pensar em parar de acompanhar a música que não estava mais tocando, eu percebi meu pé em sintonia com o pé do passageiro que acabara que sentar ouvindo música também. Aquilo foi bem estranho. Estava às dez e vinte e cinco se eu fosse usar o 'relógio imaginário indicador de posição'. Abriu a janela e... Mas que bendito vento do meio-dia. Uma das melhores sensações do ano foi um sopro em meu colo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;úmido&lt;/span&gt; de mãs dadas com aquele perfume que eu não faço a mínima noção do nome, mas que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tava&lt;/span&gt; muito bom, mesmo, de verdade, mas que coisa divina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ele também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tava&lt;/span&gt; suando, assim, um gota escorrendo como quem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pirraça&lt;/span&gt; usando calor e sede. Se tivesse acabado de tomar banho, se tivesse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;andado&lt;/span&gt; antes de chegar no ponto, se fosse o dito perfume, ou seria o próprio suor a exalar aquele cheiro. Definitivamente eu tenho prazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;olfativo&lt;/span&gt;, e memória &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;olfativa&lt;/span&gt; também. Minha curiosidade poderia passear em imaginação e tentar responder onde mora, qual é a sua graça, que santo preza por você, me diga que música era aquela que você ouvia, por onde você andava por todos esse anos e não sei quantas mais respostas úteis. Mas eu de olho fechado só consegui pensar em porque eu nunca tinha sentido aquele cheiro antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7351475125382983914?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7351475125382983914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7351475125382983914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7351475125382983914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7351475125382983914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/04/o-passageiro.html' title='O passageiro.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1982104320449295622</id><published>2009-03-28T19:02:00.003-03:00</published><updated>2009-04-07T20:40:14.928-03:00</updated><title type='text'>searching for a better way</title><content type='html'>Oito e quinze, elevador, e vinte, trânsito. Meu sábado não ia ser um dos melhores, as minhas sobrancelhas já diziam em bom tom. 'Você tá tensa'. Não sei bem se esse seria o melhor adjetivo, mas não estava muito longe disso. Assim, cedo, estava eu fugindo da minha emocionante rotina. Na verdade, não fugindo dela, mas transferindo-a de lugar, um lugar onde eu pudesse concretizá-la no longe, no frio, no branco. Numa biblioteca. Longe das paredes verdes do meu quarto, sem o assovio da minha janela, sem as vozes da televisão da sala, sem a oportunidade do travesseiro sussurrar meu nome. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu esparava muito profundamente que esse meu plano desse certo. Minha ilusão era que meu cérebro trabalhando com memória associativa estive ligando meu espaço com a hora de descanso, e uma mudança pra um lugar propício eu conseguiria enfim, estudar quantas horas seguidas meu estômago sem almoço pudesse alcançar. Assim, sem descanso, mas minha força de vontade anda pedindo carta de aponsentadoria e isso me soa tão estranho. Agora era hora de estar plenamente afim, e estou, mas minha dedicação que era unifocal hoje divide espaço com outras questões, que sejam elas, banais, mas ando com a sensação de que me falta a décima terceira fragância pra completar meu cheiro, e isso me consome. Façam o favor de sair de minha cabeça. Talvez seja mais normal do que eu imagine, ainda mais assim em plena fase de transição e no centro do olho de um furacão de informações e mudanças bem significativas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;'Esse sinal demora de abrir, né'. É, eu sempre soube que sim. Mas naquela manhã eu não soube classificar se demorava ou não. Minha relação com meu relógio está sendo muito mais conturbada do que já foi um dia. Organização e paciência, não se acha no supermercado, e nem se  deveria achar. Ui, ui, meus problemas. Esse tempero ta ficando mais salgado, mas fui eu quem escolheu assim, eu só preciso de um pouco de paz, eu acho. Até meu fiel mp3, tava meio de pirraça, assim me testando, como várias outras coisas durante a semana, mal contato do fone de ouvido e a música já tinha começado não sei por quantos segundos. City and Color, mergulhou no meu ouvido bem alto dizendo 'theres people searching for a better way', eu me arrepiei confesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu humor estava alterado para fora do estado normal e eu tinha pulado essa parte quando lia o manual de instruções da vida. Então eu vi por entre os carros, sobreviventes. Me mostrando a manchete do jornal, divulgando e vendendo a piarataria, vendendo quiçá seu sofrimento pro meu despertar em troca do troco. O senhor, sem as duas pernas, depois de pegar as moedas e antes do vidro fechar-se por completo apontou dizendo: 'você já viu em que estado está este pneu?'. Pronto, eu que tinha acordado às cinco pra aprender a dirigir devo ter feito algo besteira, seria mais uma ruga. Pra desfazer a rosto preocupado do meu pai, ele disse sorrindo: 'está no estado da Bahia'. E conforme o mundo é mundo, todo e qualquer abismo é navegável à barquinho de papel. Sempre há um bom motivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1982104320449295622?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1982104320449295622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1982104320449295622&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1982104320449295622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1982104320449295622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/03/searching-for-better-way.html' title='searching for a better way'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5360387800611623890</id><published>2009-03-26T19:58:00.004-03:00</published><updated>2009-03-26T21:34:02.013-03:00</updated><title type='text'>Àquilo que se vê.</title><content type='html'>Moldura clara e simples, que disfarce.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa mesa curta, o dia vira noite e a conversa corre horas a baixo. 'Fui anotar os defeitos e de você só achei um.' Curioso. Vivo a me redimir diante meus deslizes pensando em um modo de talvez pôr  açúcar no jeito de passar pelos corredores de minha rotina, mas nunca consegui essa proeza de notificar apenas um sozinho único defeito solitário, você veja. E qual o seria. 'você não é previsível'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva o mistério da vida, pessoas previsíveis perdem o ar da graça. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Catapimba&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Transito entre dois mundos e não deixo de os separar apesar de estarem os dois concomitantemente me consumindo e me sendo todos os dias de existência. O ser o sentir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mostar&lt;/span&gt; e o agir sempre sendo testados o tempo todo, mais testes e provas e pontuações o tempo todo todos sendo avaliados, sendo, sentindo, nem sempre mostrando mas sempre agindo. Se o agir condiz com preceitos pré-estabelecidos são outros quinhentos e é ai que entra o ar da graça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca se sabe o que se passa por dentro, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;magias&lt;/span&gt;, tecnologias, só questionamentos, não há poder suficiente que arranque de todos os seres o mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;subterraneos&lt;/span&gt; segredos sagrados. Eu não gosto de quem acha que consegue me ler. Meu coração é uma ilha a centenas de milhas daqui. Tenho só pena das conclusões que chegam a partir de meras deduções de minha face, e não venham confirmar, pois a vida é um grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;blefe&lt;/span&gt;. O que é viver senão plagiar, copiar, repetir e nunca ter certeza de nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E venhamos, e convenhamos, vivemos nesses dois mundo assim, sem apresentá-los um ao outro e sabendo que os dois se encontram e são o mesmo dentro de si, de sua pessoa. E o fora, o que se vê, é o que se quer parecer com disfarces, até quem quer ser o mais transparente dos indivíduos não sabe de si mesmo que escondendo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;óbivio&lt;/span&gt; só basta abrir os olhos pra ver a farsa.  Então o dia amanhece eu ainda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;nao&lt;/span&gt; dormi. Pra não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;amanhecer&lt;/span&gt; junto com o dia, para o dia, para levantar, me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;vestir&lt;/span&gt; e sorrir pra quem passar, sendo sentindo mostrando e agindo como outro qualquer que assim o faz ao levantar. Eu sou uma terceira pessoa, e minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;câmera&lt;/span&gt; filma de uma visão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;aérea&lt;/span&gt;, tudo bem que fora de foco mas se assim não o fosse eu seria um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;deus&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saibamos que não há motivo maior que me faça querer substituir meu tempo comigo mesma por tempo convencional, com o normal, com o ordinário, com o nada, vazio, o mesmo, o sempre, o de todo dia, de praxe.  Igualmente aos milhares que assim o fazem sendo sentindo mostrando e agindo sabendo da plena magnitude de ser um único e exclusivo ser em toda a humanidade e que não há lugar no mundo que exista outro como você. Mas que coisa ímpar, esse espelho assim, minha identidade, minha cara, limpa, depois de lavar com sabão que passa na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tv&lt;/span&gt; e vende a rodo e todos passam na cara e depois se olham assim, sozinhos, sem compromisso de ser pra ninguém, só pra se olhar no fim do dia, e lembrar de tudo que aconteceu, se julgar e se dizer o que se quer ouvir e se falar o que se quer dizer e pronto e ponto. Assim se segue, com as vozes todas diferentes que repetem as mesmas frases e assistem o ciclo da vida começar e acabar começar acabar e é incrível que mesmo estando todos mergulhado num mar de infinitas possibilidades existe e persiste a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;tendencia&lt;/span&gt; de se mostrar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;obivio&lt;/span&gt; e repetir o que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ja&lt;/span&gt; foi feito e o que é garantido, o que é aceito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então o poder criativo dos seres pensantes se limita a trocar o prato do cardápio do dia sendo que os mesmos ingredientes que vêm dos mesmo lugares estão à mesa, e só se muda a dosagem e a ordem de misturar tudo. Porque o estranho pra mim é poesia. Mas pra que diabos tenho que corresponder com preceitos com normas e regras se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ninguem&lt;/span&gt; se encarrega de manter a ordem. E agora eu fico na dúvida se mostro ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;nao&lt;/span&gt; mostro aos meus filhos que a liberdade não existe. Vou dispor essa descoberta ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;proprio&lt;/span&gt; senso critico de cada um e que eles se peguem em plena nove da noite gastando tempo, se achando a filosofia em pessoa, sem perceber que todas essas palavras mal ditas caem sempre no mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;clichê&lt;/span&gt;, o mesmo o mesmo, mas isso não é bobagem. Pelo menos serve pra se chegar à singela conclusão de que  nascemos, crescemos e morremos num grande e eterno museu de novidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5360387800611623890?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5360387800611623890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5360387800611623890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5360387800611623890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5360387800611623890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/03/aquilo-que-se-ve.html' title='Àquilo que se vê.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2979413092560317614</id><published>2009-03-23T21:35:00.005-03:00</published><updated>2009-03-26T21:20:50.142-03:00</updated><title type='text'>é de imaginar bobagens</title><content type='html'>sem ordem ou nexo ou pontuação&lt;div&gt;nada de letra maiúsculas longe de mim métrica e coesão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nada de rima isso não é poema e rimas são previsíveis e pobres&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quando não são feitas pelo acaso mestre meu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meu dedos em letras em espaços em 'compasso com a impaciência'&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255); font-size: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2979413092560317614?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2979413092560317614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2979413092560317614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2979413092560317614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2979413092560317614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/03/e-de-imaginar-bobagens.html' title='é de imaginar bobagens'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8855979443747288826</id><published>2009-03-18T19:07:00.003-03:00</published><updated>2009-03-23T21:45:19.763-03:00</updated><title type='text'>e eticétera.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Páginas em teias. Minha capicidade criativa se encontra em recipiente fechado, cujo êmbolo é administrado pelos ponteiros do meu relógio. Aguardo parir idéias por completo - largei o vício que tinha pelas metades de tudo - e ando procurando encurtar a ponte que separa o pensar e fazer. Que bonito isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois então, muita coisa mudou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8855979443747288826?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8855979443747288826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8855979443747288826&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8855979443747288826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8855979443747288826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/03/e-eticetera.html' title='e eticétera.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3743515540389399243</id><published>2009-02-08T21:16:00.000-03:00</published><updated>2009-03-23T21:44:01.424-03:00</updated><title type='text'>A sétima corda.</title><content type='html'>Tudo por acaso, um atraso e não me importo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você com sua miopia pode até não me ver em meio de olhares unidirecionados, mas eu, eu saí de casa pra te ver. Alguém me faça entender que frequência é essa que aumenta enlouquecidamente minha amplitude de vibração. Não tem fumaça que me embebede, calo que me distraia, luz que me faça desviar ouvidos de tuas músicas tão visuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu reconhecimento não detecta diferença de sua voz agora se comparada entre a acústica dos azulejos do meu banheiro e essa concha. Concha que podia caber em minha mão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tênis mais novo que o meu. Quantos anos você tem mesmo? Balanço, criatividade e disposição de um menino, leitura, fala e senso de velho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E teu corpo vibrando tenso como corda de violão, é esse som que te faz mexer ou é você mexendo que faz esse som tocar? Venha, que eu bato palmas pra você dançar, seus ombros colados a subir e descer. O oco dessa cintura de madeira tem pregas vocais ou são sua veias que são feitas de nylon? Você sem abrir a boca me diz, você só quando fala me faz balançar. Como pode brincar assim? colocando palavras vagas na ordem certa que me traz sentimentos mais belos sem ao menos me conhecer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As vezes parece até que a gente deu um nó; Lenine, conte uma história pra eu dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3743515540389399243?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3743515540389399243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3743515540389399243&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3743515540389399243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3743515540389399243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/02/setima-corda.html' title='A sétima corda.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8010629186087428111</id><published>2009-01-22T15:39:00.007-03:00</published><updated>2009-01-22T20:24:20.083-03:00</updated><title type='text'>Vem, vamos além.</title><content type='html'>Lugar combinado, sem atrasos. Mãos dadas, os corações socando a caixa do peito num mesmo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ritmo&lt;/span&gt;, como se compassados por uma música rápida estupidamente alta. O suor era frio, o dia era branco, mas as expectativas faziam-no ser visto de azul, muito mais azul que a incerteza nos olhos dela, confortado na macia sensação de que aquilo poderia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão cedo, tão frio, porque assim na calada da manhã, porque assim tão longe, porque esse rio divorciado da calmaria. Primeiros pés a se balançarem na ressaca, segure minha mão mais forte, eu te puxo cá pra dentro, você &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;não&lt;/span&gt; vai cair. Vem, vamos além. Me abrace forte agora, que é chegada a nossa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio abaixo, loucos, jovens demais pra saber o que é o certo, o que é a sorte, o que é o amor. Ninguém os observa de fora, mas eles diriam que a vida é passageira, como uma estrela sempre a cair. Vem, vamos além. Correr, pra se amar, se amar até o fim, sem saber que o fim já vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é tentativa de suicídio. Não, não é. Fuga, fuga sim, suicídio não. Apesar deste ser um tipo de fuga, nossos motivos não correspondem, nossos anseios não condizem, nosso sonho não é esse. Não queremos achar o fim, queremos o começo, o começo do novo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;quiçá&lt;/span&gt; longe daqui, eu não sei onde esse barco vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a gente quer é o amor. Se nesse lugar não nos era permitido, em outro então. No antes, no ali, era fuga dos outros, era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ouví&lt;/span&gt;-los dizendo que nunca ia dar certo, era o contra, o desfavorável, a gente se escondia, corria, se amava assim, sem poder se amar. Eu não sei onde esse barco vai parar, mas onde quer que seja, juntos, onde for, qualquer lugar, hora. Cansei dessa fuga, e esse amor batido, com rugas, merece ter o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bússola&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;abstrata&lt;/span&gt;, o remo tinha cinco dedos, e esse motor continua socando a caixa do peito, como se compassados por uma música rápida estupidamente alta. Irremediavelmente apaixonados. Correndo pra se amar, se amar até o fim, sem saber que o fim já vai chegar. Que motivo maior financia tanto risco, quanto tempo levará, onde enfim vai desaguar esse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;barco&lt;/span&gt;. Vem, vamos além. E eles foram, além, além até demais. Até o limite de todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela preocupada, com pouco de medo dizia, 'veja você, onde é que o barco foi desaguar!', ele sem saber o que dizer, busca justificar essa quimera segurando o rosto dela, imiscuindo-se pelos olhos como se o alívio de todas as dores o abrigasse, 'a gente só queria o amor'. Ela que tanto rezou, palpitou que 'Deus parece às vezes se esquecer', e ele, que sempre servia de cais, consola, explica, acalma, 'ai não fala isso, por favor, esse é só o começo do fim da nossa vida'. O sonho vai poder chegar, quem vai nos impedir de passar por essa avenida. Ah, essa avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No depois, no aqui, vamos andar, você poderá deixar a janela aberta pro Sol te ver, sem medo, sem se esconder, é só lembrar que o amor é tão maior, e aqui, estamos sós no céu. Nessa janela sem cortinas, eu também não me escondo de mais ninguém. Foi o amor quem desvendou nosso lugar, agora diz, quem é maior que o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conversa de botas batidas - Los &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;hermanos&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8010629186087428111?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8010629186087428111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8010629186087428111&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8010629186087428111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8010629186087428111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/01/vem-vamos-alm.html' title='Vem, vamos além.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3646781502377761004</id><published>2009-01-06T22:31:00.004-03:00</published><updated>2009-01-06T22:59:40.393-03:00</updated><title type='text'>Minha lista para 2009</title><content type='html'>1. Tomar batido no liquidificador todos os livros que até então deixei pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Pintar o teto do meu quarto usando todas as cores e espalhando a tinta com golpes de nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Fazer uma fogueira de todos os telefonemas velhos, dados ou recebidos, e vê-los estourar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Substituir do ouvido cera por néctar para descobrir dos beija-flores os mais íntimos segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Usar do corpo carimbo de tatuagem temporária e rolar horas no couro branco do sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Gravar, com os pés em dança, músicas gigantes em partituras feitas na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Usar perfurador nos CDs velhos e soltar do balão no vento alto o balde de confetes superbrilhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Me juntar com os passarinhos loucos e roucos para titilar a garganta em toda madruga sem sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Rasgar todos os colchões da casa só pra me sufocar em tempestades de algodão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Não deixar que ninguém veja essa lista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3646781502377761004?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3646781502377761004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3646781502377761004&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3646781502377761004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3646781502377761004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2009/01/minha-lista-para-2009.html' title='Minha lista para 2009'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5463994571957499507</id><published>2008-11-23T12:58:00.003-03:00</published><updated>2008-11-23T13:07:44.339-03:00</updated><title type='text'>o que seria de um pedaço de papel.</title><content type='html'>'mesmo que as mais doces palavras sejam ditas em meu teimoso ouvido, mesmo que o inferno abra sua guela de fogo e cuspa fora, mesmo que afoguem os sonhos de uma olhar humano no fundo de um oceano hostil, mesmo que o vento que sopra suavemente todas as noites me seja desfavorável, mesmo que o mais rude dos homens me entregue o seu mais casto tesouro, mesmo que o tempo fuja das mãos do mais poderoso dos deuses que controlam cada precioso segundo da humanidade, mesmo que a meis bela das flores murche diante de minha arrogância, mesmo que o mais puro sentimento pensamento se estraçalhe injustamente por forças estranhas, mesmo que as gotas da chuva me inudem por inteiro de solidão e que eu morra sufocada de tanta paixão, eu juro que ... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;drama desde os 13 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5463994571957499507?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5463994571957499507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5463994571957499507&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5463994571957499507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5463994571957499507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/11/o-que-seria-de-um-pedao-de-papel.html' title='o que seria de um pedaço de papel.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3279015230678877307</id><published>2008-11-09T15:55:00.002-03:00</published><updated>2008-11-09T16:23:45.978-03:00</updated><title type='text'>Abre aspas.</title><content type='html'>Ninguém soube com certeza quando começou a perder a vista. Mesmo nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;seus&lt;/span&gt; últimos anos, quando já não podia se levantar da cama, parecia simplesmente que estava vencida pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;decrepitude&lt;/span&gt;, mas ninguém descobriu que estava cega. Ela o percebera desde o nascimento de José &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Arcadio&lt;/span&gt;. A princípio, pensou que se tratava de uma debilidade transitória e tomava escondido o x&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;arope&lt;/span&gt; de tutano e botava mel de abelha nos olhos, mas muito brevemente foi se convencendo de que afundava sem salvação nas trevas, a ponto de nunca ter tido uma noção muito clara da invenção da luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;elétrica&lt;/span&gt;, porque quando instalaram os primeiros focos só pode perceber o brilho. Não disse nada a ninguém, pois teria sido um reconhecimento público da sua inutilidade. Empenhou-se numa calada aprendizagem da distância das coisas e das vozes das pessoas, para continuar vendo com a memória quando já não o permitissem as sombras da catarata. Mais tarde havia de descobrir o auxílio imprevisto dos cheiros, que se definiram nas trevas com uma força muito mais convincente do que os volumes e a cor e a salvaram definitivamente da vergonha de uma renúncia. Na escuridão do quarto, podia enfiar a linha na agulha e bordar uma casa, e sabia quando o leite estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;para&lt;/span&gt; ferver. Conheceu com tanta certeza o lugar que se encontrava cada coisa que ela mesma se esquecia às vezes de que estava cega. Certa ocasião, Fernanda pôs a casa em polvorosa porque tinha perdido a aliança e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Úrsula&lt;/span&gt; a encontrou num consolo, no quarto das crianças. Simplesmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;enquanto&lt;/span&gt; os outros andavam descuidadamente por todos os lados, ela os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;vigiava&lt;/span&gt; com seus quatro sentidos, para que nunca a pegassem de surpresa, e ao fim de algum tempo descobriu que cada membro da família repetia todos os dias,  sem notar, os mesmo percursos, os mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atos&lt;/span&gt;, e que quase repetia as mesmas palavras às mesmas horas. Só quando saíam dessa meticulosa rotina é que corriam risco de perder alguma coisa. De modo que quando viu Fernanda consternada porque havia perdido a aliança, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Úrsula&lt;/span&gt; se lembrou de que a única coisa diferente que ela fizera naquele dia tinha sido arejar as esteiras das crianças, porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Meme&lt;/span&gt; tinha descoberto um percevejo na noite anterior. Como as crianças assistissem à limpeza, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Úrsula&lt;/span&gt; pensou que Fernanda havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;posto&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;aliança&lt;/span&gt; no único lugar onde elas não a poderiam alcançar: o consolo. Fernanda, pelo contrário, procurou-a unicamente nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;trajetos&lt;/span&gt; do seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;itinerário&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, sem saber que a procura das coisas perdidas é dificultada pelo hábitos rotineiros e é por isso que dá tanto trabalho encontrá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Págs 237/8&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3279015230678877307?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3279015230678877307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3279015230678877307&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3279015230678877307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3279015230678877307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/11/abre-aspas.html' title='Abre aspas.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-930993474726672109</id><published>2008-10-26T20:25:00.003-03:00</published><updated>2008-10-26T20:38:36.626-03:00</updated><title type='text'>Catapimba.</title><content type='html'>No meu domingo pré-revisão, um anjo resolveu abrir o fundo do carro e tocar pagode de dez da manhã até sete da noite. Eu adorei, é claro. Especialmente a parte em que as ondas penetravam os dois travesseiros e me permitiam apreciar a melodia da tcheca, mesmo eu estando no décimo oitavo andar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-930993474726672109?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/930993474726672109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=930993474726672109&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/930993474726672109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/930993474726672109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/10/catapimba.html' title='Catapimba.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7747606938602965580</id><published>2008-10-21T16:39:00.003-03:00</published><updated>2009-05-07T18:17:39.966-03:00</updated><title type='text'>o(a/s) que(m) sou eu.</title><content type='html'>quem, não vem ao caso, convém o que sou, o acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou o silêncio que acorda, sou o estardalhaço do chorar.&lt;br /&gt;sou a mudez da brisa pairando leve, sou a história que o vento conta assoviando e desenhando com sombras no chão.&lt;br /&gt;sou a quebra da onda na beira, mas só o ato, onda eu não sou.&lt;br /&gt;sou o calafrio do cheiro que resgata reminiscências ou a imparcialidade de quem nunca esteve ali. sou a loucura de passarinhos unidos se rasgando de cantar, e também sou vôo rasgante do só, que só ouve os ouvidos miúdos.&lt;br /&gt;sou as flores caídas do choro da laranjeira, ou a flor grávida de um beijo de amor.&lt;br /&gt;sou o incômodo do sol de muito cedo e a devoção com a qual ele se deita na noite.&lt;br /&gt;sou o tempo que ao mesmo tempo que é fiel aos ponteiros é pirraça sendo lesto ou lânguido.&lt;br /&gt;sou a dúvida de letras emboladas, sou a coesão.&lt;br /&gt;sou o diáfano, o opaco. dúbio, ambíguo, prolixo, híbrido, só a simplicidade explica a complexidade do meu ser.&lt;br /&gt;sou inércia e iminência.&lt;br /&gt;sou o destino, sou o acaso, sou coinscidência e o propósito, sou a tradição e o oposto avesso do inverso, ao contrário e de cabeça pra baixo indo na contra-mão.&lt;br /&gt;sou aquilo de que você sente saudade e aquilo que você nunca ansiou ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7747606938602965580?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7747606938602965580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7747606938602965580&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7747606938602965580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7747606938602965580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/oas-quem-sou-eu.html' title='o(a/s) que(m) sou eu.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6717578960351779567</id><published>2008-09-25T22:29:00.002-03:00</published><updated>2008-09-25T22:59:17.015-03:00</updated><title type='text'>Somos meninas</title><content type='html'>Somos meninas.&lt;br /&gt;Somos meninas e falamos baixinho&lt;br /&gt;arrotamos música, bufamos cheiroso e a nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;meleca&lt;/span&gt; é cor-de-rosa.&lt;br /&gt;Somos meninas e temos diários&lt;br /&gt;brincamos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;barbie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pra treinar relações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;interpessoais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;eticamente&lt;/span&gt; correspondentes com os valores da sociedade.&lt;br /&gt;Somos meninas, até temos bicicletas mas não descemos ladeiras&lt;br /&gt;pulamos corda,&lt;br /&gt;fazemos desenhos coloridos para os nossos pais&lt;br /&gt;Somos meninas e choramos, e não brigamos, &lt;br /&gt;e não lavamos advertência&lt;br /&gt;Meninas, sim, e adoramos a aula de poesia e só o professor de educação física,&lt;br /&gt;detestamos suar e quem faz barulho demais.&lt;br /&gt;Somos meninas&lt;br /&gt;temos mistérios irresistíveis para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;não&lt;/span&gt; ouvirmos não,&lt;br /&gt;Somos meninas e nossas orelhas são furadas no berçário,&lt;br /&gt;penduramos brincos pra seduzir&lt;br /&gt;sonhamos com o cara da novela,&lt;br /&gt;mas o coração palpita pelo de espinhas, 'Ah, pára, ele é fofo, tá?'.&lt;br /&gt;Somos meninas e temos um laço na cabeça, andamos rebolando&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Somos&lt;/span&gt; meninas e reunimos o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;clubinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Somos meninas e conversamos&lt;br /&gt;Somos meninas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fofocamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Somos meninas e fazemos coisas-de-meninas&lt;br /&gt;como falar mal dos meninos e suas patéticas coisas-de-meninos.&lt;br /&gt;Somos meninas e ajudamos nossas mães na louça, depois pintamos as unhas&lt;br /&gt;sabemos fazer tranças e roubar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;maquiagem&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;somos meninas e aprendemos a sentar de pernas fechadas&lt;br /&gt;mesmo sem saber da infalível lógica inversa&lt;br /&gt;Somos meninas e vamos ao supermercado saber o preço das coisas&lt;br /&gt;vamos à praia fazer castelos antes que as ondas nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;carreguem&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos meninas e nossa vida é sentimento&lt;br /&gt;é sonho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;planejamento&lt;/span&gt; e tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos meninas e sabemos que um dia&lt;br /&gt;derramaremos sangue&lt;br /&gt;derramaremos leite&lt;br /&gt;derramaremos lágrimas&lt;br /&gt;e sem possibilidades de 'mirar no alvo'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6717578960351779567?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6717578960351779567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6717578960351779567&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6717578960351779567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6717578960351779567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/09/somos-meninas.html' title='Somos meninas'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3447408869667111969</id><published>2008-09-21T14:30:00.003-03:00</published><updated>2009-03-23T21:42:47.699-03:00</updated><title type='text'>Incompatibilidade.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Hoje é 21 e a primavera nunca esteve tão longe de chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3447408869667111969?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3447408869667111969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3447408869667111969&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3447408869667111969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3447408869667111969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/09/incompatibilidade.html' title='Incompatibilidade.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6233322375825294253</id><published>2008-09-04T18:47:00.003-03:00</published><updated>2008-09-09T19:08:07.346-03:00</updated><title type='text'>Reinar a utopia pueril enquanto é tempo</title><content type='html'>que futuro, que passado,&lt;br /&gt;o que você quer ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Era uma simples tarefa de casa. É bom colocar pra treinar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;redação&lt;/span&gt;. A professora da quarta série entrou cedo de ansiedade; 'fizeram, turma?' com sorriso &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;estabafonético&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, como diriam os pequenos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A loura não perdeu a oportunidade de ser a primeira: vou ser médica, vou ter um carro rosa e dar cambalhotas como os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;power&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;rangers&lt;/span&gt;. O magrinho, ajeitando o óculos, disse o previsível; quando eu crescer vou ser como meu pai. E assim seguiu até a vez de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Mariazinha&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-E você M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ariazinha&lt;/span&gt;, o que vai ser? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Eu ainda não sei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Poxa&lt;/span&gt;, não sabe?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Aliás, sei. Mas sei o que vou ser quando morrer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Quando morrer? O que você vai ser quando morrer? Alguns colegas chegaram a rir baixinho, mas ela terminou o que tinha começado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;adjetivo&lt;/span&gt;, professora. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;adjetivo&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E aproveitando o silêncio:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;adjetivo&lt;/span&gt;. Bom, não posso ser história, porque esta tem início, meio e fim. E autoria. Se fosse uma palavra qualquer, por sinal, eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;não&lt;/span&gt; gosto desta palavra 'qualquer', podia entrar em mero desuso. Não queria designar um nome, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;objeto&lt;/span&gt;, só queria o reticente. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;adjetivo&lt;/span&gt;, pra qualificar, pra modificar, pra ser usada por bocas em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ocasiões&lt;/span&gt;, por textos com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;pretensões&lt;/span&gt;, por séculos. Atravessar a humanidade, perfurando civilizações inteiras, dispensando traduções, admitindo todas as interpretações. Não me prenderão em livros, me manterei viva em todas as sinapses nervosas, por mais que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;inquisições&lt;/span&gt; me cremem, meu ciclo não é matéria, meu ciclo é memória, meu veículo não é olho, é o detrás do olho, meu veículo não é boca, sonoridade e cordas vocais, é arrepio e função poética de estranhamento. Ser um cheiro inexistente, uma cor indefinida, não serei ondas mecânicas, serei o questionável dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;céticos&lt;/span&gt;, entregarei a fé na crença do inexplicável, o Deus do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;abstratismo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;impalpável&lt;/span&gt;. Mais que uma lenda morta, um mito vivo. Só isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6233322375825294253?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6233322375825294253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6233322375825294253&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6233322375825294253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6233322375825294253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/08/sadaes-utopia-pueril-enquanto-tempo.html' title='Reinar a utopia pueril enquanto é tempo'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6351809458324069860</id><published>2008-09-03T21:44:00.002-03:00</published><updated>2008-09-04T22:23:14.551-03:00</updated><title type='text'>Era a-fanho de ouvido</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Disse&lt;/span&gt;, meu amor, tu és vento&lt;br /&gt;Tu, como veto, me deu surdez&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Disse&lt;/span&gt;, tu me tens, decerto&lt;br /&gt;Recíproca limitada à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Disse&lt;/span&gt;, cai de pranto e desconsolo&lt;br /&gt;Tu me serviste na boca prato&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Disse&lt;/span&gt;, te quero tanto, não mordo&lt;br /&gt;Calou-se paladar, fez-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Disse&lt;/span&gt;; que tu sejas minha ponte&lt;br /&gt;E num pote quiseste me guardar&lt;br /&gt;Perguntei, se o fosse, onde&lt;br /&gt;E num ode, sugeriu, sala de estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Disse&lt;/span&gt;, assim me faço ronda&lt;br /&gt;Tu em roda se fez dos braços meus&lt;br /&gt;Tão perto, vi o depois como nunca&lt;br /&gt;Nada como a nuca, me embeveceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Disse&lt;/span&gt;, meu bem, o mais lindo&lt;br /&gt;Tu escrevestes pra ser lido em mim&lt;br /&gt;Se não choro, confesso que minto&lt;br /&gt;Pois tu, meu mito, sempre seguir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6351809458324069860?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6351809458324069860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6351809458324069860&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6351809458324069860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6351809458324069860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/09/era-fanho-de-ouvido.html' title='Era a-fanho de ouvido'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2429223781524202618</id><published>2008-08-14T18:48:00.005-03:00</published><updated>2008-09-04T22:22:57.990-03:00</updated><title type='text'>Ser olhado de azul</title><content type='html'>Que coisa romântica é uma relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor; que coisa romântica é uma função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que podia ser uma relação qualquer, como qualquer outro subconjunto do produto cartesiano. Qualquer, assim mesmo, qualquer. Ou outra palavra que designe melhor essa ideologia do tanto faz, do aleatório, da indiferença, outra palavra qualquer. Assim, caindo nesse mundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;comteporâneo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cheinho&lt;/span&gt; de coisas tão banais. Podia - assim só com o futuro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pretérito&lt;/span&gt; sem se referir a sonhos - podia, mas não é, mais que isso. Do estado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;qualquereza&lt;/span&gt; a um balde de peculiaridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo assim, séculos. Escrevendo sua história, de maneira que a X e o Y formem pontos únicos que descrevam sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;trajetória&lt;/span&gt; de maneira previsível, tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;banderosa&lt;/span&gt; quanto o final de um filme de amor. E eles seguem assim mesmo, eu já vi. Dependentes, apresentam uma fidelidade que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atrevessa&lt;/span&gt; qualquer data, qualquer idioma, qualquer lugar, sempre o mesmo par. Mas meiguice suprema seria uma função e ainda por cima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bijetora&lt;/span&gt;. Ninguém sobra, todo mundo participa, a inversa atende as condições de existência, o remetentes e destinatários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;recíprocos&lt;/span&gt;, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;poligamias&lt;/span&gt;, cada um com seu par, e este sendo único, eternamente único.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2429223781524202618?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2429223781524202618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2429223781524202618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2429223781524202618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2429223781524202618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/08/ser-olhado-de-azul.html' title='Ser olhado de azul'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7741702382678949343</id><published>2008-08-07T22:16:00.002-03:00</published><updated>2008-08-07T23:48:09.543-03:00</updated><title type='text'>Somos loucos por música.</title><content type='html'>Depois de conferir pela quarta vez se o ingresso estava no bolso, fiquei torcendo pra que não chovesse 'de verdade'. Por via das dúvidas, levei o guarda-chuva. Ia de carro mas a Concha é aberta e nunca se sabe da bexiga do santo. Pagar pra estacionar, coisa que deveria ser de graça, e entrar com identidade no bolso, coisa que devia ser obrigatória pra comprovar meia. Não contrariando o avesso das coisas, quando chove, o sair de casa se dá mais tarde do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;planejado&lt;/span&gt; pois sabe-se do possível atraso, ao invés de sair mais cedo do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;planejado&lt;/span&gt; pra chegar no horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Selecionar&lt;/span&gt; um lugar e convencer a moça da frente que os pingos que caiam não eram merecedores de um guarda-chuva tapando minha visão. Agora pronto, pode chagar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Alceu&lt;/span&gt; Valença. Depois da comunidade que eu vi, é inevitável citar o trocadilho ao Seu Valença. Todo de preto, com as pernas finas e inquietas,  rodopiava e testava a afinação da '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;platéia&lt;/span&gt; danada'. Até o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Boooaaa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Nôiti&lt;/span&gt; - com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sutaque&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;di&lt;/span&gt; Olinda - era cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários gritos subindo as escalas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;onomatopéias&lt;/span&gt; que não existem, inventadas pra efeito de participação do coro que não sabe a letra e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;identificação&lt;/span&gt; prévia da música que será tocada. Mas que garganta. Não duvido nada ele seguir um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;show&lt;/span&gt; sem microfone. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Alceu&lt;/span&gt; não simplesmente se entrega, ele quer levar você. E hoje ele disse - digo, hoje, mas não sei se ele faz em todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;shows&lt;/span&gt; - : os americanos gastam tanto dinheiro pra conseguir fazer uma viagem espacial. Aqui, com essa energia dá pra ir no planeta que quisermos. Quem quer pegar um táxi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria mesmo era fazer barulho pra ouvir o nosso de volta. Se enrolava todo no fio do violão e depois girava no sentido contrário. Cada final de música era longo, ele gostava de ficar parado ouvindo palmas/gritos de olhos fechados, depois abri-los para cobrar a parte visual dos braços. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Disse&lt;/span&gt; que ia tocar só mais duas, mas depois o doce do 'mais um' foi cedido, e nada mais que isso, afinal, dia de semana a Concha fecha 22h e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Palaramas&lt;/span&gt; do Sucesso ainda ia tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti algo estranho quando ele entrou assim, na cadeira de rodas. Não sei explicar. Guardei aquilo pra mim, mas minha irmã que sentiu algo parecido comentou comigo e eu compartilhei. Talvez fosse por causa de inevitável comparação entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Alceu&lt;/span&gt;, que acabara de sair e dava voltas e voltas no palco, com ele, que ficaria num canto escolhido. De óculos escuros e gorro, ele parecia ter a 'cara fechada' e começou a tocar sem boas noites. Eu fiquei esperando um sorriso, qualquer troca de energia. O intervalo de uma música de outra dava em média dez palmas simultâneas a um '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;uhul&lt;/span&gt;' médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que via as pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;quicando&lt;/span&gt; loucas com as músicas mais agitadas, e cantando muito alto as mais lentas, cheguei à conclusão; ele não precisa levantar. Ele consegue trazer o efeito da música quando apertava os olhos com força, ali mesmo. Passou um tempo e ele tirou os óculos e o gorro. Até sorrir sem mostrar os dentes. Seria timidez, ou um artifício pra mais conforto em início de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;show&lt;/span&gt;. Não sei. Foi então que ele chamou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Alceu&lt;/span&gt; e eles cantaram juntos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Alceu&lt;/span&gt; não tão novo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Hebert&lt;/span&gt; não tão velho. Os cabelos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Alceu&lt;/span&gt; passavam dos ombros, e os de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Hebert&lt;/span&gt; ninguém sabe onde foram parar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Alceu&lt;/span&gt; era magrinho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Hebert&lt;/span&gt; tinha mais bochechas que antes. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Alceu&lt;/span&gt; apontava pedindo pra cantar e nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;convidava&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Hebert&lt;/span&gt; cerrava os olhos e mergulhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa música por bons motivos. E ainda tinha um artista plástico pintando um quadro ao vivo. Eu acredito na arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Com a proposta de unir solidariedade, arte e música, o Loucos por música tem como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;objetivo&lt;/span&gt; acarretar fundos para as instituições que trabalham com portadores de doenças mentais, revertendo 100% da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;bilheteria&lt;/span&gt; em doação. Cada apresentação produzida pela Dupla Produtora e patrocinada pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Coelba&lt;/span&gt;, empresa do grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Neoenergia&lt;/span&gt;, uma nova tela será criada para o leilão".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensou se daqui a pouco eles começam a misturar Marcelo Camelo com Maria Rita, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Nando&lt;/span&gt; Reis com Ana Carolina, Vanessa da Mata com Guilherme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Arantes&lt;/span&gt;, Lenine com O teatro Mágico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7741702382678949343?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7741702382678949343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7741702382678949343&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7741702382678949343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7741702382678949343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/08/somos-loucos-por-msica.html' title='Somos loucos por música.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1403539175777871255</id><published>2008-08-05T19:16:00.009-03:00</published><updated>2008-08-05T20:55:22.077-03:00</updated><title type='text'>Esse dia é mais que um dia.</title><content type='html'>Me disseram; 'se você ama uma pessoa de verdade, estimule os sonhos dela'. Em seguida explicaram que cada qual tem uma maneira de motivar-se; 'para alguns como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Romário&lt;/span&gt; dizia; quanto mais barulho eles fazem, mais calados vão ficar, para outros, se você gritar piora. Cuidado pra não ferir mesmo na intenção de incentivar'. Sem dispensar a introdução que me arrepia, na minha cabeça tocou 'chuva de gelo' e eu cheguei a escrever num canto: acreditar num sonho bom é se dedicar àquilo que faz o bem de alguém comum estar de bem com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ela nem saiba o quanto me ajudou, mas escrevo com devoção sinalizando meu respeito, nessa única forma que me resta de retribuir. (Parágrafo meramente introdutório)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-se diferente, assim, por dentro. Quando criança isso acontecia quando ganhava algum presente ou me dava bem na educação física, um pouco maior, aconteceu com um acidente de carro, pois bem, hoje aconteceu de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, de manhã, cheguei a falar 'me sinto outra outra mulher' - mesmo sem imaginar o que aconteceria - referente a uma questão de matemática que o professor respondeu pra mim. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;palestrante&lt;/span&gt;, vocalista do Simples &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;rap&lt;/span&gt;'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ortagem&lt;/span&gt;, ajudou me recheando de novos conceitos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéias&lt;/span&gt;. Na volta pra casa, caí na besteira de divulgar de maneira frívola o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;adjetivo&lt;/span&gt; que eu mais gosto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;entre&lt;/span&gt; todos aqueles que já ouvi/li, e mereci um 'massa, vou colocar no orkut', mereci mesmo. Consegui ao menos no final da conversa dizer, 'não conte pra ninguém, é pessoal demais'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo bendito orkut, vi um recado antes de almoçar; 'e pior ainda, você esqueceu do trabalho que eu tive ao te puxar pelo braço naquela tarde de quarta feira?'. Pensei que fosse brincadeira, mas foi descendo a ladeira que, depois de ver o remetente do recado pela segunda vez o ano todo -vi seu recado agorinha! - ele me disse que era sério e ainda completou com; '&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;coincidências&lt;/span&gt; assim não acontecem por acaso'. Não entender não é problema, é pessoal demais e o clímax do texto vem no parágrafo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de ladeira, meu espanto. Não foi algo que eu vi, foi que eu não vi. Máquinas barulhentas, operários galanteadores, cheiro de asfalto e eu surda, muda, imóvel e cega. Ela não estava mais ali. Parei, andei, procurei, e nada. Era aqui, eu tinha certeza. Lembro quando eu a vi pela primeira vez; andar de cabeça baixa é não é bom sinal, mas foi assim mesmo que eu a conheci, quando estava triste e reclamando da vida, ela estava bem ali. Se compararmos condições, que rainha eu sou. Se compararmos força e coragem, não passo de uma flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um buraco com menos de um centímetro de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;diâmetro&lt;/span&gt;, ao menos três dedos de profundidade, estrategicamente posicionado perto de um daqueles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sinalizadores&lt;/span&gt; amarelos de garagem de prédio. Esperta. E hoje mesmo que ouvi todo o mecanismo da evolução das espécies; os mais adaptados sobrevivem, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;estava&lt;/span&gt; escrito nas folhas. Eu que me preocupava se com meu potencial adaptativo venceria uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;seleção&lt;/span&gt; rigorosa, competitiva, vi que não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;existe&lt;/span&gt; caso extremo; ela nasceu no asfalto. Mas não era aqueles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;capins&lt;/span&gt; de meio-fio, nem planta rasteira de calçada, era no MEIO do asfalto mesmo. Veja quanto dinheiro com irrigação, preparação de solo, fertilizantes, quantos cuidados julgam-se imprescindíveis, e ela ali debaixo do meu nariz me dizendo, olhe pra mim, eu venci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançava a terra, duas folhas com sinal que já foram pisadas garantiam a fotossíntese, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;sinalizador&lt;/span&gt; impedia atropelamentos e o mecanismo de armazenamento de água chegava a ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;engraçado&lt;/span&gt;; brinquei perguntando se agora tinha piscina. Durante quase o ano todo eu passava pelo mesmo caminho e roubava tua força. 'Não existe nada que você não possa'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ganhar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;câmera&lt;/span&gt; fotográfica eu disse que bateria uma foto dela, minha irmã, como sempre é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;testemunha&lt;/span&gt;. O título seria; isso que eu chamo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;de aprender&lt;/span&gt;, todos os dias, a aproveitar toda e qualquer oportunidade que a vida nos dá. Sorte é circunstância, prosperidade é coragem. Uma mera planta me serviu de óculos, é o fim da picada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fizesse metade, só metade, das coisas que eu penso em fazer e não faço, seria uma pessoa mais feliz. E, por sinal, não bati a foto. Postura passiva, tomei um tapa quando assistia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;TV&lt;/span&gt; e ouvi alguém usando meus argumentos lamentáveis de que o tempo muda tudo e recebendo de volta: 'Tempo não muda nada, atitudes mudam tudo'. Sintam a voz passiva dos outros parágrafos: 'a questão foi respondida pra mim, novos conceitos vieram até mim'. Tenho polegar opositor e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;telencéfalo&lt;/span&gt; altamente desenvolvido, já era hora. Me desculpe Darwin, mas as características que vão me preservar nesse meio serão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;adquiridas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teste é hoje mesmo. O mesmo filho de uma&lt;em&gt; p&lt;/em&gt; que inventou de asfaltar uma rua de classe média em dia de semana pra ganhar voto, mantém o carro de som disposto na minha janela, na maior altura e tocando uma musica mais insuportável que microfonia. Mas isso não tira meu sono, meu sonho eu vou tocar com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao meu mais humilde e eficiente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;estopim&lt;/span&gt;, meus agradecimentos. Cinco de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Agosto&lt;/span&gt; e no teu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;batismo&lt;/span&gt;, te chamo de Esperança. Não só por ser verde, mas porque mesmo depois de passarem o asfalto por cima, eu sei, ela não morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1403539175777871255?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1403539175777871255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1403539175777871255&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1403539175777871255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1403539175777871255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/08/esse-dia-mais-que-um-dia.html' title='Esse dia é mais que um dia.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8732333812094832176</id><published>2008-07-29T21:49:00.004-03:00</published><updated>2008-08-05T19:13:46.344-03:00</updated><title type='text'>Pardais e prelúdio matinal.</title><content type='html'>Se não for terminar, não comece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio de semana, acordo em meio a madrugada. Fome, sede ou vontade de ir ao banheiro. Esfregando os olhos procurei o que me acordara. Frio, barulho ou sonho. Que estranho. Simplesmente acordei e não sentia vontade de dormir. Mas também não sentia vontade de outra coisa fazer. O escuro, o silêncio, o travesseiro. A trindade me fazia companhia mas não me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;persuadia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O clima que me permeou foi o mesmo que patrocina o meu ócio produtivo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Contrariando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;; o horário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;incomum&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas o lugar de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Lírio era escrito com 'y'', dizia o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;palestrante da quarta-feira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Na varanda tinha um Lírio. Ele abria em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Setembro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Digo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ele porque só nascia um. Um único sozinho, ímpar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Estupefatamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; era o suficiente pra a varanda cheirar peculiar. Setembro. Varandas sempre foram o lugar de ócio produtivo, de praticar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nadismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de perceber uma estrela sair do lugar, de não estar ali sem sair do lugar. Dá-me mil horas e uma vista. Das varandas por qual vivi lembro-me de cada ponto, paisagem, como foto em filme orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas não era uma varanda propriamente dita, era uma janela. Eu pequena via o céu em pé, o telhado se pulasse. A segunda foi a maior delas, fazia um 'L'. Nela eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;assobiava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; até o bem-te-vi da barriga mais amarelada aparecer. Ele me disse que gostava de me ver e eu assinalava a recíproca. Só esse ano minha mãe confessou que não acreditava que nós conversávamos. Depois de sutil brutalidade, percebeu minha cara e questionou sobre o que dizíamos. Era mera função &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;fática&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mãe. Perguntávamos e respondíamos ambos a mesma pergunta e mesma resposta. Mútua correspondência de existência, sabe. Talvez não, tudo bem. A terceira foi a menor, tinha um Lírio e quase um ninho. Não me lembro se pardal, mas um passarinho começou a fazer o ninho na lâmpada de parede. Essa parte do ninho é linda e triste, permita-me não contar. Detesto resumos. Detesto. Já a parte do Lírio é cheirosa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;peculiarmente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; cheirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pés descalços em chão gelado, pés &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;recém&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-acordados. Usei a meia ponta até chegar à última varanda. Nem maior, nem menor, mais alta. Mais perto do céu, mais vento, mais visão, mais ângulo para fotografar. Sentar sem cadeiras nem chão - não tem medo de cair? - o posicionamento já é quase um mastigar, sentar em meias paredes. Então, foi tu que me acordaste, pois, não tens o que fazer. Enquanto eu dormia a cidade estava acordada. Postes, janelas diziam o canal, carros poucos, todos sinalizavam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;insônia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de Salvador. Não estou ainda acordada, nunca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;dormi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. De certa forma não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;desvatagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pra sua grandeza dormir, algo maior deve guiar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;uniliateralmente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; as vidas que te regem acordada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Chernobyl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dorme até hoje, e quem sabe mais um dez mil anos, tu queres este sono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto querias companhia, um pouco de conversa. Muitos minutos, me interrompo ao ver de fronte um portão um homem parado, indecifrável. Estava a esperar alguém sair, ou morador querendo entrar, ou visita em despedida ou veio a visitar. Mas que horas são. Ele bateu a porta e foi até um carro, ligou mas não saiu do lugar. Se buscar tivesse ido não teria ligado o carro. Se sair tivesse ido não teria no lugar ficado. Eu no meu imóvel me considerava mais livre do que homem no automóvel sem ter pra onde ir. Ele saiu e sentou no meio fio, mas que diabos. Essa parte eu conheço, ela dizia com seu ar de 450 anos. Humanos e complexidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;afetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;; criaram a lógica de necessidades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;articifiais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como guia ao sistema de ilusão, satisfação prévia, um ciclo. E ele acendeu um cigarro, ficou menos agitado e cheirando mal. Se seria o presente uma dádiva, aquilo tudo me deu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ousar retirar-se, um desafio a tua coragem: experimente. O que me ofereces? Fique. Mantenha seus olhos abertos. Acorde o dia, antes que ele me acorde. Ouça o primeiro pardal cantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8732333812094832176?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8732333812094832176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8732333812094832176&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8732333812094832176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8732333812094832176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/07/hoje-acordei-o-dia-antes-dele-te.html' title='Pardais e prelúdio matinal.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-588787647336186762</id><published>2008-07-20T23:00:00.004-03:00</published><updated>2009-05-16T16:44:16.418-03:00</updated><title type='text'>Mil novecentos e noventa e cino.</title><content type='html'>Isso. Isso é um tema de redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Ele; o beija-flor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Eu amo e me declaro ao meu amante, amigo, amor; o beija-flor. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Amo-o porque amá-lo é padecer no paraíso, é gozar do gozo mais inibriante da natureza, é dormir por rir da morte, em saber que se ela me vier antes do tarde, irei com a completude de quem amou duzentos anos. Amo-o porque a certeza plena de reciprocidade me conforta e o êxtase da felicidade que me traz nada menos é que o escudo de todo opróbrio, por ser espelho de sentimento puro, puríssimo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Eu amo e vivo para só para amá-lo, pois sou uma flor e ele me beija. Contrariando sua agitação de 60 batimentos por segundo, se congela no ar, só pra me beijar. E eu o espero o sempre que for preciso. Nós já nos conhecíamos desde o antes do existir, antes do verbo, antes de Deus. Eu nasci pra que ele me beijasse e ele nasceu para que eu fosse beijada. Amo e me declaro para o ser que afiança a sensação mais nobre das sensações, a dignidade de estar em ressonância quando seis da tarde, o dia vira noite.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Somos governados pela mesma lei, apresentamos prespectivas complementares, nossos sonhos são mais que concretos pois enxergamos o mundo sob o mesmo ângulo. O amo por seu âmago ser intrínseco, imiscuído, incrustado em meu espérito. Eu o amo porque mil flores não o desviam, e outros tantos passarinhos não me encantam. Eu o amo porque ele me tira pra dançar, na amplitude de não sair do lugar, no silêncio de não saber cantar. De borboleta me faço flor. De pé-de-valsa me faço pro meu beija-dor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;essa seria a maior carta do mundo, não terminei&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-588787647336186762?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/588787647336186762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=588787647336186762&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/588787647336186762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/588787647336186762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/07/mil-novecentos-e-noventa-e-cino.html' title='Mil novecentos e noventa e cino.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4053069039937324193</id><published>2008-07-18T21:23:00.004-03:00</published><updated>2008-07-18T23:43:12.935-03:00</updated><title type='text'>A véspera</title><content type='html'>-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Raísa&lt;/span&gt;, são seis e vinte, anda. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Ciça&lt;/span&gt; sabe que, quando o som não está ligado, eu ainda não levantei.&lt;br /&gt;-Hoje eu não tenho os primeiros horários. Ela saiu e eu voltei a dormir, ou pelo menos tentei, até a minha irmã abrir a porta pra avisar que eram seis e meia. Eu não tenho os primeiros horários, é espanhol, ela es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tava&lt;/span&gt; com sono, É verdade, você me disse ontem. Dessa vez eu cheguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cochilar&lt;/span&gt; pouco antes da vez do meu pai. Minha filha, você sabe que horas são, ele me perguntou franzindo a testa. Eu não tenho os primeiros horários hoje, é espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia uma sexta típica, com mais despertadores, mas não era. Tive um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;déjà&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vu&lt;/span&gt; muito estranho na aula de química. Isso acontece quando você coloca a data no topo da página e aqueles não são apenas números. Números. Ás vezes eu não me dou muito bem com eles, são traiçoeiros, no re&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;lógio&lt;/span&gt; ou escorrendo por um lápis com pressa. O elevador demorou mais do que o normal; quando cheguei finalmente, sobre o tapete estava o recipiente esférico que não continha mais alpinos. Não continha alpinos, mas não estava vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Oi&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Rá&lt;/span&gt;! Você está participando de um caça-tesouros. Libere seu instinto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Sparow&lt;/span&gt; e ache as jóias que estão escondidas na casa. Pista n° 1: "moça bonita, seu corpo cheira ao botão de laranjeira..." O local onde você se arruma e se observa por inteiro. Procure!". Eu não tinha acabado de ler quando ela abriu a porta com o maior sorriso do mundo, parecia o rádio tocando Ivan &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Lins&lt;/span&gt; me dizendo 'quero sua alegria escandalosa'. Linda, linda. O elevador demorou, eu fiquei te vendo chegar. Um abraço e eu fui conferir se a segunda pista estava na porta de espelho do guarda-roupas, ela veio atrás de mim. Lá estava não só a pista mas também uma das jóias. Eu não tinha reparado que o primeiro bilhete dizia 'jóias' no plural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma embalagem de alpino indicava a autenticidade da pista. Abre antes, depois você lê. Uma caixa, forrada bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;apertadinha&lt;/span&gt;. Eu que forrei, ontem de tarde. Abri tentando não rasgar mas foi inevitável quando vi a caixa de papel reciclado; será que é o que eu estava pensando que fosse? Um perfume. Não podia ser mais compatível com a primeira pista: um perfume de flor de laranjeira. Minha bochechas contraiam insistentemente e eu vi os olhinhos dela brilharem. Contei uma parte do livro que eu li: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Lucíola&lt;/span&gt; quando foi na perfumaria, o primeiro que mostraram a ela foi o de flor de laranjeira, ela riu e disse: muito puro pra mim". Ela, que também tinha lido, sorriu. Então eu li a segunda pista. "Pista n°2: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Faz&lt;/span&gt; um tempo eu quis fazer uma canção pra você viver mais..." Esse vem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;diretamente&lt;/span&gt; do Leitão! Corra, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Takai&lt;/span&gt; pode estar sufocada entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;biquinis&lt;/span&gt;, vestidos ou coisas de ballet."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;direto&lt;/span&gt; na última alternativa, podia ser um truque para que eu primeiro procurasse onde não estava. Sapatos e fantasia, eu mexia em tudo, ela me guiava com o velho tá-quente-tá-frio. Estava numa gaveta, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Cd&lt;/span&gt; forrado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;apertadinho&lt;/span&gt; e outra pista com embalagem de alpino. Simplesmente Fernanda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Takai&lt;/span&gt; cantando as músicas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Nara&lt;/span&gt; Leão. Sem palavras, Daniel tem realmente muito bom gosto, muito bom gosto. Se por acaso eu cheguei a me impressionar foi porque mal sabia o que estava a me esperar. "Pista n°3: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Poxa&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;In&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Cité&lt;/span&gt; é muito massa!" - minha fala de depois do almoço enquanto assistia ao acústico - É isso mesmo! Lenine veio da França pra te fazer uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;visitinha&lt;/span&gt;, e veio a pedidos do Leitão! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Antenção&lt;/span&gt;, parece que ele comeu algum camarão - eu interrompi dizendo: na cozinha! e depois continuei - estragado e está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;trancafiado&lt;/span&gt; em um dos banheiros!" Ri demais. Para quem não sabe foi uma analogia ao sufoco recente em Feira de Santana, e ainda antes de prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Estava&lt;/span&gt; lá no cantinho, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Dvd&lt;/span&gt; forrado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;apertadinho&lt;/span&gt; e a última pista com outra embalagem de alpino. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Minha&lt;/span&gt; bochechas duras e meus dentes já estavam secos de tanto que eu sorria. Ai-eu-não-acredito! Quem já teve a oportunidade de me ouvir falar de Lenine sabe que preciso me controlar e parar com 'ele é muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;gênio&lt;/span&gt;, ele é muito...'. Se for começar, vou gastar mais que um parágrafo, então vamos à quarta pista. "Pista n° 4: "Depende, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Rá&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Dexter&lt;/span&gt;, por exemplo, é um assassino que mata assassinos" - incrivelmente eu tinha perguntado a ela sua opinião sobre pessoas que fazem justiça com as próprias mãos. Perguntas típicas feitas pra irmãos mais velhos que fazem direito, bem como: qual a diferença entre ética e moral? - Para um pouco de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;distração&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Dexter&lt;/span&gt; veio mostrar o ponto de vista dele sobre serial &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;killer&lt;/span&gt;. Ele está atrás de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;moita&lt;/span&gt; de seres como ele." Seres como ele? Hum. Fui no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;rack&lt;/span&gt; pra ver detrás dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Dvds&lt;/span&gt; e, antes de conferir, a última embalagem de alpino estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;debaixo&lt;/span&gt; do controle. Rir ou chorar? Vésperas de aniversário não costumam ser excitantes assim, e eu adorei. Adorei muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto ficando grande e longe de acabar. Almoço e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;idéia&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;estréia&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Dexter&lt;/span&gt; foi unânime. Feche a porta da varanda pra ficar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;escurinho&lt;/span&gt; que agora eu que tenho uma surpresa. Do congelador, o sorvete mais caro que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;já&lt;/span&gt; vi, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Haangen&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Dazs&lt;/span&gt;. Entrou na minha lista de 'o que se deve fazer uma vez por ano' já que, se frequentemente, o bolso chora. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Tchanram&lt;/span&gt;! Deve ser, aliás, tem que ser muito bom. Dito e feito. Ou melhor, comido. A brincadeira 'feche os olhos e abra a boca' se inverte, você põe o sorvete antes e depois fecha de tão bom. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Cappuccino&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Caramel&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Truffle&lt;/span&gt;. Eu pensei em sorvete de café quando es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;tava&lt;/span&gt; na Ribeira, e agora ele estava em minhas mãos e boca. Bom, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;ótimo&lt;/span&gt;, ou um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;adjetivos&lt;/span&gt; que eu mais gosto: inefável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu já sei que estudar em casa com pai e irmã de férias não é muito sucesso. Bem como ontem à noite, quando meus dois priminhos não me deixavam terminar uma redação e, de quebra, desafinaram meu violão, enquanto meu pai via seu Flamengo perder - sim, eu sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;vascaína.&lt;/span&gt; Por isso peguei provas e fui para a biblioteca estudar. Olhar uma questão e ver que a sua resposta não está batendo é chato. Eu podia pedir ajudar a alguém com cara de sabido. Seria burrice. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;estopim&lt;/span&gt; da questão tem que ser achado e não mostrado. Eu vou resolver e não passo de questão até conseguir. Em prova não se faz isso por causa do tempo, mas agora é a hora, eu 'tenho miolo' - como diria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Fabiano -&lt;/span&gt;, o que não tenho é prática. Aqui vos digo, matei-as. Não todas porque a biblioteca fechou mais cedo, mas matei as que eu enfrentei. Saí de lá outra pessoa. Estou pronta pra fazer 18 anos? Saber a resposta tiraria o ar da graça dessa minha transição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De noitinha estávamos no segundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;episódio&lt;/span&gt;. A arte de terminar na hora do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;tcham&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;tcham&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;tcham&lt;/span&gt;" foi o que os produtores de seriados mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;aprenderam&lt;/span&gt;. As surpresas não têm fim. Tanto em seriados quanto na minha sala de estar. Minha tia aparece, 'Ninguém vai falar comigo não?'. Eu fiquei um tempo parada, parecia alucinação. Como ela es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;tava&lt;/span&gt; em I&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;recê&lt;/span&gt; ainda há pouco e aparece aqui sem que eu ouça algum barulho? Muitos abraços e meu tio sai da cozinha. Gente, vocês me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;enganaram&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;direitinho&lt;/span&gt;. Começa a mostragem: muitas comidas de interior. Goiaba do pé, bolo '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;avoador&lt;/span&gt;', &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;pamonha&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;vó&lt;/span&gt; e o pão da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Coobrasil&lt;/span&gt;. O melhor pão do mundo, o pão que eu comia quando minha mãe chegava do trabalho antes de anoitecer. Pão. Se deixar eu como mais de dez, e não é exagero. Chega disso! Não vai sobrar nada pra amanhã? Se hoje está assim, imagine. Da minha madrinha e minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;vó,&lt;/span&gt; que não puderam viajar, outra surpresa. Minha vó escolheu brincos, 'será que ela vai gostar?' não importa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;vó&lt;/span&gt;, não importa. Minha madrinha, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Poliana&lt;/span&gt; moça. 'A mulher queria que eu levasse o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Cógido&lt;/span&gt; da Vinci dizendo que este já está ultrapassado', viva a teimosia de tia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Linete&lt;/span&gt;. Mais comidas, mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;risadas&lt;/span&gt;, outro episódio e eu levantei pra escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho eu sei que pode parecer, mas eu me envio cartas. Sempre enviei. Escrevo hoje para ler amanhã. E amanhã eu escrevo pra depois de amanhã, já com analogia a ontem. Do tipo: em 2001, eu li o meu diário e escrevi a última página, rindo de 1998, 'olha que eu achava que sabia de muita coisa, mas agora sim eu sou mocinha'. Ano passado eu li e ri ainda mais, é engraçado. Não tem como dizer o quanto falta pra aprender. Viver pra aprender e ir aprendendo a viver, sempre. Ontem, hoje e especialmente amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4053069039937324193?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4053069039937324193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4053069039937324193&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4053069039937324193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4053069039937324193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/07/vspera.html' title='A véspera'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3098863284144635407</id><published>2008-07-07T22:55:00.002-03:00</published><updated>2008-07-07T23:40:52.098-03:00</updated><title type='text'>Lá em terra de palmeiras...</title><content type='html'>Das alternativas que restam, esperar sempre há de ser a menos confortável. Andar por ruas tão largas talvez não seja o modo mas fácil, mas o que poderia eu fazer quando não se resta muito o que fazer? De alternativa para saída, andei, entre ruas e rostos, e cansada de procurar só com olhos e intuição, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;entreguei&lt;/span&gt;-me a todos que por ali passariam. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Pisiu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pisiu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pisiu&lt;/span&gt;. Um tanto curioso que poucos responderam. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Pisiiiiu&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ei&lt;/span&gt;, é você, vem cá, vem. Conferir se o verdadeiro receptor da fala não se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;dispõe&lt;/span&gt; em suas costas é comum. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Pisiu&lt;/span&gt;! É com você mesmo. Veio e até ousou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;projetar&lt;/span&gt; o meio sorriso de ego. Você sabe do meu bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, sucessivamente, dava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pisiu&lt;/span&gt; e perguntava por meu bem. Houve quem me perguntasse o porquê. É que tendo um coração vazio, vive-se assim, a dar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pisiu&lt;/span&gt;. Uma tarde inteira e no caminho de volta, que já sinalizava a minha desistência, eis que vejo o Sabiá. Sabiá! Vem cá também!, estranhou mas me atendeu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Diga&lt;/span&gt;, disse virando-se pra mim, Tu que tanto andas no mundo, tu que tanto já voou, onde anda meu amor, eenquanto a esperança enchia-se de mim ele respondeu, Eu devo ter cara de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;GPS&lt;/span&gt;, mesmo contrariada supliquei humuildemente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Diz&lt;/span&gt; por favor, tu que tanto já voou, ele riu mesmo antes da piada e disse, Olhe, esse negócio de correio é com a ala de pombos e não com a de canoras. Depois dessa já alterei o tom de voz, Diz por favor, tu não tens pena d'eu, o sabiá mais que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;posudo&lt;/span&gt; ainda se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;atreveu&lt;/span&gt;, Bom, pena eu posso até ter, e várias, o que eu não tenho é dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoe Gonzaga, mas se cá tivesse um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;estilingue&lt;/span&gt;! Nada, esse meu coração mesmo vazio, não deu espaço a outro sentimento a não ser o vazio deixado por meu bem. Não contive o choro, o sabiá se comoveu. Menina, não fique triste pela rudeza desse sabiá velho. Meu olhos marejados já brilhavam mais que todas as estrelas que aquela ave já podia ter visto. Não posso trazer-te teu amor, mas já que falo aos passarinhos, canto, gorjeio, alivio tua dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3098863284144635407?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3098863284144635407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3098863284144635407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3098863284144635407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3098863284144635407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/07/l-em-terra-de-palmeiras.html' title='Lá em terra de palmeiras...'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8379837496652747369</id><published>2008-07-06T23:43:00.001-03:00</published><updated>2008-07-08T00:04:35.771-03:00</updated><title type='text'>Definitivamente - Parte II</title><content type='html'>O mesmo casal está a conversar sentado a uma mesa. Um de frente para o outro, bem como no outro conto. Dessa vez era de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tardezinha&lt;/span&gt;, o lugar era outro, mas as disposições eram as mesmas. Trocam mais alguns comentários e eis que surge o pedido. Duas tortas, doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa perde um pouco o ritmo, afinal, de boca cheia não. A torta estava mais doce que a conversa, cabe à ela esperar e à torta ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;degustada&lt;/span&gt; muito devagar. Garfos bem equilibrados, queixos ainda impecáveis e quando se aproxima do meio da torta, sabe-se que é a hora de trocar experiências. Não é a toa que casais escolhem tortas de sabores diferentes. Trocam-se os pratos, não trocam-se os garfos e depois eles voltam aos seus donos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez não houve penas, o ambiente era fechado, mas nada que atrapalhasse o romantismo dela. Separou um pedaço que contivesse todas as camadas da torta e bem estrategicamente apontou o garfo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;direção&lt;/span&gt; dele. Tome esse padaço. Simultaneamente ao movimento do rapaz de não o deixar cair ela diz, se dessa vez estiver melhor foi porque eu comi no mesmo garfo logo antes de te oferecer. Ele mastigou sorrindo. Ela ficou sem entender porque disse aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;manejos&lt;/span&gt; do moço denunciam que ele pretende garantir reciprocidade. Dispõe um pedaço de torta e repete o gesto. Ela ficou feliz com a dinâmica estabelecida e foi ao encontro do garfo, quiçá tentando adivinhar qual seria a deixa dele. E então ele conclui: se dessa vez estiver pior é porque eu estou gripado, garganta inflamada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8379837496652747369?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8379837496652747369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8379837496652747369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8379837496652747369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8379837496652747369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/07/definitivamente-parte-ii.html' title='Definitivamente - Parte II'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5997296978368477476</id><published>2008-06-30T20:19:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T11:49:58.001-03:00</updated><title type='text'>O problema é lá dentro.</title><content type='html'>Passou de meio-dia e ela não viu. Ia atrasar-se para o trabalho, e não se preocupou. Não tinha tocado no almoço mas seu estômago não reclamou. Horas sentada na mesa-para-uma-pessoa de sua cozinha e nada mais importava. Ali só havia ela, o suco e o que tinha no suco e não era açúcar. O chefe podia reclamar, a fome podia apertar, mas antes ela ia resolver todos os problemas da vida sem uma gota de suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia hora exata. Quantos minutos se passaram? "Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve" diria De Assis. Ela segurou o copo tremendo e apertando-o firmemente. Levantou-o devagar mesmo tentando ser rápida, quando mais queria fazê-lo menos teria que pensar, sua cabeça dava pontadas, tinha de ser de vez. Foi de uma vez. Podia ouví-lo descer urrando como uma criança num tobogã e chorou sentada no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um murmúrio. Dois. três. Simultâneo ao aumento da quantidade era o aumento do volume e se fez um estardalhaço. Ela levantou de susto e abriu as portas do armário debaixo da pia. O cano tremia, se batia nas vasilhas de plástico e panelas, parecia ter uma convulsão epiléptica das mais horrorosas. Ela gritava imaginando o que aconteceria se o tivesse tomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na janela gritou para a vizinha chamar um encanador já que seu telefone cortado não contribuia. Tendo sorte uma vez na vida, o irmão da vizinha, que estava de visita, já tinha trabalhado com um tio encanador e foi ver se podia ajudar. Quando abriu a porta não sabia se gritava mais ou se emudecia de vez. Chegou a se arrepender de não ter o suco em seu esôfago para que ele consertasse a ela em vez de o cano. Bobagem. Apontou e serviu de guia para a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quando isso aconteceu?&lt;br /&gt;-Desde que eu... Ah! O cano! É... agora a pouco eu, eu estava almoçando e... e começou! Disse empurrando maior parte da comida para o lixo perto do fogão.&lt;br /&gt;-O problema deve ser na instalação...&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Não?&lt;br /&gt;-O problema é aqui... Lá! Lá dentro. O problema é lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que ele consertasse não estaria pronto. Havia tubulações mais entupidas que o cano da cozinha. Ela admirava o cuidado com que ele olhava e mexia os canos e sentiu ciúmes. Ciúmes do cano. Quando ele terminou, enxugou o suor repetindo duas vezes para que ela respondesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O caso do cano está resolvido.&lt;br /&gt;-Olhe... eu tenho pouco dinheiro, mas eu deixo da vizinha...&lt;br /&gt;-Não precisa. Eu sei que o problema em si não está resolvido, eu vou deixar o telefone da minha casa pra quando precisar de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Comtenporaneidade e crises femininas, conto II&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5997296978368477476?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5997296978368477476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5997296978368477476&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5997296978368477476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5997296978368477476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/o-problema-l-dentro.html' title='O problema é lá dentro.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-246238418593578544</id><published>2008-06-29T19:09:00.004-03:00</published><updated>2008-06-29T20:19:17.441-03:00</updated><title type='text'>Prazo de validade.</title><content type='html'>Já estava deitada quando ouvia o barulho da escova de dentes. Há muito tempo ela o esperava acordada, mas ultimamente, na crise por qual passavam, cabia que tentasse dormir antes. Apesar de nunca conseguir, ela fingia e só dormia depois de acompanhar com os ouvidos todo o ritual pré-travesseiro do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise era mais fácil de entender do que explicar. Ela ganhou 30 quilos com o único filho e nunca mais os perdeu. Pra compensar, ele voltou a fumar três maços de cigarros por dia, cujo o cheiro e fumaça faziam-na lembrar-se do padastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite não. Ele quebrou o mau hábito do silêncio de dentro do banheiro mesmo. 'Lena?' Disse ainda passando o fio dental. Ela não sabia se continuava a fingir ou se respondia. O coração querendo bater recordes de batimentos por segundo. O que será? Podia pensar na possibilidade de reconciliação, mas a mente complexa de mulher só permitiu que pensasse em desgraças. Ele perdeu o emprego ou ganhou uma doença grave. Se não respondesse não dormiria nessa noite nem nas próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi". Apertou os olhos esperando o quer que fosse. "Lembra do dia que sua escova caiu na privada do hotel? Lá em Maceió?". Ela repondeu que sim com a voz trêmula de quem não quer que tudo seja sonho. "É. Foi engraçado". As bochechas tiveram a ousadia de se contrair e deixar de fora um pouco dos dentes, costume que tinha perdido há tempos. Então ele apagou a luz e veio devagar até o seu lado da cama. Ela virou-se e recusou abrir os olhos pra não acordar. Já tinha até esquecido o gosto que tinha aquele beijo, foi a noite mais mais esplendorosa, estupenda, inebriante, inefável da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viu a janela denunciar que já era dia, sentiu um aperto de medo e uma lágrima caiu. 'Se tudo foi fruto de sonho, a partir de hoje procuro alguma ajuda.' Pouco se mexeu e o viu em pé dando o nó na gravata. Perguntar ou não era a questão. Se não fosse real, a dúvida o faria pensar que ela delira, ia acusar loucura. Antes acabar com isso de vez do que adiar o dia que descobrirão a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'É... hun. Ontem... é...'. Era difícil, mas ela não precisou terminar, ele mesmo interrompeu: 'Sim, aconteceu.' Mudez, embevecimento e êxtase. Um turbilhão de pensamentos invadiam a cabeça daquela mulher, um sentimento agradável começou a semear de dentro pra fora. Tentou dizer qualquer coisa mas só gaguejou "é... ah. então... é...". E novamente ele interrompeu deduzindo que ela fosse investigar o porquê do evento nada ordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ontem, eu jantei aqui. O suco que estava na geladeira, tinha passado do prazo de validade. Nunca se sabe". Depois daquela noite, a vida daquela mulher era em supermercados suburbanos, gastando horas a procurar a validade do seu casamento perecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Contemporaneidade e crises femininas, conto I&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-246238418593578544?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/246238418593578544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=246238418593578544&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/246238418593578544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/246238418593578544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/prazo-de-validade.html' title='Prazo de validade.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5095611988107505906</id><published>2008-06-28T17:18:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T19:09:24.180-03:00</updated><title type='text'>O maior nariz que eu já vi na minha vida.</title><content type='html'>"Se for, vamos logo. Quero estar em casa uma e meia. Vai passar As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Crônicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Nárnia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;". Assim que falei sobre o filme, lembrei de uma das maiores - se não for a maior - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gafes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;que&lt;/span&gt; eu já cometi: '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Spiderwick&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? deve ser o marido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Nárnia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;haha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;!'. Tudo bem, eu sei. Bem que podia ser uma mulher que conte histórias, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Sherazade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e não um lugar. Podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao supermercado rindo. Eu explicava que não era o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;short&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que nem curto estava, mas sim o período fértil que estava no final. Minha mãe não acreditou muito na teoria do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;hormônio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; exalado, mas é verdade. Desconfiei porque a cólica ainda não estava me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;desnorteando&lt;/span&gt;, ou então confiei que ela não o fosse tão cedo. Erro meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma farmácia e o comprimido no seco. '&lt;em&gt;Cólica: s.f , dor intensa na cavidade abdominal.&lt;/em&gt;' Isso foi escrito por um homem, aposto. Não é simples essa tal intensidade. Uma mão com dedos de navalhas que dão choques te apertando sem intervalos, com a força de um maxilar, dá tontura, as pernas formigam-se e anunciam que não vão te aguentar por muito tempo. "Mãe, eu tenho que sentar, não demore, por favor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caixa exclusivo para gestantes, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção&lt;/em&gt;. Sentei e me preocupei em não fazer muitas caretas e levantar caso algum velhinho quisesse a cadeira. Algumas pessoas olhavam pra mim como quem procura uma debilidade física. Não ia fingir, tinha boca pra explicar a minha situação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;contrações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Doía&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;doía&lt;/span&gt; e eu cá espremendo minha filosofia barata, 'dor é que nem espinha, só sai se você &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ignorá&lt;/span&gt;-la, pense em outra coisa, pense...'. Quando pequena eu vi um filme de guerra, e comédia por sinal, em que um cara amputado, que gritava 'ai minha perna! ai minha perna!', pediu ajuda a outro que passava. Este d&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;isse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que não o curaria mas podia fazê-lo esquecer a dor, quebrou um dedo do outro que passou a gritar 'ai meu dedo! ai meu dedo!'. Se isso funciona, é com muita boa vontade. (¬¬)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu não comecei essa história pra contar esse episódio seguinte, o nariz ainda vai entrar, mas vou contá-lo por ser curto. Um cara, com seus trinta anos, resolveu pegar a fila. Antes fosse um cínico fingindo que 'oh, eu não sabia', mas ele ainda gritou pro amigo 'vem nessa é que mais rápido, seu besta'. No estilo lamentável, só faltou o dente de ouro. A senhora do lado foi informar ao esperto que a fila era especial, ele começou a balançar a cabeça dizendo que não, e eu disse do outro lado: 'É SIM'. Me olhou e fingiu não ter ouvido, então eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;percebi&lt;/span&gt; que não era debilidade física, e sim mental. Arrependi-me da&lt;span style="color:#000000;"&gt; fala&lt;/span&gt;, após perceber que deveria ter ido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;direto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao caixa: 'quero ver se você vai atender...". Ele ficou na fila e ela o atendeu. E outra, para comprar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sminorff&lt;/span&gt; e cervejas&lt;/span&gt;, inclusive a que estava bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;surgiu&lt;/span&gt;. Minha comoção, que era baseada em raiva, mudou para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;perplexidade&lt;/span&gt;. Por mais que eu tente não vou conseguir reproduzir em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;adjetivos&lt;/span&gt; o tamanho daquele nariz. Era o maior nariz que eu já vi na minha vida! Tudo bem que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Guinness&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da minha casa é de 1996, mas eu duvido se no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; consta aquele nariz. Eu simplesmente não consegui parar de olhá-lo. Senti vergonha de mim mesma e tentei, eu juro, mesmo porque a mulher dele começou a se irritar, mas era impossível. Havia ser uma doença mirabolante que causasse um inchaço exclusivo no nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era demais. Eu nada tenho contra narizes grandes, e pra deixar claro vou contar como minha mãe foi me buscar quando eu terminei de fazer a prova de vestibular. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Chovia&lt;/span&gt; e eu coloquei o casaco pra cobrir a cabeça, o vidro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;fumê&lt;/span&gt; não me ajudou&lt;/span&gt; mas minha mãe pediu pra buzinar depois que me viu. Entrei no carro e ela disse: 'o casaco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;tava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; fazendo sombra, mas eu pensei: aquele nariz ali é de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Rá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;'. Pela distância entre o carro e onde eu estava, se eu não fosse 'privilegiada', minha mãe não me reconheceria pelo nariz. Bom, se você acha que seu nariz é grande, procure o cara do supermercado que ele te dará um conforto. Eu devia ter uma prova concreta do monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Posso tirar uma foto do seu nariz? ele me olhou com uma cara estranha de desconforto. Por favor, senão ninguém vai acreditar em mim. Meu celular mal bateria tem, quanto mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;câmera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Mas se tivesse, eu ia pensar seriamente em fazer tal pedido. Ia mesmo! Eu já fui atrás de uma mulher no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Carnaval&lt;/span&gt; pra perguntar o que ela fazia para deixar as batatas tão grandes, quanto mais uma foto, só era dizer que 'é para uma pesquisa'. Talvez o tema fosse o mais complicado. ' Você já teve apelidos na infância, quais?' Quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se as compras que eles passavam era tão grande, mas demorou tempo suficiente pra minha cabeça dar voltas. Imagina aquela criatura gripada. Não, melhor não. Seria ele o criador de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Doug&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Funnie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Só sei que era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;simpaticíssimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Eu fiz amizade com ele, pensei em pedir perdão ao dono dele pelo constrangimento, mas como que eu ia falar? "Meu senhor, me perdoe mas seu nariz é um encanto" E se ele me desse uma narigada? (=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;XXXX&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, chega, chega. Isso não justifica mas perceba que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;manti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sigilo sobre a identidade dele. Eu sei que fazer isso é feio, mas, sinceramente, foi muito melhor que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;atroveran&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5095611988107505906?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5095611988107505906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5095611988107505906&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5095611988107505906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5095611988107505906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/o-maior-nariz-que-eu-j-vi-na-minha-vida.html' title='O maior nariz que eu já vi na minha vida.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8677272041802496776</id><published>2008-06-26T21:43:00.011-03:00</published><updated>2008-06-26T23:45:02.485-03:00</updated><title type='text'>Não tinha táxi.</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Gá&lt;/span&gt;, o telefone tá chamando até cair. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Eita&lt;/span&gt;! Santo Expedito, São Jorge, São João. Mas não tinha jeito, não tinha táxi. Sim, tinha hora, mas se o táxi não chegasse, como eu ia embora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dispus a andar. Bem como na semana anterior que antes de quebrar a esquina uma gota me avisou. Única e solitária, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;distingui&lt;/span&gt; se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;caira&lt;/span&gt; da árvore ou do céu e continuei a andar. Ela insistiu. Vai chover, de novo, mas não tinha dado na TV. Engrossou relativamente perto de casa, eu nada percebi de e ela desistiu. Bem depois de dois terços do caminho eu me dei conta que o havia esquecido em casa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Ixe&lt;/span&gt;! São &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Longuinho&lt;/span&gt;, Santa Bárbara, São Pedro, pra que tanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;xixi&lt;/span&gt;? Não perdi a viagem mas o sentido dela. Na semana anterior a essa, eu me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;dispus&lt;/span&gt; a andar, dessa vez no outro sentido e ao quebrar a esquina para descer a ladeira, de susto deu um vento que as desviou de mim. Não contei mas eram dezenas. Estranho pois, ao desviá-las, pela uniformidade do cair das gotas, as que cairiam longe, ocupariam o lugar das desviadas e molhariam-me bem como. Mas assim não o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje que não posso me dispor a andar, não tem táxi. Como pode? Acode! Desatadora dos Nós, Aparecida, São Benedito. Da minha varanda eu vejo o céu mudar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nuvenzinhas&lt;/span&gt; gordas se afastam ou se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;arrimam&lt;/span&gt; em minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;direção&lt;/span&gt;, mas na rua não. Quando cai, onde cai, como cai. Quem amigo, aviso é. Ondas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;concêntricas&lt;/span&gt; em piscinas, pontos escuros no asfalto, as árvores devotas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;evocam&lt;/span&gt;-na, rezando com ajuda do vento, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cântico&lt;/span&gt; que a imita. Chuva orgulhosa, gosta de fazer poças pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;refletir&lt;/span&gt; o céu quando cessar. O que a chuva quer é trazer ou levar? Se a lembrança está n'alma minha, não o deixaria partir. &lt;em&gt;O vento não leva a areia da várzea, quando a areia bebe da água da chuva.&lt;/em&gt; É trazer. Seja lá o que Deus quiser, que o traga - e meu táxi também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tinha táxi e mesmo assim eu desci, andei e ela me deu um surra de ponta a ponta da rua. O táxi só passou quando não havia mais interstícios entre um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;pingo&lt;/span&gt; e outro. E se eu não soubesse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;assobiar&lt;/span&gt;? O povo cansa da chuva, roga a ajuda de Deus, que nada pode fazer, se o que ela quer é trazer. Depois que entrei foi que o céu desabou. Eu sabia que minha mãe não acalmar-se-ia, quiçá eram lágrimas dela. Liguei então. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Achei&lt;/span&gt; o táxi, minha mãe. Confirmei o que suspeitara quando ela disse; Minha filha, eu estava quase chorando, ainda mais quando vi a chuva cair, e eu nada podia fazer, quis parar todas as gotas daqui de cima para não molharem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia sim. Se no caminho eu visse as gotas paradas no ar, eu saberia que era ela. Com sua fé em oração, indo contra toda missa do sertão, me ensinou a rezar, mãe é mãe, mesmo se ela quisesse trazer. Mas pra quem ela iria rogar? Que dia de santo era hoje? São Sebastião, Santo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Antônio&lt;/span&gt;, Santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Edwiges? Salve!&lt;/span&gt; &lt;a href="http://letras.terra.com.br/los-hermanos/100662/santa-chuva-print.html"&gt;&lt;b&gt;Santa Chuva&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sgqm995f36Y"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8677272041802496776?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8677272041802496776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8677272041802496776&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8677272041802496776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8677272041802496776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/no-tinha-txi.html' title='Não tinha táxi.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4815776557526218158</id><published>2008-06-18T22:15:00.004-03:00</published><updated>2008-06-18T23:31:40.966-03:00</updated><title type='text'>Garotos são gases?</title><content type='html'>Dia dos namorados. Há quem esteja ansioso e há quem finja completa normalidade, afinal, apenas mais um dia comum. Para as pessoas que se encaixam na segunda opção, eu não recomendo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;assistir&lt;/span&gt; o filme que passa na TV num dia desses. Logo cedo, o professor de química começou a aula com uma observação até então coerente: saiba diferenciar um gás perfeito de um gás real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gente, gás perfeito é teórico, não existe. É uma suposição para efeito de cálculo, uma idealização." Eu que lia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lucíola&lt;/span&gt; não pude conter a comparação entre a química e o romantismo de Alencar. A idealização só existe pra efeito da escrita, no mundo real não é assim. Tanto é que quando o efeito passa, vem a onda de realidade. O perfeito é tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;impalpável&lt;/span&gt;, que é complicado até imaginar. Algo sublime e sem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;defeitos&lt;/span&gt;, será que existe? Que defenda Platão com seu "mundo das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéias&lt;/span&gt;" ou os românticos nos apresentando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;adjetivos&lt;/span&gt; que chegam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;derreter&lt;/span&gt; uma página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os gases existentes na natureza são reais. Mas estes podem se comportar como ideias quando submetidos a certas condições". Pois então, a depender das condições estabelecidas, o gás real pode ter seu comportamento aproximado ao de um gás ideal - que gás sabido, não? Abusando da química &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;metaforicamente&lt;/span&gt; como uma ciência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;psicosocial&lt;/span&gt;, diria que as tais modificações de condição podem ter origens diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem externa, talvez o gás nem saiba que está sendo idealizado para que nós possamos fazer os benditos cálculos. Mas há uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sutil&lt;/span&gt; diferença entre um estudante que conscientemente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;adota&lt;/span&gt; suposições e a consciência de quem recebe os neurotransmissores da paixão. Na origem interna, o gás, que mesmo sabendo não ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;perfeito&lt;/span&gt; se comporta como tal, altera suas condições por certo tipo de interesse próprio, para atingir algum objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealizações e fantasias serão sempre bem-vindas. Um casal em harmonia vê completude e perfeição, quando o comportamento ideal de um é ditado pelas condições estabelecidas pelo outro e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;vice&lt;/span&gt;-versa. Se assim houver satisfação, a ressonância é mantida. O caso da idealização inadequada é quando ela se dá por condições que não podem ser controladas por quem está apaixonado. O problema da destruição de expectativas é delicado e frustra. Para idealizar sem medo, mantemos um pé atrás e o outro na frente, numa distância que nos permita tanto fantasiar e mergulhar numa história - quiçá romântica - quanto permanecer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;firme&lt;/span&gt; no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4815776557526218158?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4815776557526218158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4815776557526218158&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4815776557526218158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4815776557526218158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/garotos-so-gases.html' title='Garotos são gases?'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6728979909300182166</id><published>2008-06-10T16:31:00.006-03:00</published><updated>2008-06-10T17:11:39.626-03:00</updated><title type='text'>'Boa tarde' ou não, eis a questão</title><content type='html'>Tudo começou com a tira da Mafalda:&lt;br /&gt;-Não adianta, eu não entendo quando a professora diz 'sujeito' e 'predicado'.&lt;br /&gt;-É fácil, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Miguelito&lt;/span&gt;. Me diga; "esse lixo enfeia a rua", quem é o sujeito?&lt;br /&gt;-O prefeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo, segurando dois módulos e um casaco com a mesma mão, para apertar o botão do 18° andar , e ainda de relance a segurar a porta do elevador para um menino que chegava correndo. "Boa tarde, e obrigado". Eu sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora que estava no elevador, ia para o 11º andar, com tão pouco tempo, ela conseguiu:&lt;br /&gt;-Que bonito você, um rapaz, educado, que diz 'boa tarde' às pessoas quando chega. E olhando pra mim ela terminou. Você sabe que tem gente que não fala, não é?. Já do lado de fora ela não se deu por satisfeita. Essa moça mesmo, muito mal educada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, com a porta fechada, nada de espaço para as minhas explicações ou sequer desculpas. Até ele reconheceu. 'Ela deve estar de mau-humor'. Que sorte, pois eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei antes, mas o 'porque não?' sempre me vence. Nada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;interfone&lt;/span&gt;, passei um bilhete por debaixo da porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Nada se sabe do que se passa na vida de alguém em alguns segundos. S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;e preferes um cumprimento cordial debalde em vez de meu silêncio sincero, me desculpe e te direi quiçá com falsidade: Muito boa tarde!"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6728979909300182166?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6728979909300182166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6728979909300182166&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6728979909300182166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6728979909300182166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/boa-tarde-ou-no-eis-questo.html' title='&apos;Boa tarde&apos; ou não, eis a questão'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5332812726097206014</id><published>2008-06-06T22:18:00.007-03:00</published><updated>2008-06-06T23:53:32.612-03:00</updated><title type='text'>Godofredo.</title><content type='html'>Hoje de noitinha, estava eu conversando. Férias, dormir mais, colocar despertador cedo, desligá-lo e voltar a dormir. Essa é a oportunidade de vingança para com o barulho insuportável que nos tira de um dos maiores prazeres da vida. É como dizer: 'vá, pode tocar a morrer que eu não vou levantar, seu chato'. O mal é que quando as férias acabam, a gente volta a perceber o quanto o despertador enche o saco e o pior, o quanto dependemos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria não depender do despertador. Foi pensando nisso que me lembrei de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Godofredo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Godofredo&lt;/span&gt; foi um amigo que eu tive quando era mais nova. Ele era incrível, às três e meia em ponto ele chegava, e o detalhe, sem relógios. Eu já tentei pegá-lo chegando fora da hora, mas a margem de erro dele foi de 15:28 às 15:32, nada mais que isso e muito raramente. Sempre no mesmo horário, ele parava no mesmo galho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatamente&lt;/span&gt; no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era engraçado. No jardim não havia muitas flores, e nem outros passarinhos, mas ele sempre ia. Um dia choveu e eu fui até a varanda pra ver se ele ainda es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tava&lt;/span&gt; lá. O galho chegava a balançar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Godofredo&lt;/span&gt; não arredou. Chegava não sei de onde e voltava pra não sei qual lugar - e também não fui perguntar, ele me parecia ser daqueles 'discretos e reservados'. Voltava quando o Sol ameaçava tocar no chão, e no dia seguinte, olha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Godofredo&lt;/span&gt; lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava dele, havia um certo mistério naquele hábito. Um dia eu fiquei da janela observando-o durante aquele intervalo, pra descobrir o que ele fazia além de ficar parado, sozinho, na mesma posição. Nada. Ele simplesmente só ficava parado, sozinho, na mesma posição. Outra vez fui vê-lo de perto, me aproximava devagar e ele não se incomodava nem se movia. Foi então que tudo aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgada, subi e peguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;câmera&lt;/span&gt; fotográfica da minha mãe - que não era digital e deveria ter algumas poses - e &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Click&lt;/span&gt;!&lt;/em&gt; Tirei uma foto de perto, um pouco tremida e sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;flash&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Godofredo&lt;/span&gt;, pela primeira vez, se manifestou. Largou o galho, que ficou lançando, logo depois da foto. Com suas asas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ligeirinhas&lt;/span&gt; de beija-flor, parou no ar um pouco acima de mim e partiu. Sumiu. Desapareceu. Retirou-se. Foi e nunca mais voltou. Eu não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje eu tenho a foto e a dúvida. Por quanto tempo ele iria nos visitar se eu não tivesse interrompido seu ritual congelando sua imagem? Hoje, talvez, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Godofredo&lt;/span&gt; já esteja morto (pesquisei: o beija-flor em natureza sobrevive entre 5 e 8 anos, enquanto em cativeiro certas espécies podem viver até 16 anos) ou então encontrou um jardim onde não tiram fotos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troquei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;espotaneidade&lt;/span&gt; de visitas diárias pela constante e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;forçosa&lt;/span&gt; presença em um papel, sem me dar conta de que minha janela era a melhor moldura para se ver Godofredo. Não fotografem passarinhos, eles são livres demais pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Ps&lt;/span&gt;: Se eu não não tivesse desconfigurado o reconhecimento do USB eu teria tentado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;escanear&lt;/span&gt; a foto, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Godofredo&lt;/span&gt; era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;pequeno&lt;/span&gt; e verde escuro, se confundia com as folhas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5332812726097206014?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5332812726097206014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5332812726097206014&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5332812726097206014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5332812726097206014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/godofredo.html' title='Godofredo.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7300491918461204666</id><published>2008-06-05T21:38:00.004-03:00</published><updated>2008-06-06T23:56:29.815-03:00</updated><title type='text'>O assobio do assovio - Parte II</title><content type='html'>Me pararam na rua: 'você bicho de estimação?'. Eu sorri antes de responder e disse que sim. Eram só algumas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qual o nome do seu bichinho?&lt;br /&gt;Assovio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque você escolheu esse nome?&lt;br /&gt;Porque ele assovia, ué&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, é um papagaio...&lt;br /&gt;Não não é, mas também voa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qual o tamanho da gaiola dele?&lt;br /&gt;Tá louco? O nome dele só não é liberdade porque ele achou meio feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quanto tempo?&lt;br /&gt;Ele? desde que o mundo é mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Quanto tempo você está com ele...&lt;br /&gt;Bom, é difícil responder, a gente já se conhecia, agora que estamos mais íntimos. Não foi eu quem achou ele, ele me achou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E os cuidados que você tem com ele?&lt;br /&gt;Quase nenhum! Quer dizer, a não ser pela pirraça. Ele não faz muita sujeira não, mas quando quer bagunçar, bagunça. Come quase nada, só dá trabalho quando some. Menino... Ele sai que me deixa louca, vai longe, não sei nem onde faz a curva. Mas ele é um amor, deixando as condições favoráveis, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alguma brincadeira, atividade...&lt;br /&gt;Olhe, esconde-esconde fica meio difícil. Mas aquela de "vem pegar, vem" ele é craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, era isso, obrigado pela participação. Na verdade a feição dele mais parecia: "é, eu acho que essa não da pra contar, vou ter que fazer outra, eu eim."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7300491918461204666?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7300491918461204666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7300491918461204666&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7300491918461204666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7300491918461204666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/o-assobio-do-assovio-parte-ii.html' title='O assobio do assovio - Parte II'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-998442520892150107</id><published>2008-06-04T22:01:00.003-03:00</published><updated>2008-06-04T23:00:27.808-03:00</updated><title type='text'>Enxutas e certeiras</title><content type='html'>-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Raísa&lt;/span&gt;, você é muito lírica.&lt;br /&gt;-Mas que mal tem nisso?&lt;br /&gt;-O corretor, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;blá&lt;/span&gt;, argumentos, coesão textual, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;blá&lt;/span&gt;, o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui ler algo que escrevi tempos atrás, sinceramente, eu mesma não entendi. Lógico. Textos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;subjetivos&lt;/span&gt; têm uma frequência determinada, entende quem entrar em ressonância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu diário, que tratava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;diáfano&lt;/span&gt;, agora tem estrutura argumentativa-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dissertativa&lt;/span&gt;. Pois sim, este curso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;redação&lt;/span&gt; está acabando comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito vestibular.&lt;br /&gt;'Responda verdadeiro ou falso: Dinheiro é sujo. '&lt;br /&gt;-Verdadeiro.&lt;br /&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Pêênnnn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Falso. Dinheiro circulado é sujo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;novinho&lt;/span&gt; não é.&lt;br /&gt;-Me desculpe. Você não está apto para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ingressar&lt;/span&gt; numa faculdade, quem sabe na próxima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-998442520892150107?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/998442520892150107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=998442520892150107&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/998442520892150107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/998442520892150107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/enxutas-e-certeiras.html' title='Enxutas e certeiras'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4490405483300283611</id><published>2008-06-03T22:50:00.003-03:00</published><updated>2008-06-03T23:03:03.413-03:00</updated><title type='text'>House</title><content type='html'>• Sobre a tentativa de fazer necropsia numa pessoa viva, retirando até 3 litros de sangue, resfriando o corpo até 21°C e com o coração parado, pra 'ressucitar' em seguida a fim de conseguir localizar e retirar um coágulo no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O procedimento pode durar até 10 horas, sua mão te falou sobre?&lt;br /&gt;-mais ou menos.&lt;br /&gt;-pessoas no seu estado normalmente não resistiriam.&lt;br /&gt;-Minha mãe fez muitas pesquisas.&lt;br /&gt;-Se maturidade for determinada pelo tempo que se tem de vida, você pode decidir.&lt;br /&gt;-Eu não tenho escolha, não é.&lt;br /&gt;-Eu posso de te dar uma.&lt;br /&gt;-Eu quero melhorar.&lt;br /&gt;-Você tem câncer. Se eu puder reverter...&lt;br /&gt;-Eu vou ter mais um ano.&lt;br /&gt;-Mais um ano disso. As pessoas não ia querer. Iam querer que acabsse logo, sabendo que vão morrer, que é o seu caso.&lt;br /&gt;-Você esta querendo saber se eu quero morrer?&lt;br /&gt;-Você vai. O caso é como, o quanto iria sofrer...&lt;br /&gt;-Eu não posso deixá-la só porque estou cansada.&lt;br /&gt;-Mas a vida é sua.&lt;br /&gt;-Ela precisa de mim.&lt;br /&gt;-Você não pode pensar só por ela.&lt;br /&gt;-Mas eu a amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: ela tem 9 anos de idade.&lt;br /&gt;(diálogo não é fiel ao episódio porque eu o escrevi com o que lembrei)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4490405483300283611?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4490405483300283611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4490405483300283611&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4490405483300283611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4490405483300283611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/house.html' title='House'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1726746580018210074</id><published>2008-06-02T22:04:00.002-03:00</published><updated>2008-06-02T22:58:01.728-03:00</updated><title type='text'>Quem merece um muxoxo?</title><content type='html'>Minha alma inquieta se segura numa cadeira com um braço só. Minha mente que costuma dar voltas em universos não paralelos tem que se limitar e captar informações, aquelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;informações&lt;/span&gt;. Por sina,l eu es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tava&lt;/span&gt; pagando para tê-las, e por sinal² não era pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Eu queria que vocês prestassem atenção'. Certo certo certo. Se concentre. Corrente. Certo. Hum, sentido real, sentido convencional, certo. Quantidade de carga que passando por uma secção tal em um certo tempo, intensidade, certo, certo. Não tinha mais ninguém na sala, a não ser eu, o branco do quadro, a boca do professor e minha concentração. Ela é teimosa, e de lua. As vezes dá trabalho de chamar, as vezes é difícil manter. Nunca se sabe. Enfim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;elétrons&lt;/span&gt; passam loucos, juntos em busca de um sonho de um potencial menor. Todos num movimento ordenado. Tudo bem, até ai tudo bem a corrente é continua e eu estava acompanhando. 'Na corrente alternada, tanto a intensidade quanto a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direção&lt;/span&gt; da corrente variam, o melhor exemplo está na tomada da sua casa onde isso acontece 60 vezes por segundo'. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Oo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60 vezes por segundo? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Putz&lt;/span&gt;, lógico que eu parei pra ter noção do que é isso. Imagine você andando, antes de você chegar já mandam você voltar, antes de pensar em voltar já tem que ir de novo. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;elétrons&lt;/span&gt; devem ficar loucos loucos loucos loucos, coitados, indo e voltando indo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;voltando&lt;/span&gt; indo e voltando. Essa trabalheira toda pra fornecer energia pra quem nem sabe de sua existência e fica estatelado no sofá, mudando com o controle remoto vários canais, só mexendo os olhos e um dedo. Enquanto isso os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;elétrons&lt;/span&gt; estão loucos loucos loucos correndo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;insanamente&lt;/span&gt; de um lado pro outro e ainda por cima 60 vezes por segundo! Como deve ser difícil ser um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;elétron&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;poxa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tava&lt;/span&gt; comovida com essa realidade, devo ter feito alguma cara estranha. Talvez. "Você quer perguntar alguma coisa, pergunte." Eu repeti várias vezes que não era nada, mas não deu jeito, professor quando quer tirar dúvida é insistente. Podia ter inventado qualquer coisa, mas eu não estava numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;frenquência&lt;/span&gt; de inventar mentiras facilmente. 'Nada, era só porque os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;elétrons&lt;/span&gt; devem ficar loucos indo e voltando 60 vezes por segundo.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;badernava&lt;/span&gt; como o diabo parou e o silêncio se fez. Quebrado em seguida com o 'Ah' do professor. Sim, tudo bem "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;af&lt;/span&gt;, que merda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;hein&lt;/span&gt;", ninguém mandou perguntar, ora bolas. Como se não bastasse, alguém não tão próximo largou o velho companheiro de quem ouviu e não gostou: o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;muxoxo&lt;/span&gt;. Aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;barulhinho&lt;/span&gt; - promovido pelo conjunto lábios, dentes, língua e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;indignação&lt;/span&gt; - irrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1726746580018210074?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1726746580018210074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1726746580018210074&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1726746580018210074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1726746580018210074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/06/quem-merece-um-muxoxo.html' title='Quem merece um muxoxo?'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-733165754913608845</id><published>2008-05-19T21:30:00.005-03:00</published><updated>2008-05-20T13:41:34.024-03:00</updated><title type='text'>Mudez</title><content type='html'>Não era fome, era vontade de comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila era pequena. Um menino com moedas bem apertadas na mão:&lt;br /&gt;-Quanto custa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguendo uma das sobrancelhas, quase responderam. Um sinal rápido pra evitar frustração e interrompi:&lt;br /&gt;-Primeiro: não custa, vale. Segundo: isso não se pergunta, vale o quanto você trocaria por 7 minutos de paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não riram por ser mais esquisito do que engraçado. Ele entendeu. Começou a pensar numa troca justa. Usou 4m² para sapatear, terminou de braços aberto, o coração cansado:&lt;br /&gt;-Meu melhor. Deu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso quem te responde é a colher, caro amigo.&lt;br /&gt;Sentados, apresentei passos de se apreciar o paraíso. Normalmente as crianças o deixam escorrer, mas isso porque elas não pagam devidamente o valor que tem. Uma colher pequena e de plástico generosamente ofereceu a porta de entrada e ele até fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fale. Sua língua auxiliando na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;liquefação&lt;/span&gt; de algo tão perfeito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;não&lt;/span&gt; é digna de dizer uma só palavra. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;contato&lt;/span&gt; é pela via mais óbvia; a boca, tão fácil entrada, tão difícil acesso, mas poucos subordinam o paladar como o paraíso faz, bem assim gelado. Depois de tal, o que poderia atrapalhar plena satisfação era a realidade não permitindo que o fundo do pote fosse ilusão de óptica. Ainda assim, são minutos de prazer puro, sem exageros. O sorvete é discreto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-733165754913608845?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/733165754913608845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=733165754913608845&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/733165754913608845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/733165754913608845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/mudez.html' title='Mudez'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7760825137531899656</id><published>2008-05-15T14:10:00.003-03:00</published><updated>2008-05-15T14:53:13.134-03:00</updated><title type='text'>O preço da pressa.</title><content type='html'>Um telefonema. Era só um recado, mas ele sempre estende a conversa, e eu adoro."Flor, só lembrei de você na segunda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sugestão da aula de redação; já que todos os dias o professor sobe no palco e ensina para os alunos, porque não um dia os alunos subirem no palco e falar algo que acrescente na vida do professor? Certo, mas não teve um primeiro voluntário. Que tal se cada um contasse seu medo e explicasse porque? Medos diversos, explicações complexas. "Se você ver uma cobra, você corre, uma tartaruga não. É um bicho sonso, te olha, você acha inofensivo, mas nunca sabe o que ele poderia estar tramando pra você".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostei muito. Ele contava e eu me empolgava do outro lado da linha. "Teve um menino que disse que tinha medo de ficar só. O professor perguntou o que ele faz pra conseguir não ficar só e ele repondeu, pura e simplesmente: dou amor e espero receber em troca.". Profundo. Até que ele me perguntou qual era o meu. Eu devo ter mais de um medo, mas me lembrei daquele que me atormenta de verdade. Medo. Se eu contar resumidamente parece ser muito bobo. Mas se eu desenvolver meu raciocínio devagar e claramente, talvez entendam a razão de eu ter medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: parágrafo meramente introdutório, para o assunto não ser flutuante. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho medo de quando estiver atravessando a rua correndo, tropeçar e cair. (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, se você está atravessando a rua correndo, é porque ou o carro está muito próximo, ou o carro está muito rápido. Segundo, se muito rápido ou proximo e você cair, você vai morrer sem dúvidas. Não dá tempo nem de frear nem de desviar de uma pessoa que está no meio da rua e na horizontal. Ou seja, você vai ser atropelado pelas duas rodas da frente e pelas duas rodas de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, meu medo não é pelo fato da morte. Se fosse assim, estando viva, respiraria medo. O que me intriga é o significando estupidamente irônico dessa morte específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos. Uma pessoa atravessa a rua porque quer chegar do outro lado. E se ela atravessa a rua correndo é porque quer chegar mais rápido. Só que o carro também está correndo, e por sinal, mais rápido que você. Mesmo sabendo disso, você opta em passar na frente do carro correndo para chegar mais rápido, do que esperar que o carro correndo, e mais rápido, passar na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo que nos leva a essa escolha é só um: pressa. A pressa se dá pelo fato que você querer chegar em algum lugar mais rápido. Por isso você atravessa a rua correndo. Só que se um dia acontecer de você tropeçar por estar correndo na frente de um carro, você morre e paga um preço. O tal preço da pressa. Pois já que você estava correndo para chegar mais rápido em algum lugar, morto, você leva a marca da pressa, porque você realmente vai chegar mais rápido, mas vai chegar no último lugar onde você queria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não atravesse a rua correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-Escreve isso, Flor."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7760825137531899656?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7760825137531899656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7760825137531899656&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7760825137531899656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7760825137531899656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/o-preo-da-pressa.html' title='O preço da pressa.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2885335030067138943</id><published>2008-05-13T13:13:00.007-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:38.062-03:00</updated><title type='text'>Formigas: dioptria 1,25 para hipermetropismo</title><content type='html'>Quando acusei desviar a atenção: uma mordida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A danada encravou na ponta do dedo indicador da mão que segurava o lápis. A tempo de eu olhar o que tinha me mordido, a formiga desceu foi até o início da página sinalizando onde eu tinha parado de ler. Tirou um farelo de borracha que eu tinha esquecido de espanar, depois começou a percorrer as palavras no rítmo da pontuação, como um guia. É certo que demorava pra ir do final de uma linha até o começo da de baixo, mas eu esperava. Cada vírgula uma pausa adequada, em negritos ela passava mais devagar como a graifar, e quando a idéia central se esclarecia ela dava uma volta elíptica e dessa vez, ela me esperava circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o parágrafo, e o professor ainda não tinha voltado à aula, ela subiu em meus dedos e girava no sentido oposto ao meu movimento, como quem diz 'me pegue' e corre em volta de uma árvore mais grossa, se eu tivesse audição minuciosa, aposto que poderia ouví-la rir. Quando eu não consegui mais contorcer meu braço ela foi subindo - tudo bem que se atrapalhou um pouco por conta de minhas pulseiras - e subindo. Desconfiei que fosse aquela musiquinha que segue e pára nas costas do cotovelo a fazer cócegas, mas lá só deu uma voltinha e continuou a subir. "Essa formiga é macho", pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui acompanhando. Ela foi até meu ombro, onde meus olhos nao podiam mais alcançar, a não ser que eu tivesse o dobro no meu pescoço. Eu danada pra saber que diacho ela ia fazer ali e Puft! O moço do lado me viu contorcida e aplicou o velho golpe pitelecal - segurar o indicador com o dedão, mirar e aplicar força pra quando o dedo escorregar atingir o alvo com mais velocidade. Se não tivesse nas minhas costas, podia ver se a formiga tinha voado longe ou tinha sido esmagada na minha blusa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito orgulhoso de ter me 'salvado', ele disse sorrindo:&lt;br /&gt;-Matei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisei dizer nada, ele percebeu pela minha cara e chegou a ficar preocupado. Ainda sem entender o porquê da minha reação, afinal era só uma formiga, ele tentou:&lt;br /&gt;-Não era pra matar não? Pergunta inútil, ele sabia que não.&lt;br /&gt;-N ã o. Devagar e com todas as letras.&lt;br /&gt;-Poxa, eu não... Como eu ia saber?&lt;br /&gt;-Agora já era, né. Tudo bem. Ele continuou estranhando mas tentou pela segunda vez:&lt;br /&gt;-Depois aparece outra. Pela minha cara ele viu de novo que só tava piorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vontade: "Ela era minha amiga, poxa! Trate de porcurar e fazer o enterro, assassino". Mas numa sala de cursinho não cabia esse discurso, mesmo se eu falasse rindo, isso só seria fala para um blog bobinho. Dexei passar e professor já tava alertando retomar o assunto, quando ele tentou pela terceira vez e enfim acertou:&lt;br /&gt;-Dizem que 'formiga faz bem pras vistas', né.&lt;br /&gt;-Você não sabe o quanto.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SCnLBmA261I/AAAAAAAAADs/UiVLS_qVpNQ/s1600-h/ants.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199910473020402514" style="CURSOR: hand" height="95" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SCnLBmA261I/AAAAAAAAADs/UiVLS_qVpNQ/s200/ants.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;: )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2885335030067138943?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2885335030067138943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2885335030067138943&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2885335030067138943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2885335030067138943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/formigas-dioptria-125-para.html' title='Formigas: dioptria 1,25 para hipermetropismo'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SCnLBmA261I/AAAAAAAAADs/UiVLS_qVpNQ/s72-c/ants.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1764119205447568269</id><published>2008-05-11T10:58:00.004-03:00</published><updated>2008-05-11T13:24:15.651-03:00</updated><title type='text'>Definitivamente.</title><content type='html'>Era de manhã e os dois conversavam. Não me lembro o assunto pois o que me faz recordar dessa conversa não foi dito, não integralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotovelos debruçados, eles estavam frente a frente mas não tão próximos. Simultâneamente ao final de uma frase, os olhares que eram retos passaram a acompanhar juntos uma pena que caía. Pequena e não tão branca, caía devagar, num movimento de pêndulo, bem como os pedaços de um personagem de desenho animado quando explode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim pousou, no meio dos dois, os olhares coincidiam na pena. Imediatamente, ela começou a buscar o significado daquele fenômeno tão sutil e raro: "Seria um sinal dos céus, bem no meio de nós dois, seria um anjo - pequeno, pelo tamanho a pena - tentando avisar, querendo dar algum recado divino, ou seria até o cupido cheio de graça a brincar", afinal, aquilo não podia ser vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ansiava um comentário quando ele olhou pra cima dizendo.&lt;br /&gt;"-Hahaha. Algum pombo se f..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1764119205447568269?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1764119205447568269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1764119205447568269&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1764119205447568269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1764119205447568269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/definitivamente.html' title='Definitivamente.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6932388767917277303</id><published>2008-05-08T09:17:00.004-03:00</published><updated>2008-05-08T09:55:43.202-03:00</updated><title type='text'>m p 3go</title><content type='html'>-Menina, já vai dar sete horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cama quente, o dia frio. A chuva tão grossa, da janela só o branco. Funcionando lerdamente, pensava por etapas. Acorde. Hoje é sexta. Levante. Não vai dar tempo de lavar o cabelo. Essa chuva. Será que vai ter aula? A primeira é biologia. Ande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raiva da promessa de tomar banho frio, all star que tava precisando lavar. Se o celular não estivesse simpaticamente descarregado e o carregador não gostasse de esconde-esconde, ligaria pra uma das meninas. A rua era rio. O guarda-chuva gemia ao passar entre a parede e o poste - está dispensado o comentário sobre poça + carro com pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em sala, pisava em água, cada meia daria uns 100 mL. Enfim, aula.&lt;br /&gt;-Geografia?&lt;br /&gt;-Se hoje é quinta!&lt;br /&gt;-Ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos e o aviso: a água ta entrando. Subir, esperar. Não tinha diferença entre rua e boeiro. Muitas pessoas e nada pra fazer, "gente, vamos fazer alguma coisa?". Cada qual foi até a sua mochila. Antes fosse um baralho, um violão, mas era um aparelho de bolso, em que se liga um fio com um encaixe de orelha no final. Bem interativo, pois quem tinha esquecido, ou estava sem bateria, ou simplesmente não tinha um, escolhia quem tocasse seu gosto pra dividir. Todos sentados, se olhando, balançando a cabeça e movendo a boca. Silêncio na sala, música socada na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente um menino, que demorou pra desembolar o seu, apresenta um fone colado em um arco. Espanto geral; "mas que egoísmo, em", alguém sussurou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6932388767917277303?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6932388767917277303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6932388767917277303&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6932388767917277303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6932388767917277303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/m-p-3go.html' title='m p 3go'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4375744990264816954</id><published>2008-05-07T18:40:00.004-03:00</published><updated>2008-05-11T10:32:22.102-03:00</updated><title type='text'>O poste e a buzina</title><content type='html'>Essa história se passou num ponto de ônibus. Ou melhor, no próprio ônibus. Dispensável minhas descrições sobre o ponto de ônibus, as pessoas no ponto, esperando o ônibus. Só vou dizer que eram seis horas da noite. Seis horas da noite tem cheiro de café preto, tem som de rádio em ave maria, tem cor de Sol avisando que volta mais tarde, tem a sensação dos pés quentes e antes amassados pisando o chão gelado da cozinha. Mas eu não tinha chegado em casa ainda, eu tava no ônibus, bem como as outras pessoas que esperavam o ônibus e tembém queriam estar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que descem num lugar próximo, quando o ônibus não está cheio, sentam na cadeira do corredor pra quando tiverem que descer do ônibus não se esfregarem na pessoa que sentou do lado e vai descer daqui a duas horas. As pessoas que descem só daqui a duas horas sentam na janela, pra quando a a pessoa que tiver do lado, que desce num lugar próximo não se esfregue nela. Mas essa regra só vale em ônibus vazio, não no ônibus de seis horas da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sentei no corredor, isto pode ser bom dependendo da situação; ou você se sente mais livre do que a pessoa da janela, ou você fica mais apertado por causa das pessoas que estão em pé, no corredor. Tinha um moço sentado na janela, ele fazia o que as pessoas fazem quando sentam na janela; ficam olhando através dela. Isto significa que você pelo menos tem alguma coisa pra fazer no ônibus, diferente de quem senta no corredor, que vê pouco e quase não pega o vento. O moço olhava, mas não usava do artifício "estou olhando pela janela, ou seja, não converse comigo", sorria e parava como quem assiste um filme ou conta uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito esatava levemente engarrafado, eu pensei em conversar. Iniciar a conversa com "oi, tudo bom" não é sinal de quem quer conversar, afinal, qualquer um sabe a resposta, pois mesmo que seu mundo esteja desabando você responde "tudo e com você", pricipalmente se a pessoa que perguntou é estranha. Se eu iniciasse com uma pergunta, pode soar invasivo e nem todo mundo gosta de responder. Talvez uma frase. Frases são pra final de conversa, e não pra início. Então eu me resolvi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu podia passar trinta minutos sentada olhando pro nada, figindo que ninguém está do meu lado e nada ia contecer.&lt;br /&gt;Ele percebeu que eu estava falando com ele e me olhou.&lt;br /&gt;-Mas também podia tentar começar uma conversa sem parecer que sou maluca ou carente afetiva.&lt;br /&gt;Fiquei com medo da resposta facial do moço. Se ele franzisse as sobrancelhas eu pararia, mas ele respondeu com palavras mesmo:&lt;br /&gt;-As vezes eu sinto vontade de conversar e tenho esse mesmo receio.&lt;br /&gt;-Ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto em comum é a gota que faz transbordar qualquer conversa. Um ponto em comum é um bom início, e não pareceu que eu era maluca ou carente afetiva.&lt;br /&gt;-Bom, pra não ficar como uma conversa programada de elevador, escolha você um assunto, já que foi eu quem começou. O mais aleatório possível. Olhe pela janela.&lt;br /&gt;Ele sorriu e foi escolher o assunto pela janela. Antes da escolha eu interrompi:&lt;br /&gt;-Uma coisa: você acha que filosofia é uma coisa de quem não tem o que fazer ou que ela está todos os dias em você?&lt;br /&gt;Milésimos de segundos depois de ter fechado a boca eu me arrependi de ter feito a pergunta, e meio milésimo depois nao me arrependi mais. Eram trinta minutos ali, eu não disse meu nome, e a probabilidade de eu encontrar aquele moço de novo seria muito pequena.&lt;br /&gt;-Não só em mim como em tudo que vejo.&lt;br /&gt;Dessa vez eu que sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele virou pra escolher o assunto bem numa curva quando a velocidade do ônibus aumenta e as pessoas se seguram pra nao despencar por incércia, naquele giro rárpido, ele quase gritou:&lt;br /&gt;-O poste! Foi alto e algumas pessoas olharam.&lt;br /&gt;-O poste!&lt;br /&gt;-Pois bem, me conte: o que você pensa sobre o poste?&lt;br /&gt;Antes de responder eu procurei sentir na intonação da pergunta, pra saber se ele realmente queria saber o que eu achava sobre o poste ou só perguntou pra não acabar com a minha brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olhe, o poste é muito mais do que você vê. O poste é a metáfora em forma de concreto que comprova um dos clichês mais antigos: o essencial está no que não se vê. Olhe só o poste. Ninguém olha o poste. As pessoas olham o semáforo, porque brilha e a auto-escola mandou. Mas o poste, coitado, ninguém olha. Ele ainda sofre, fica no mesmo lugar todos os dias, é mijado por cachorros e decorado com anúcios de cartomantes. Mas ninguém olha. Um dia ele resolve apagar e as pessoas reparam, "mas que rua escura né, olhe, foi aquele poste que apagou". Um poste faz a diferença em um dia de assalto. Se chove e ele resolve despencar, não uma rua, mas um bairro pode ficar sem luz. Tudo por causa do danado do poste, que sempre esteve lá, mas só dão conta dele quando ele não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você penso nisso tudo agora? Depois disso, quando eu ver um poste, vou lembrar você.&lt;br /&gt;-Olhe que existem muitos postes viu?&lt;br /&gt;-Agora escolhe você o assunto.&lt;br /&gt;Quando ele terminou de falar, alguém ia descer e puxou a cordinha: Fiiiiii.&lt;br /&gt;-A buzina.&lt;br /&gt;-Buzina, boa, buzina. Lembro de uma vez que um primo meu foi aprender a dirigir na roça e tinha uma galinha no caminho - Eu tive que interromper:&lt;br /&gt;-Tinha uma galinha no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma galinha.&lt;br /&gt;-Hé! Ele parou e buzinou para a galinha, mas como a galinha não se moveu disse: "mas que galinha burra viu, sai da frente". Eu me perguntei "mais burro seria a galinha que não reconhece a buzina, ou o primo que não reconhece que a galinha por ser irracional não reconheceria a buzina?". Pensei em perguntar isso pra ele, mas perferi assim: "olhe, quando passar por ali, buzine pro buraco sair".&lt;br /&gt;-Boa! Hahaha&lt;br /&gt;-Posso escolh...&lt;br /&gt;-Jesus, meu ponto! Eu tenho que ir. Levantei rápido pra dar tempo, nem me dei conta que não tinha perguntado o nome do moço. Mas ele foi mais criativo&lt;br /&gt;-Até mais Seu Poste!&lt;br /&gt;-Até, Dona Buzina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cara das outras pessoas no ônibus foi o motivo de eu sair rindo. Trinta minutos de silêncio substituídos por risadas e uma história. Bom humor não vende engarrafado, pode vir até em engarrafamento e não custa nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4375744990264816954?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4375744990264816954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4375744990264816954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4375744990264816954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4375744990264816954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/o-poste-e-buzina.html' title='O poste e a buzina'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8094112929998555628</id><published>2008-05-04T13:42:00.007-03:00</published><updated>2008-05-04T15:29:47.066-03:00</updated><title type='text'>Mais uma letra e vieste.</title><content type='html'>Domingo. Tão cedo quão difícil é imaginar estar acordado para ler livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praça clara. O Sol, gentil, me oferece sombra no banco que pensei em me sentar. De minucioso estardalhaço, o vento sem vão pra assoviar, anunciava sua presença ao arrastar folhas de início de outono. Minto: Haviam sim passarinhos, mas esses tímidos eram violinos, e outros passarão, fazendo voltas na praça, um moço e seus passos marcados, ritmavam a percussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumo minha posição, confortavelmente agradável, por sinal, começo a correr os olhos, e usando mais de meu órgão sem grandes movimentos (só os caóticos, como usar as mãos pra que fios de cabelos não executem sua brincadeira insistente de cócegas). Já o moço, que andava alongando-se por inteiro, começou a correr com olhos fixos no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na minha frente, os olhos meus deixam de correr e os passos que ouvia caíam em semipausa. Os dois perceberam, ambos exercícios solitários e contraditórios, e começaram a competição. O rítmo apertou-se; menos tempo para completar uma volta, menos tempo para passar uma página, até que o cronômetro apitou e o capítulo se deu por encerrado. Exaustos. Ele suado, admirava-se de seus músculos quentes. Ela sorria, admirava-se de sua conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de uma passagem de Saramago em entrevista: "Trata-se, talvez, da consciência muito clara, muito viva, de que no fundo, no fundo, cada um de nós é muito mais feito de papel do que de carne e osso. E digo que somos feito de papel porque somos feitos de leituras que fizemos". Em seguida imaginou uma réplica do moço - talvez com uma voz mais fina que o normal, por conta de anabolizantes, mas a descartou para se desfazer de possível preconceito - que dizia: "então quero ver abrir uma lata de palmito só de convencê-la depois de conversar, fica aí, de papel, cuidado com a chuva" e desastrou a rir sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sim, &lt;a href="http://stratuscumulusnimbus.blogspot.com/2008_01_01_archive.html"&gt;de papel&lt;/a&gt;, porque não?&lt;br /&gt;Papel de arroz, que desmancha na chuva.&lt;br /&gt;De seda, tal pipa que voa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8094112929998555628?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8094112929998555628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8094112929998555628&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8094112929998555628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8094112929998555628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/vieste.html' title='Mais uma letra e vieste.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8755862159512639313</id><published>2008-05-03T15:18:00.000-03:00</published><updated>2008-05-04T15:49:08.194-03:00</updated><title type='text'>Palavra vicária em pré-convencionalismo</title><content type='html'>Depois de outra aula de poesia, Mariazinha foi almoçar na casa da colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai e vem, fim de almoço, serve-se o suco. A menina que tinha a boce seca de tanto falar, nao se entimidou de ser a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me passa essa jarra de coisa, por favor?&lt;br /&gt;-Essa coisa, se chama limonada, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria fez uma cara estranha, a colega até se assustou pensando na possibilidade de tê-la ofendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois bem, me passe a jarra, eu vou tomar como coisa, se eu sentir o mesmo que você, chamo também de limonada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8755862159512639313?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8755862159512639313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8755862159512639313&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8755862159512639313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8755862159512639313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/05/anti-convencionalismo.html' title='Palavra vicária em pré-convencionalismo'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-861632343198036125</id><published>2008-04-24T21:52:00.003-03:00</published><updated>2008-04-24T22:07:59.289-03:00</updated><title type='text'>'Pra cada suspiro serão dez contados'</title><content type='html'>Mariazinha, ainda chateada, não prestava atenção a aula de poesia. A professora falava, falava e falava, mas nenhuma das observações seguraram o pensamento da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhava e apagava. Mão no queixo, cabeça baixa. Rabiscava e apagava. O dia terminando, a folha em branco e não tinha mais ponta de grafite. Passou uma aula gastando lápis, gastando borracha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem problemas, é fácil resolver. No caminho de casa, Mariazinha parou numa papelaria e conseguiu alcançar o balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça, me vê um pacotinho com 50 minutos, por favor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-861632343198036125?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/861632343198036125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=861632343198036125&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/861632343198036125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/861632343198036125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/04/cada-suspiro-seo-dez-contados.html' title='&apos;Pra cada suspiro serão dez contados&apos;'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2958540804023581922</id><published>2008-04-13T21:22:00.004-03:00</published><updated>2008-04-13T21:50:05.527-03:00</updated><title type='text'>Cara Estranho x Cara Valente</title><content type='html'>&lt;a href="http://sdfsdf/"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sente-se. Não vale a pena escutar essa história de pé. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles eram relativamente parecidos, até tinham o mesmo nome e seus sobrenomes eram&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;significativos. Não sei dizer se chegaram a se conhecer direito, talvez se encontraram por algum tempo, mas posso dizer que eles ficaram perpetuamente separados por uma questão não só de espaço, como também por uma questão temporal. É um caso um pouco estranho, e diria valente, se fosse irônica, então eu digo “valente”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Cara Estranho não era desajeitado. Tropeçava sim, isso até o incomodava, olhava pros lados e as risadas por de trás das mãos de desocupados, o fazia sempre pensar em ser o cara da Tv, vencer brigas sem suar, e ser aplaudido sem querer. Ele chegava a ser engraçado; um dia julgou ser uma cruz ter a imagem de rapaz de bem talhada com tanto cuidado, coitado, mal sabe a força que ele tem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Cara Valente também tinha sua imagem de rapaz só que com pinta de vilão, ou não, era só um cartaz, me diz quem ainda cai nessa. A gente sabe que esse é um jeito de viver num mundo de mágoas, mas ele insiste em dizer que é feliz, coitado, não sabe da fraqueza que lhe provém do jogo: dizer ao mundo todo, “eu sou valente”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Cara Estranho tem medo de não se encontrar, chega a se perder no próprio corpo que Deus lhe deu, e se perde, sempre a pedir aprovação, afinal ele não sabe aonde ir se alguém não apontasse a direção - mas a direção não deve ser apontada. Foi então que ele se cruzou com o Cara Valente; no ponto de partida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A diferença foi que o Valente seguiu, o rumo do mal-me-quer, e hoje não pode mais dobrar, pode apenas se acostumar a viver sozinho. O Estranho não, simplesmente, encolheu o peito como solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir, não deixou de exibir à frente um coração que não divide com ninguém. Não caiu no jogo. O Valente, que não é de nada, escolheu incertezas de caminho em vez de amor, e hoje já não pode se entregar, e abre a mão. Teve de pagar com o coração: &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;“Eu não tenho troco, aceita um fígado?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Baseado nas músicas &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e9KNxC8Y4vk"&gt;&lt;b style=""&gt;Cara estranho&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRouwmWjQlw&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;b style=""&gt;Cara valente&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, ambas compostas por Marcelo Camelo, esta na voz de Maria Rita e aquela na voz do seu grupo Los Hermanos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2958540804023581922?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2958540804023581922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2958540804023581922&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2958540804023581922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2958540804023581922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/04/cara-estranho-x-cara-valente-sente-se.html' title='Cara Estranho x Cara Valente'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5132456986543366656</id><published>2008-04-03T21:14:00.011-03:00</published><updated>2008-04-04T18:23:52.225-03:00</updated><title type='text'>Dos filhos deste solo, és mãe gentil.</title><content type='html'>Não era tão cedo quando ele acordou. O Sol no seu rosto já ardia, mas não mais do que o mau cheiro que pressionava o meio dos olhos de dentro pra fora. O cheiro confirmava o que ele sabia que ia acontecer, se os "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;maloqueiros"&lt;/span&gt; passaram por aquela rua mais de três vezes, era certeza de mais uma vítima. Dormiu sem saber qual, rezando pra acordar. A escolha era aleatória, mas sempre os mais magros, consequentemente os mais novos. Banalizando da forma mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;irônica&lt;/span&gt; possível, diria que o procedimento era simples; uma madrugada, uma pedra retirada da rua de paralelepípedo, um alvo dormindo e força, muita força. Um único golpe, na cabeça, como eles dormiam de lado era até mais fácil estourar de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro era de &lt;span style="color:#999999;"&gt;cadáver&lt;/span&gt;, e como se não bastasse aquela cena incrustada na memória, a vítima daquela noite foi seu irmão mais novo. Um a menos, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;registros&lt;/span&gt;, sem jornais. Não o perguntaram, mas ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;não&lt;/span&gt; quis dar entrevistas. O que sobrou foram seus vinte anos, e sua fácil descrição; "era assim, um pouco alto e magro, era negro de roupas sujas, ai moço, não lembro direito". Sem dizer uma palavra o resto do dia, ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ficou&lt;/span&gt; pensando, por incrível que pareça, ele também pensa, também sente, também chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bicho. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inseto&lt;/span&gt; que mesmo tendo seu tempo de vida curto, pode ter a morte antecipada por um tapa de alguém que se sentiu incomodado, que pode ser eliminado sem sequer fazer diferença, pois virão outros tantos iguais. "Você é um bicho, e não um homem". Mesmo que passasse dias tentando, não conseguiria descrever o que é não existir, o que é ser "o que" e não "quem", o que é ser invisível sem brincar de super-herói, o que é não ser ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu armado, se teve tempo de pensar no que fazer foram algumas horas, sua munição; quatro balas; ódio, desistência da felicidade, saída e fome. Tinha a feição séria, o efeito da cola o deixava agitado, escolheu um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ônibus&lt;/span&gt; qualquer, subiu, anunciou e só depois de um tempo veio o estalo. "Estamos dispostos à fazer negociações, se quiser fazer exigências, faremos o possível para que não machuque nenhum dos reféns." Fazer negócio? Exigir? Deu vontade de rir. Olha só, estão te filmando, plantão, ao vivo, rede nacional. Hoje, todos querem saber seu nome, sua personalidade e intenções, eles estão querendo que você fale, peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode me mostrar, eu não vou me esconder. Quantas vezes vocês me viram? Se bati no vidro do carro, não viraram para o lado, não mexeram um dedo, não me viram, se um dia apareci na televisão, tinha uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tarja&lt;/span&gt; pra preservação de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;identidade&lt;/span&gt;. Identidade? Eu não tenho nome, mas hoje eu tenho voz. Tem voz quem tem poder, e poder no Brasil é ter a vida dos outros na mão, de um jeito ou de outro, roubando de gravata ou quase nu, a diferença é o final." Se o penhor dessa tal igualdade se consegue com braço forte, no seio dessa tal liberdade somos desafiados a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele fez as suas exigências. Sabíamos que não mataria ninguém mas atendemos sem tentar reagir. Não era nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;abstrato;&lt;/span&gt; dignidade, justiça e paz, bem como um manifestante esquerdista sugeria. Ele pediu pra tomar banho ouvindo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;liquidificador&lt;/span&gt; bater uma vitamina de banana e tomá-la no colo de uma mãe assistindo desenho animado, até dormir deitado eternamente em berço esplêndido. Ele morreu sorrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5132456986543366656?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5132456986543366656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5132456986543366656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5132456986543366656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5132456986543366656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/04/boa-sorte-filho-meu.html' title='Dos filhos deste solo, és mãe gentil.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3990448363918837654</id><published>2008-03-25T23:12:00.008-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:38.447-03:00</updated><title type='text'>Verossimilhança não é coincindência.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R_WdVDJ_vBI/AAAAAAAAACk/ZXphjlcjIuE/s1600-h/mariz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185223530937039890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R_WdVDJ_vBI/AAAAAAAAACk/ZXphjlcjIuE/s200/mariz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A Lua na minha janela la&lt;br /&gt;perguntei a ela la la&lt;br /&gt;porque tão bela la la la&lt;br /&gt;se tens gosto de jiló?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- E então, gostou, professora?&lt;br /&gt;- Mas Mariazinha, se nem rima tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre Marizinha. Chegou em casa com uma canetada vermelha que mais parecia uma ferida num filho seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai se ela soubesse o trabalho que me deu dar essa lambida só pra saber que gosto tem, dava gosto de esquecer a rima e tomava coragem também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3990448363918837654?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3990448363918837654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3990448363918837654&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3990448363918837654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3990448363918837654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/03/verossimilhana-no-coincindncia.html' title='Verossimilhança não é coincindência.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R_WdVDJ_vBI/AAAAAAAAACk/ZXphjlcjIuE/s72-c/mariz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-616270526823783637</id><published>2008-03-19T19:37:00.013-03:00</published><updated>2008-03-20T23:50:05.679-03:00</updated><title type='text'>É o mistério profundo, é o queira ou não queira, foram águas de março</title><content type='html'>É engraçado. Sempre que paro pra abastecer tocam as melhores músicas no rádio. Naquela sexta-feira não foi diferente. O cheiro de gasolina não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;incomoda&lt;/span&gt;, ele me lembra a estrada e tudo que ela tem a oferecer, mesmo armada de muitos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;CDs&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;distração&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por fora das janelas é simples e dá o tom da viagem. Música também ajuda e a que tocava no posto era "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;wave&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pronto, a viagem seria longa. Algumas horas num carro são suficientes pra dar a volta no mundo em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pensamentos&lt;/span&gt;, olhar, ouvir, perceber, até alguma coisa te prender a atenção, principalmente se trouxer nostalgia. Lembrei quando era criança e viajava me perguntando coisas que não têm respostas, e uma delas, ali, eu me dispus a entender: &lt;em&gt;o mistério das borboletas amarelas suicidas de beira de estrada&lt;/em&gt;. Em pouco tempo eu já tinha visto duas se jogando nos carros que passavam na contra-mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei atenta. Quando a primeira criatura que tentou me usar como instrumento de seu fim apareceu, eu acelerei a abri a janela do passageiro ao mesmo tempo detonando todos os cálculos que ela tinha feito, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vupt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;! Consegui capturá-la. A borboleta amarela suicida de beira de estrada começou a se debater loucamente que eu tive que parar o carro. Tentou se sufocar debaixo do tapete, não conseguiu, tentou se enforcar com as fitas do senhor do bom fim mas eram grossas demais, quando tentou se intrometer nas saídas do ar-condicionado eu já não aguentava mais e segurei-a com a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda bem que você se comoveu com meu desespero e vai me ajudar, me esmague! Ande! acabe logo com isso! Eu não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;consegui&lt;/span&gt; me conter, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desastrei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a rir. -E qual é o motivo da graça? A borboleta amarela suicida de beira de estrada parou de se contorcer e eu percebi que ela ficou seriamente chateada com a minha risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me desculpe, sente-se aqui. Coloquei o bichinho no topo do volante e me aproximei. -Eu sempre quis saber, me diga qual é o problema com todas as borboletas amarelas suicidas de beira de estrada?&lt;br /&gt;-O que vem a ser um problema?&lt;br /&gt;-Bom, é uma situação difícil que deve ser resolvida.&lt;br /&gt;-Resolvida. Eu estava tentando resolver e você me atrapalhou!&lt;br /&gt;-Na minha terra, suicidas não vão pro céu.&lt;br /&gt;-Se as borboletas vêm do céu, sugestões?&lt;br /&gt;-Depende, por isso perguntei qual era o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A borboleta amarela suicida de beira de estrada tentou dizer, mas era mais confuso do que eu imaginava.&lt;br /&gt;-Olhe, tentando resumir, nós borboletas, somos movidas à emoção. Esse é nosso princípio básico.&lt;br /&gt;-Engraçado, eu pensava que o homem se diferenciava dos demais animais por causa disso.&lt;br /&gt;-Isso é mania de grandeza. Enfim, e como na natureza nada se perde tudo se transforma, quando não atingimos o auge dos sentimentos estes se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;transformam&lt;/span&gt; em sensações ruins, ficamos amarelas de angústia e assim não conseguimos viver. Foi então que eu procurei a associação das borboletas pra saber o melhor método de acabar com a angústia, e elas me disseram que o mais utilizado era o de ficar escondida em plantas e se jogar quando um carro passasse. Foi então que você apareceu e atrapalhou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo. Mas, me conte como isso aconteceu.&lt;br /&gt;-Bom, eu vi seu carro chegando e pensei tem que ser agora...&lt;br /&gt;-Não, essa parte eu sei. Eu me refiro a você ter ficado dessa cor.&lt;br /&gt;-Ah. Tudo começou quando espalharam aquela história, "cuide de seu jardim pra que elas venham", até ai nada contra, mas a parte de "não segure-as, deixe-as livres que elas voltarão, e se não voltarem é porque nunca te pertenceram" foi o que deu errado.&lt;br /&gt;-errado?&lt;br /&gt;-O caso é que as borboletas são a liberdade, ser livre é não ter noção de tempo, e o tempo que nos falta pra perceber é o tempo que não podemos perder...&lt;br /&gt;-tempo pode fazer um jardim secar.&lt;br /&gt;-Justamente, Tom Jobim bem que disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só um tapa, o mais doloroso que eu dei. Peguei o contorno e a idéia psicologicamente comprovada que eu tinha de que a ida era mais longa que a volta se desfez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-616270526823783637?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/616270526823783637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=616270526823783637&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/616270526823783637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/616270526823783637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/03/no-mistrio-segredo.html' title='É o mistério profundo, é o queira ou não queira, foram águas de março'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-9040550746631350265</id><published>2008-02-29T08:28:00.010-03:00</published><updated>2008-02-29T13:03:43.733-03:00</updated><title type='text'>Dilúvios em fevereiro.</title><content type='html'>Qualquer pessoa que tenha percepção, mesmo que apenas suficiente pra sobrevivência, nota quando o clima sofre alteração. Tudo começa com o estranhamento, a noção de que algo está incompatível com o que pra nós é comum é dada pelo uso dos cinco sentidos humanos, ou talvez quatro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão denuncia que a claridade é menor do que nos dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ensolarados&lt;/span&gt;, e se ainda não é noite, o motivo mais pertinente pra radiações não chegarem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;diretamente&lt;/span&gt; à você é as nuvens. E quanto menos claro estiver mais firme é a conclusão de que as nuvens estão densas e pode chover a qualquer instante. Um instante. Tempo suficiente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;para os&lt;/span&gt; olhos exercerem seu papel de janela para o mundo exterior e permitirem a formulação de interpretações, obviamente até para textos não-verbais, como a chuva. Mas os mesmos olhos, que nos deixam compreender o que acontece no lado de fora, bobeiam, juntamente com rugas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sobrancelhas&lt;/span&gt;, e deixam notório a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéia&lt;/span&gt; que se passa por trás deles, no mundo interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audição talvez seja mais eficiente, em termos de rapidez, porque é um dos mecanismos mais ágeis que compõe a percepção instintiva de algums seres do reino animal. Uma gota, duas, três. A chuva começa batendo na janela e a gente se perde olhando os pingos escorrendo, até apostando qual deles chega primeiro. Só com os ouvidos, sabemos se a chuva está "fina" ou "grossa", se vai demorar ou vai ser curta, os trovões que começam tímidos avisam que a chuva não será uma qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;olfato&lt;/span&gt; não é tão aguçado no ser humano mas serve tanto pra nos proporcionar prazer em frascos quanto pra nos alertar quando algo está errado - 'isso não me cheira bem'. No caso da chuva, sabemos que a água é considerada inodora como também sabemos que a água da chuva não é pura, mas mesmo assim continua inodora. O cheiro característico não é da chuva em si, é do ambiente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;modificado&lt;/span&gt; por ela. Quando tudo fica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;úmido&lt;/span&gt; o odor parecer exalar mais facilmente - esse é um dos motivos pelo qual se passa perfume nas costas do cotovelo, a chance de suar é grande e o cheiro se espalha mais fácil - em dias chuvosos, o cheiro é de terra molhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tato&lt;/span&gt;, sendo o sentido que primeiro se desenvolve, chego a considerá-lo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;erroneamente&lt;/span&gt;, o mais importante. Para sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;efetuação&lt;/span&gt; é preciso o toque. A sensação se dá no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;contato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;direto&lt;/span&gt; com a pele, e&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;xceto&lt;/span&gt; a percepção de temperatura, consequentemente, do clima, é tocando que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;podemos&lt;/span&gt; identificar texturas, dureza, sentir "de fato" dores e prazeres. Porém, mesmo protegidos com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;teto&lt;/span&gt; e vidro, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;contato&lt;/span&gt; da chuva com minha a pele pode ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;direto&lt;/span&gt;. As manifestações ocorrem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;quilometros&lt;/span&gt; de altura e num raio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;ação&lt;/span&gt; de uma região inteira e mesmo assim a pele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;corresponde&lt;/span&gt; cada gesto. Um relâmpago que ascende o céu de uma maneira consideravelmente uniforme faz um arrepio percorrer o corpo inteiro, um raio que é mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;perceptível&lt;/span&gt;, concentrado e intenso determina um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;calfrio&lt;/span&gt; ao longo do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode acontecer de sentir medo por causa da característica indomável da natureza, mas não se preocupe pois a chuva não imiscuir-se-á no paladar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-9040550746631350265?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/9040550746631350265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=9040550746631350265&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/9040550746631350265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/9040550746631350265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/02/o-dilvio-de-fevereiro.html' title='Dilúvios em fevereiro.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3204369150521136664</id><published>2008-02-18T20:51:00.005-03:00</published><updated>2008-02-19T15:27:26.110-03:00</updated><title type='text'>Esse assobio do assovio</title><content type='html'>Eu sempre tentando me concentrar, você me vem com essa mania de chamar atenção parecendo um gato com fome. Eu já disse pra não me provocar. Até já comprei um peso de papel mas parece que vou ter que ver outro pra segurar a outra ponta do caderno, só porque você não sossega. Ainda por cima, de pirraça, aproveita meu cabelo mal lavado pra fazer cócegas com o frizz, no meu nariz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a porta do meu guarda-roupa, pra que esse exagero? Se eu me aproximo da janela balança minha saia na maior ousadia! Eu estou ocupada, não vê que eu não quero brincar? Tudo bem que eu já te disse que até gosto quando os pêlos do meu braço sobem, mas é só de vez em quando. E se minha paciência acabar eu vou aí te estrangular devagarzinho, só pra ouvir seu assobio, e apertar mais pra ele ficar mais agudo, mais intenso. Não se preocupe, não vou te sufocar, sei muito bem o quão é espaçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, as vezes sou chata, a gente briga, mas depois passa, né? Mas sempre vou deixar a minha janela aperta pra você entrar, e minha porta aberta pra você circular. Mesmo teimoso e indomável, você, assovio, é o bicho de estimação perfeito pra ser criado em apartamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3204369150521136664?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3204369150521136664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3204369150521136664&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3204369150521136664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3204369150521136664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/02/esse-assobio-do-assovio.html' title='Esse assobio do assovio'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1985228478081946624</id><published>2008-02-04T23:28:00.000-03:00</published><updated>2008-02-09T16:41:02.384-03:00</updated><title type='text'>A história das três rosas</title><content type='html'>Fim de tarde e eles ainda corriam pra resolver tudo antes de anoitecer e ficar perigoso pra voltar pra casa.&lt;br /&gt;-Pode ir que eu te encontro lá.&lt;br /&gt;-Onde você vai?&lt;br /&gt;-Vou ver um negócio ali. Pode ir, eu não demoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu um pouco desconfiada, chegou, sentou, fez a inscrição e em seguida ele, sem demora como havia dito. Ainda tava diferente por motivos antes comentados, ela descia a escada um pouco mais à frente e devagar, sem prestar atenção em nada. Sabe qual o melhor jeito de abordar uma mulher destraída? Uma rosa. Pelo sorriso, pela falta de jeito, pela reação sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio até o meio da ladeira.&lt;br /&gt;-Sabe, quando eu fui comprar, perguntei à moça qual cor devia. Se era a cor do que ela passava pra mim ou se era a cor do meu sentimento por ela, a moça disse: 'rosas são da cor de nosso desejo'. Sem dizer nada, ela só conseguia sorrir contraindo as bochechas sem relaxar, sem mostrar os dentes, sem olhar para os lados.&lt;br /&gt;-Engraçado.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Você ficou na cor da rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês passando, até os nem tão próximos conseguiam perceper as diferenças entre os dois. Diferenças não tão poucas que causam discussões pequenas, mas não tão poucas, e outras mais intensas, poucas, mas suficientes pra pedir conversa na finalidade do 'tá tudo oquei'. Mais do que nunca ela precisava de apoio e ele mais do que ninguém sabia dar, mas a história tem começo distante e não é tão simples, mesmo porque uma cabeça de mil preocupações esquece de medir palavras que serão cuspidas no ouvido mais próximo e um porto seguro não deve ser maltratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penúltimo dia de viagem, antes das três horas da tarde sem que o celular desperte, um pouco de pressa; 'tenho que trabalhar'. Um diálogo que pareceu um monólogo, das costas, ou não sei de onde, ele tira uma rosa branca. Um dia passa a ser branco 'se você quiser e vier comigo', brigar desgasta qualquer que seja a relação, a rosa era nova, fechada, tava pra se desenvolver com o tempo. Ela não esperava.&lt;br /&gt;-De onde você tirou a rosa sem eu perceber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ao menos responder veio a terceira rosa, amarela e mais aberta, mais madura, mas fiel, minha amizade. Poucas palavras mas tudo tão necessário e tão claro, sensato, compreensível e depois de um abraço mais do que na hora certa, hora de ir. Um sorriso, um copo d'água, um beijo longo nas duas rosas que apesar de serem efêmeras por serem vivas, tiveram o privilégio de nascer depois da escrita que consegue perdurar mais do que objetos e ações, perdura lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1985228478081946624?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1985228478081946624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1985228478081946624&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1985228478081946624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1985228478081946624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/02/histria-das-trs-rosas.html' title='A história das três rosas'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-65126453180203749</id><published>2008-02-03T19:08:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T20:41:07.951-03:00</updated><title type='text'>Olhar de azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://br.geocities.com/sallesjc/galeria2005/images/iemanja2005_07.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand" height="105" alt="" src="http://br.geocities.com/sallesjc/galeria2005/images/iemanja2005_07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;'O canto vinha de longe, bem la no meio do mar, não era canto de gente&lt;/em&gt;...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo pra acordar, a próxima oportunidade seria extamente daqui um ano, tarde pra desistir. A vontade era antiga, a crença era nova, separe aquela roupa branca, tá na primeira gaveta. Os outros ainda dormiam, era época em que a madrugada vira dia sem que percebam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate pouco vento, faz pouco Sol, o que não tinha de pouco era flor. Nunca vi gostar tanto de flor, e o segredo é que todos sabiam, separe aquela rosa branca, tá mais aberta. Os outros já faziam fila, era época em que o mar vira capela pra que todos percebam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastou depositar mais uma nos cestos de flores bêbadas, levante a barra da sua calça, sinta a água vir até você, e de olhos fechados o azedo do perfume em minhas mãos se misturou com o seu sal pra diluir minha fé em pó. Não sou devota, quero seu exemplo de força, incrivelmente as ondas se formam sem cansar e você quebra uma por uma. Pros meus míseros probelmas, o aviso de não vir pois eu vou lembrar a manhã no mar do Rio Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois de Fevereiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-65126453180203749?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/65126453180203749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=65126453180203749&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/65126453180203749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/65126453180203749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/02/olhar-de-azul.html' title='Olhar de azul'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6876030388267085975</id><published>2008-01-29T20:45:00.000-03:00</published><updated>2008-01-29T20:47:42.027-03:00</updated><title type='text'>pêsames</title><content type='html'>é, estudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6876030388267085975?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6876030388267085975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6876030388267085975&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6876030388267085975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6876030388267085975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/psames.html' title='pêsames'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5422734724608016649</id><published>2008-01-21T11:28:00.000-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:38.702-03:00</updated><title type='text'>Só na sua óptica</title><content type='html'>Foi então que ele viu o pai de bico. Estranho, parecia ele e seus sete anos de idade, então perguntou o porquê. Explicou que dias chuvosos causavam tédio e esse tinha furado o jogo de golfe dele. Mesmo sem saber o que era tédio, pela cara do pai viu que não era nada bom e foi na janela ver o dia chuvoso e quem sabe ver o tal do tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complicado. Chuva... Ele via diamantes derretidos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;diretamente&lt;/span&gt; do céu, saiba que as nuvens são brancas porque gotículas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;refletem&lt;/span&gt; todas as cores de uma só vez, imaginava como seria dentro delas o colorido, ouvia o barulho de quando o vento bate e muda as gotas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;direção&lt;/span&gt;, quase música, olhando as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ondinhas&lt;/span&gt; circulares que fazem nas poças, se tiver trovão e relâmpago então... Ele até se divertiu. Debruçado na janela sorrindo, seu pai com tédio encostou e antes de qualquer comentário ou pergunta: "Pai, eu não vejo a natureza como ela é,&lt;strong&gt; ela é como eu vejo&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R5gAEauo5lI/AAAAAAAAACU/fUSev2u7XZA/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158873449047320146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R5gAEauo5lI/AAAAAAAAACU/fUSev2u7XZA/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R5f-p6uo5jI/AAAAAAAAACE/wMRrjYA6KC8/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agradecida pelas aspas ; "&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Pablo&lt;/span&gt; Picasso.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5422734724608016649?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5422734724608016649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5422734724608016649&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5422734724608016649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5422734724608016649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/s-na-sua-ptica.html' title='Só na sua óptica'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R5gAEauo5lI/AAAAAAAAACU/fUSev2u7XZA/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7387587616254577396</id><published>2008-01-19T20:30:00.000-03:00</published><updated>2008-01-19T22:59:07.512-03:00</updated><title type='text'>Minudências</title><content type='html'>Banho demorado, depois de ver o relógio correu pra se vestir. Não se importou com a roupa um pouco amassada, felicidade demais pra que algo pequeno atrapalhasse o dia, afinal; domingo, ele e um convite. Colega de faculdade, tinha carro, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bonito&lt;/span&gt; e porque não. Todo o resto do perfume preferido e buzinas pra descer quase saltitando, o porteiro que ria dela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;não&lt;/span&gt; ter namorado e ele ter dois até achou estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde você quer almoçar?". Já imaginou um restaurante à beira mar, lindo. "Não sei, escolhe você". I&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;guatemi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Andaram de braços dados até um restaurante reservado, o coração dela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;palpitando&lt;/span&gt;. Prato do dia: Frango grelhado. "Não gosto de frango, o jeito vai ser praça de alimentação". E nem no terceiro piso foi, comida mineira, expectativas menos intensas, ele pôs o prato saiu a procurar lugar vazio naquele mar de gente, duas cadeiras próximas, antes fosse na mesma mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte foi ter dinheiro em fim de mês, pegou o celular tocando - por sinal, aquele número que insistia em falar com Sandra a mais de uma semana - deixou o aparelho na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;bandeja&lt;/span&gt;, pagou e saiu. Dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;guris&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; correndo quase a derrubaram, mesmo conseguido segurar a lata de refrigerante o celular foi e antes de abaixar pra pegar, um terceiro veio correndo e com um chute foi parar debaixo da bancada de flores, logo tulipas. Alergia de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nariz vermelho sem parar de espirrar, inclusive quando o garfo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;es&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a caminho, ela não comeu direito. No carro, sem conversa nem comentários, só o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;barulho&lt;/span&gt; de tentativas dele de tirar pedaço de carne preso. Celular, dessa vez não era o dela e nem egano. "H&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;un&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, sério? Tá de quanto? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;hahaha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, segura eu to indo". Já pensou em não puxar assunto no portão só por sinal de desgosto, até que muito antes ele dobra num ponto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ônibus. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"V&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ocê&lt;/span&gt; volta daqui? Eu não queria me atrasar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente ela caiu na besteira de falar em voz alta que não tinha como ficar pior e pimba, gotas começam a cair do céu só de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pirraça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Esqueceu da razão do convite só chegou em uma conclusão; se menos pressa mais perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7387587616254577396?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7387587616254577396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7387587616254577396&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7387587616254577396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7387587616254577396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/minudncias.html' title='Minudências'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1094573564709913043</id><published>2008-01-14T22:53:00.000-03:00</published><updated>2008-01-14T23:10:06.501-03:00</updated><title type='text'>Seus dedos, meus acordes</title><content type='html'>Exclusivamente metafórico, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifique se tudo está no ponto; caixa de som, luzes, pista vazia. O primeiro passo é o mais importante de todos, sem ansiedade. Porque um beijo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; uma dança. Espere seu ritmo tocar e faça o convite, de um certo modo você conduzirá, mas antes cabe à ela permitir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1094573564709913043?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1094573564709913043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1094573564709913043&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1094573564709913043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1094573564709913043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/seus-dedos-meus-acordes.html' title='Seus dedos, meus acordes'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5470655354699971798</id><published>2008-01-13T22:55:00.000-03:00</published><updated>2008-01-13T23:39:15.881-03:00</updated><title type='text'>Peixe vivo e água fria.</title><content type='html'>- Pai, você disse que a gente ia passar no Rio de Pedras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;hein&lt;/span&gt;? Vamos sim, você disse, prometeu, vamos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;hein&lt;/span&gt;? Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisava insistir tanto, quem mora ou tem parente no litoral subindo a linha verde - Conde Esplanada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Itariri&lt;/span&gt; - sempre passa no bendito Rio de Pedras. Simples e bonito, não muito grande nem tão pequeno, não era fundo nem raso demais. A temperatura da água parecia de brincadeira, não é fria não, gelada, e o melhor de tudo: ninguém sentia areia, era só pedra. Jus ao nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as cores, formatos e tamanhos. As crianças voltavam do mergulho com as mãos em concha pra ver quem pegou a mais bonita. Corriam até a mesa de seus pais e pediam pra guardar na sacola. -vai ficar lindo no meu quarto. Incrivelmente 12786481 crianças pensavam igualmente e voltavam de mês em mês pra ter parte da beleza do rio em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças cresceram e o rio não tem mais pedras. Ficou barrento, não parece mais o mesmo. As pedras por serem bonitas pagaram o preço e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;não&lt;/span&gt; ficaram mais juntas, nem sempre o que é belo continua belo fora do lugar. Apreciação por um instante substitui a companhia eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devolvi minhas pedras guardadas pro rio. Ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5470655354699971798?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5470655354699971798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5470655354699971798&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5470655354699971798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5470655354699971798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/peixe-vivo-e-gua-fria.html' title='Peixe vivo e água fria.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4820470591060111189</id><published>2008-01-11T19:16:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T19:32:29.621-03:00</updated><title type='text'>Ser grande</title><content type='html'>Na última semana de aula, a professora de literatura quis fazer algo diferente com os meninos da quarta série. Desenvolver a propriedade essencial pra gostar de literatura, justamente a sensibilidade, a criatividade de ser o que quiser só com o ato de por palavras certas numa certa ordem. Ter a percepção do simples e se colocar no lugar do enunciador de uma poesia sem sentido, entender que nada é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra festa de encerramento, vocês vão preparar um texto ou poesia, e o desafio vai ser escrever como se fossem o Sol. Se sintam como o rei da luminosidade, o precursor da vida, o símbolo da esperança, podem escrever como quiser, mas se sintam Sol. Pra facilitar eu sugiro que vocês acordem bem cedo pra ver o Sol nascer, coloquem no papel tudo que passar pela cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele decidiu aceitar a sugestão e acordar cedinho. Sua mãe trabalhava até muito tarde fazendo os salgados pra vender na escola, tarefa que ele mesmo ajudava a fazer, e depois de pronto ela deixava a cozinha limpa pra aproveitar a poucas horas de sono que tinha. Não precisou de despertador, ficou de pé bem antes das primeiras faixas de luz aparecerem. A janela da sala era difícil de abrir, pesada, tinha que abrir a grade de ferro e seus dez anos de idade permitiram perfeita execução. A tapona que a sua mãe deu perto da orelha denunciou que ele tinha feito barulho suficiente pra despertar o sono e ira dela, pediu de desculpa e prometeu que não ia mais incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da festa de final de ano, a mãe ao identificar a professora “desocupada”, foi esclarecer a insatisfação com a idéia e avisar pra não contaminar o filho dela com maluquices que não levam ninguém a lugar algum. Perto da turma dele ler os textos, a professora foi falar com o menino, ver se ele estava triste e dizer pra ele não se importar em ser a única criança em não apresentar o texto. Pra surpresa dela, e respondeu sorrindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem nada professora, depois que minha mãe foi pro quarto eu fingi que estava dormindo e voltei à sala, como ela não tinha tentando fechar a janela, ficou uma brechinha aberta e eu consegui. Eu consegui ver o Sol nascendo e deixando a sala clara só empurrando raios por um espaço pequeno, e ele ainda brincou comigo fazendo a poeira dançando brilhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4820470591060111189?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4820470591060111189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4820470591060111189&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4820470591060111189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4820470591060111189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2008/01/ser-grande.html' title='Ser grande'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1238820477967124580</id><published>2007-12-27T22:14:00.000-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:38.907-03:00</updated><title type='text'>Mundo caduco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R3RbLOoulxI/AAAAAAAAAB8/uGXBY8fOUeM/s1600-h/caderno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148840522456930066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R3RbLOoulxI/AAAAAAAAAB8/uGXBY8fOUeM/s200/caderno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Itabuna, 26 de Dezembro. 10:26 pm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais difícil que a questão de enunciado grande foi não se destrair. Ora relógio, ora ventilador, girando e tirando atenção. Costas doem e óculos escorregam, o travesseiro sussurra. Meus pensamentos alternando, ora presente, ora futuro, girando e tirando atenção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Pra completar faltava ler o assunto mais que chato, tive até resistência e quis dormir, mas os dez dias antes de vestibular não deixaram. Procurando entre mil folhas de papel, procurava também mil motivos pra dormir resmungando, quando vi cair do caderno a bendita apostila e na borda um rabisco de lápis:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;"Eu vejo flores em você."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Parece romântico mas lembrei do motivo e desastrei a rir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1238820477967124580?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1238820477967124580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1238820477967124580&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1238820477967124580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1238820477967124580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/12/mundo-caduco.html' title='Mundo caduco'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R3RbLOoulxI/AAAAAAAAAB8/uGXBY8fOUeM/s72-c/caderno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-524451636889391344</id><published>2007-12-23T20:32:00.000-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:39.091-03:00</updated><title type='text'>Desague</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R28PZ-oulwI/AAAAAAAAAB0/zgegA1Jh5uc/s1600-h/pp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147349838092736258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R28PZ-oulwI/AAAAAAAAAB0/zgegA1Jh5uc/s200/pp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mar, Sol e areia. Desertos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sereia por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;incrível&lt;/span&gt; que seria a andar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;fincando pés descalços e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;seguindo paralelo às ondas do mar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;que quebravam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lerdas&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;shhhh&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;e desmanchavam espumas alvas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;em moldura de conchas marfins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entre os dedos pedras de sal &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que juntara durante anos no fundo do mar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;na outra mão uma concha fiel, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;acompanhando passos em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;quartzos&lt;/span&gt; que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;refletiam&lt;/span&gt; cor de céu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caminho longo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;siris&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tatuzinhos&lt;/span&gt;, e muitas outras conchas maiores e mais bonitas, perder seu sal por deslumbre e procurar a mais vistosa, ela fica longe da praia, pelo menos perto do ouvido o barulho de mar resolve saudade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-524451636889391344?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/524451636889391344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=524451636889391344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/524451636889391344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/524451636889391344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/12/desague.html' title='Desague'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/R28PZ-oulwI/AAAAAAAAAB0/zgegA1Jh5uc/s72-c/pp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8396408309468473938</id><published>2007-10-17T20:31:00.000-03:00</published><updated>2007-10-17T21:17:55.493-03:00</updated><title type='text'>Reveillon</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;31 de Dezembro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A contagem regressiva agonizante faz o tempo congelar e os últimos dez segundos do ano são os dez segundos mais longos. Na lentidão de um filme de suspense tudo ao seu redor entra no estado de iminência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gota do "suor" da taça pára na iminência de cair, pretendia acordar a criança que estava na iminência de dormir e não ver o calendário virar. A onda que estava na iminência de quebrar, o champagne na iminência de provocar o barulho de festa, uma lágrima nos olhos do velho parou na iminência de escorregar e serviu de espelho pra ver os fogos na iminência de estourar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os narizes estavam tão juntos que eles respiravam pela boca e não sentiam o perfume que mesmo na iminência de exalar do pulso o cheiro em batimentos, ficava preso entre os dedos, eperando o beijo sair da iminência.&lt;br /&gt;O divisor de águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos na beira de segundos, presos no tempo que separa dois mundos, marcavam com ponteiros fincados, o exato momento que você se encontra exatamente no meio do antes e do depois, no meio da fase que veio e virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três, dois, um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8396408309468473938?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8396408309468473938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8396408309468473938&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8396408309468473938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8396408309468473938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/10/reveillon.html' title='Reveillon'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7838868423325423893</id><published>2007-10-05T21:54:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T19:29:00.244-03:00</updated><title type='text'>osrevinUniverso</title><content type='html'>Céu branco, nuvens gordas. Cinco e meia, o horário que os postes estão acesos e ainda não é noite, bate o portão de casa e sai mesmo sabendo que pode chover a qualquer instante. O tênis da oitava serie tem um buraco no dedão e faz calo no calcanhar mas ainda cabe, a barra da calça arrastava no chão, mochila cruzada e o casaco pendurado na alça. O vento ajudava a franja mal cortada a atrapalhar na hora de atravessar a rua, o relógio trincado dá as horas mais devagar, uma gota, duas, dez. Fez uma trança e socou a mão no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra onde vai assim sem pressa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros aceleram pra não pegar sinal vermelho, pessoas sacodem os braços para o onibus parar exatamente onde elas estão, pedestres correm para lojas e usam papéis para não molhar os cabelos. Segue assim sem pressa, pára pra bicicleta passar, a poça respinga na calça, nada que tire o meio sorriso. Na rua grande, um minuto de semáforo fechado, os carros parados em filas mal feitas, motoristas vivendo de café, indo pra casa tomar café, pessoas espremidas debaixo de um toldos finos, de braços cruzados só mexem os olhos. Tudo parado, só aqueles passos lentos e as gotas finas da chuva, seguindo, ritmo isolado por dois fones, sem tirar mão do bolso, sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo mergulhado num mar de possiblidades, o mais óbvio seria acontecer algo que não foi feito, mas não. Destinos certos, ruas tortas. Ao chegar num lugar qualquer, ouve o barulho do mar e o vento assoviando lerdo, se senta no banco molhado e tira do bolso; uma noz, contempla e sorri. Não importa o que aconteça la fora, seu mundo, meu compasso, eu controlo, eu que faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar o rei do espaço infinito..."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7838868423325423893?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7838868423325423893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7838868423325423893&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7838868423325423893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7838868423325423893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/10/osrevinuniverso.html' title='osrevinUniverso'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5428796149134180533</id><published>2007-09-23T20:54:00.000-03:00</published><updated>2008-11-19T03:38:39.275-03:00</updated><title type='text'>Sinestesia</title><content type='html'>Se mesmo de manhãzinha o sol estiver forte como o de uma da tarde, ela sobe na tampa do vaso e coloca uma almofada na janelinha do banheiro, pra ficar um pouco escuro, sente que está fazendo o frio de nuvens gordas no céu. O Banho fica mais gostoso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;quetinho&lt;/span&gt; na pele por menos luz nos olhos.&lt;br /&gt;C&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;alafrio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele vento de varanda só traz cócegas, ela tem o costume de misturar com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;risadas&lt;/span&gt;, então quando triste, a brisa se encarrega de empurrar para os ouvidos umas boas lembranças, as cócegas de cabelo solto.&lt;br /&gt;V&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ontade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com o assunto de história, ela acende um incenso de canela e estuda, depois, não precisa de cadernos nem de livros, só o cheiro acende tudo que es&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tava&lt;/span&gt; guardado, assim como as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ondinhas&lt;/span&gt; de uma musica desenham um dia inteiro por trás dos olhos.&lt;br /&gt;A&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;rrepio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clima de fim de tarde, nostalgia máxima, ela se vê no interior quando criança esperando a hora de os pais chegarem. E arco-íris então, cheiro de chuva.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saudade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Doce nos lábios e algodão pro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tato&lt;/span&gt;, a sensação descrita é única e repetitiva, parece trecho que não sai da cabeça; "mil agulhas finíssimas penetrando ao longo da coluna não me deixam sentir as pernas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mais do que mistura de sensações: anestesia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113571194935897042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 324px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" height="235" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/RvcN6K_S69I/AAAAAAAAABk/8TTSxEo-T2Y/s320/sof%C3%A1.jpg" width="434" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5428796149134180533?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5428796149134180533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5428796149134180533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5428796149134180533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5428796149134180533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/09/sinestesia.html' title='Sinestesia'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/RvcN6K_S69I/AAAAAAAAABk/8TTSxEo-T2Y/s72-c/sof%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6736808045496852346</id><published>2007-09-05T16:46:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T17:18:33.453-03:00</updated><title type='text'>Inside my mind</title><content type='html'>Teatro meio vazio, frio de ar-condicionado central. Oito segundos de um vídeo de amor, e não tinha literatura certa que me segurasse ali. Como de costume, fantasiar.&lt;br /&gt;Não é incomformismo, porque certas coisas são previsiveis, o que faltava era uma certeza. Só bastava conseguir entender, pense, então, pense... e quando tava tudo indicando pra mais uma tentativa sem conclusão, a voz do professor se extendia no microfone, me respondendo:&lt;br /&gt;"Aurélia não gostava de Seixas, gostava de uma idealização que ela tinha feito dele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só pode&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6736808045496852346?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6736808045496852346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6736808045496852346&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6736808045496852346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6736808045496852346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/09/inside-my-mind.html' title='Inside my mind'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7472620260385282731</id><published>2007-08-12T16:35:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T21:43:47.787-03:00</updated><title type='text'>O coringa do meu azar.</title><content type='html'>As luzes apagadas, só um holofote em si. Música, papel picado caindo e na platéia &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; pessoa: aquela menininha."Vai menininha, aplauda que o show vai começar". Seus olhos brilhavam mais do que a fita de cetim no cabelo, as suas mãos apertadas contra os joelhos descreviam ansidade. Ela até sabia o que provavelmente iria acontecer, mas os batimentos descompassados já esperavam a surpresa maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa, cartola, e olhar fixo. "Nada nessa mão, nada na outra". Não precisa de objetos, máscaras, assistentes, nem figurino. Não precisa seguir a ordem - promessa, virada e grande truque - e nem fazer tudo rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pressa e sem dúvidas, sempre que tentasse iria dar certo. Ela, sua daminha de copas. Ele, mais do que seu rei, um coringa. Não tinha mágica, não tinha nada. Quanto mais ela olhava querendo acabar com o segredo, mais ele sabia que e como ela queria ser enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se meninas são de copas e ouro, rapazes são de paus e espada."Faz parte do eu show, meu amor."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7472620260385282731?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7472620260385282731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7472620260385282731&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7472620260385282731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7472620260385282731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/08/o-coringa-do-meu-azar.html' title='O coringa do meu azar.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6141503603465603038</id><published>2007-08-06T21:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-06T22:36:14.457-03:00</updated><title type='text'>O céu é só uma promessa.</title><content type='html'>A mão estava no queixo, o cabelo, um pouco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bagunçado&lt;/span&gt; das vezes que ele coçou sem paciência, as olheiras queriam se formar mesmo sem dormir. Aquela mulher não parava de falar, e o pior, ela repetia certas frases com a frequência de hipnotismo, insuportável. A sétima namorada em quatro anos, todas elas partiram de diferentes maneiras, mas todas elas pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você ta me escutando?&lt;br /&gt;E ele balançava a cabeça de uma maneira quase imperceptível, sem tirar a mão do queixo.&lt;br /&gt;-Por que você não abre a boca e ainda fica me olhando desse jeito? Eu quero consertar as coisas porque desse jeito não está bom! Será que você não percebe que essa mudez só atrapalha?&lt;br /&gt;E ele balançava a cabeça sem tirar os olhos dela. Não falava só olhava.&lt;br /&gt;-Você só fala quando quer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;consertar&lt;/span&gt; algo em mim! "Essa blusa ta torta", "Esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;batom&lt;/span&gt; não ficou bom", quer saber de uma? Fique você e suas críticas dormindo na mesma cama, que eu vou nessa!&lt;br /&gt;E ele dessa vez nem sacudiu a cabeça, zero porcento de expressão facial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando o último gole no copo de cerveja, ela bateu com força na mesa e saiu do bar sumindo pela esquina, bufando raiva e interrogações "porque diabos esse homem não fala?!?". Ninguém sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou, pagou a conta, tirou a chave do bolso e começou a rodar no dedo indicador indo pra casa. Subiu as escadas estreitas e entrou. Todas as luzes estavam apagadas e assim elas ficaram, foi até cozinha beber água e pôr a comida do gato. Não se esbarrou em nada, conhecia aquela casa como um cego. Na sala de estar - única da casa - ficavam suas tralhas e uma mesa que ocupava a sala inteira sempre cheia de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;materiais&lt;/span&gt; e ferramentas. Sentado na cadeira, acendeu uma vela de sete dias e começou a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os santos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;capelinha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;já&lt;/span&gt; estavam prontos, foi fácil, tinha sido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cupim&lt;/span&gt;. A jarra de Dona Alzira iria demorar mais, então deixou de lado. Era imitação de chinesa e tinha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;caído&lt;/span&gt; no chão, ele ia passar muito tempo restaurando mas tinha certeza que iria devolver perfeita. Todos tinham certeza de que ele sempre devolveria tudo perfeito. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Só&lt;/span&gt; que aquela noite ele não iria restaurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um pedaço de madeira de lei, que juntara dinheiro pra comprar, ele começou a talhar. Com uma precisão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;estupenda&lt;/span&gt;, ele sequer usava óculos, não precisava de lâmpadas, não tomava café pra ficar acordado, nada. Ele, a talhadeira e as lembranças dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;minuciosos&lt;/span&gt; detalhes da última mulher que lhe convinha. Ser perfeitamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;perfeccionista&lt;/span&gt; não era exagero perto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete dias e sete noites, sentado, talhando. Não sentia fome, não sentia cansaço, não tomava banho, não tinha relógio, só via o sol aparecer e sumir da janela do quarto. Tinha o mesmo prazo do cio do gato. Quando terminou passou mais meia hora &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;só&lt;/span&gt; olhando pra estátua, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;verificando&lt;/span&gt; se não tinha esquecido de nada, e não tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher, nua, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;cinquenta&lt;/span&gt; centímetros de puro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;jacarandá&lt;/span&gt; e uma história imortalizada. Satisfeito, ele passou a mão do pescoço e consertou a corcunda. Tomou um banho, fez a barba que estava enorme e comeu. Com a estátua na mão, foi até o quartinho praticamente vazio - só tinha uma estante - e olhou todas as outras já prontas. Lembrou de tudo que passara pela sua cabeça ao talhá-las, se aproximou colocando, na ordem, a sétima estátua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de casa rodando a chave no dedo indicador indo em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;direção&lt;/span&gt; a praça. No banco ele sentou e ficou fazendo a coisa que mais sabia fazer, observar. S&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ó&lt;/span&gt; levantou quando viu aquela moça passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6141503603465603038?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6141503603465603038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6141503603465603038&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6141503603465603038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6141503603465603038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/08/o-cu-s-uma-promessa.html' title='O céu é só uma promessa.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6502665651099043925</id><published>2007-08-01T20:12:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T21:29:55.975-03:00</updated><title type='text'>RG falsificado.</title><content type='html'>Do clássico se tira o básico;&lt;br /&gt;-Beijos não são contratos e presentes não são promessas- ele dizia que as pessoas aprendem "um dia", puft.&lt;br /&gt;Grande dia, os "hojes" são o dia, meio-dia, melodia, mas que covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho. Depois de algum tempo sentada em livros, os óculos começam a escorregar pela oleosidade da pele, a pia é o espelho mais limpo, a toalha é a amiga mais fiel, e a hora da tarde que a vontade de lavar o rosto vem, é a mesma hora que os minutos estacionam como as gotas que eu não quero enxugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver não é olhar e muito menos enxergar.&lt;br /&gt;A diferença? Fácil de explicar e difícil de perceber, e essas são as piores diferenças.&lt;br /&gt;Eu não tenho os dias que tenho, ou tenho e não quero ter, ou quero, mas não do jeito que tem que ser. Crise de meia-idade só serve pra fazer rimas baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, escolha o prato do almoço, sem nunca ter provado nenhum e sabendo que só vai almoçar de novo daqui a um ano. Complicação? eu só lembro de um conselho:&lt;br /&gt;- Põe a chave no bloso, menina. Você corre o risco de ficar do lado de fora quando quiser voltar. ah, eu sei&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6502665651099043925?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6502665651099043925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6502665651099043925&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6502665651099043925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6502665651099043925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/08/rg-falsificado.html' title='RG falsificado.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7464048454234018960</id><published>2007-07-05T21:45:00.000-03:00</published><updated>2007-07-09T19:55:20.636-03:00</updated><title type='text'>Mais uma vez, eu sei.</title><content type='html'>Já era a terceira vez que o tanque na reserva apitava, mas ele sabia que dava chegar onde queria. Moço, vinte anos, bonito e fotógrafo. Largou a faculdade de direito que o pai tinha obrigado a fazer e com seu carrro, herdado do seu avô, foi correr o mundo pra realizar seu sonho. Fotografar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tem gente que fotografa gente, bichos, cidades, ele fotografava o abstrato. Sentimentos e sensações, ou palavras. Uma foto resume mais do que um texto do autor mais detalhista. Antigamente eram os pintores, hoje, os pintores e fotógrafos imortalizam. Desenhar com a luz e capturar num papel traços que podem acender a mais velha das lembranças, e trazer de volta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O freio de mão pra cima e ele desce olhando pro relógio. Era uma estrada, linda. Subiu em algumas pedras, buscou o melhor angulo pra esperar a hora certa. De todas as coisas bonitas, o pôr-do-Sol era a prefrida. Apesar de ser diáro, dependendo do lugar e do que se passa nele, era um espetáculo único, exclusivo, que não ia ter mais nenhum igual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O maior objetivo era o concurso "365 motivos", que por sinal estava confiante, onde cada qual deveria entregar um album com uma foto pra cada dia do ano, com um tema central e aquele dia era o dia certo e o lugar certo de tirar a última foto. Como ia entregar do fim da semana, queria deixar pronto no próximo pra não haver erros. O prêmio compensava qualquer trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Faltando mais de meia hora pro Sol ficar no ponto, o telefone toca, pra susto dele que não tinha desligado porque achava que não ia ar sinal. "Vem pra ca vei, agora, cê num sabe o que ta perdendo, essa mania de tirar foto! Você pode tirar essa porra dessa foto amanhã". Simples.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Certeza de que o Sol voltaria amanhã, deixou ele pensar apenas duas vezes; porque sim, e porque não. Pensou também que naquela hora tinha algumas nuvens, podia ser que amanhã teria mais. Enfim, partiu. Na mesma estrada da ida, na volta sofreu um acidente, fatal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;'Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar num sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém. Tem gente que não sabe amar, mas eu se que um dia a gnte aprende. Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Mas é claro que o Sol vai voltar amanhã, quem acredita sempre alcança.'&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7464048454234018960?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7464048454234018960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7464048454234018960&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7464048454234018960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7464048454234018960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/07/mais-uma-vez-eu-sei.html' title='Mais uma vez, eu sei.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1239815088334122551</id><published>2007-07-04T19:02:00.000-03:00</published><updated>2007-07-04T21:01:18.162-03:00</updated><title type='text'>Um exército de um homem só.</title><content type='html'>"Um dia me disseram que quando você quiser ficar só, você tem que ir a um lugar ou sem ninguém ou lotado de pessoas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era cedo. O céu insistia em repetir o convite de permanecer deitado e enrolado na cama, escrito naquelas nuvens que faziam formas com os feixes de luz do Sol-de-dez-pras-seis. A vontade era tamanha mas foi quebrada pelo despertador, que normalmente já é nojento e fica mais ainda quando tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do banho, na espera do café ficar pronto, pensou em pegar um livro. Abominável ou eficaz, a revisada antes de sair era a idéia, mas sabia que aquilo podia trazer a sensação de que ainda estava faltando algo e ali entrar em desespero antes mesmo de saber o que será cobrado de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, dois instrumentos: caneta e sua memória seletiva. Um júri em que você dará a sentença pra cada caso, se baseando na informação escrita e julgando o que está mentindo ou falando a verdade de acordo com o que conhece, ou até com o que ouviu falar. A única diferença é que, no veredito final a vida que está esperando uma resposta pra saber o rumo futuro é a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é na volta pra casa que a coisa mais intrigante acontece. Diante daquele mar de pessoas particiapando de uma corrida em que o lema é "um por um e todos por nenhum", quando você as olha, consegue ver a si mesmo. O mais incrível está em cada ser, pois, embora carreguem diferenças visíveis - forma física, digital, gabarito, classes social - somos todos iguais na coisa mais difícil de coniscidir; todos nós temos o mesmo objetivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1239815088334122551?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1239815088334122551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1239815088334122551&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1239815088334122551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1239815088334122551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/07/multido-de-um-so.html' title='Um exército de um homem só.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-6040445664488402691</id><published>2007-06-28T14:17:00.000-03:00</published><updated>2007-06-28T15:15:07.686-03:00</updated><title type='text'>Não tem carteiro certo.</title><content type='html'>As passagens já estavam na mesa fazia dias. Como sempre, a mala foi deixada pra ser feita no último deles. A pressa era pouca e lembrando da caixinha de recordações, bateu vontade de olhar antes de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos, cartas, diários e até pedras, papeis de bala e cabelo. É divertido. Depois de ler os garranchos de oito anos, viu no fundo da caixa algo mais recente. Uma carta endereçada e que nunca foi enviada. Estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo envelope barato dava pra ler algumas palavras, letras marcantes pra palavras bobinhas. Mas tinha algo significante, expressivo, como um desabafo. Não tinha o peso de um papel normal. Só não lembrava o motivo que fez não chegar onde devia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vontade de jogar no mar, pra ele escolher quem fica e quem vai. Arriscar. Afinal, não dá pra saber se tudo teria sido do mesmo jeito se o dono tivesse lido, e provavelmente não seria. Foi falta de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora anos se passaram e a carta preserva a cola, do mesmo jeito que a boca vive costurada. Chegou com ela dobrada no bolso do casaco.&lt;br /&gt;Pensar que se falou demais é, de fato, melhor do que saber que se falou de menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-6040445664488402691?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/6040445664488402691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=6040445664488402691&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6040445664488402691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/6040445664488402691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/06/no-tem-carteiro-certo.html' title='Não tem carteiro certo.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1255139343257698931</id><published>2007-06-26T20:54:00.000-03:00</published><updated>2007-06-26T21:14:35.940-03:00</updated><title type='text'>Terra, vida e esperança</title><content type='html'>Quando eu cheguei, depois de desseseis anos fora dea de casa, era de madrugada e parei o caminão lá longe porque era mais fácil de chegar a pé. Naquela porta partida no meio eu bati e nada de alguém responder, daí foi que eu lembrei e berrei:&lt;br /&gt;-Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo!&lt;br /&gt;De lá, o véio Januário respondeu:&lt;br /&gt;-Para sempre seja louvado.&lt;br /&gt;-Seu januário?&lt;br /&gt;-Hun?&lt;br /&gt;-Vim do Rio de Janeiro e trago notícias do filho do senhô, trouxe até uma lembrança que ele mandou pra você ponhar nas mãos, oia, e quando vier traz um copo de água que eu tô morrendo de sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a água quando bateu no fundo da caneca que fazia tchibum. "Tchibum". Depois o véio veio arrastando a chinela pelo corredor, fui na janela do meio e quando ele abriu, eu tava com a cara bem em cima. Senti até um ventinho que trazia aquele cheiro conhecido, cheiro da casa da gente, cheiro antigo. Ele olhou pra mim e eu olhei pra ele:&lt;br /&gt;-E quem é você?&lt;br /&gt;-Sou Luís Gonzaga, seu filho.&lt;br /&gt;-Ôxe... e isso é hora de chegar seu corno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui entrando, a casa cheia, menino que só o diabo, irmão que eu não conhecia. Ninguém durmiu naquela noite.&lt;br /&gt;-Toca, Luís. Toca pra gente ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1255139343257698931?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1255139343257698931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1255139343257698931&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1255139343257698931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1255139343257698931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/06/terra-vida-e-esperana.html' title='Terra, vida e esperança'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-2847545747874532414</id><published>2007-06-23T19:39:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T19:42:33.789-03:00</updated><title type='text'>Diálogos de são joão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;No pé do oratório:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vála-me Santo antônio, eu rezo e só me vem assombração!&lt;br /&gt;-Ave, que também não tá assim!&lt;br /&gt;-Xiu! Óia seu santo, eu quero um noivo prendando, com posses, e que fale bem e que..&lt;br /&gt;-E tem que ser bonito não?&lt;br /&gt;-É... se vier bonito é brinde, eu tô é doida pra casar. Amém.&lt;br /&gt;Depois de beijar os pés do santo e deixar uma vela de sete dias, as tias vão descendo as escadinhas. Passa um carro e com uma buzinada o dono põe a cabeça pro lado de fora.&lt;br /&gt;-Óia! Esse santo ta numa eficiência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No balnaço da sanfona:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;A menina bonitinha se distraia olhando a banda tocar e no passo de dois-pra-lá e dois-pra-cá. Na festa cheia e com pouco espaço, um rapaz animado, andando de lado e com um copo na mão, pára de fronte, põe a mão no ombro dela, e olha curioso.&lt;br /&gt;-Olhe, eu não quero dançar não&lt;br /&gt;-anh?&lt;br /&gt;-eu não quero dançar!&lt;br /&gt;-oxi, eu não quero dançar não, eu quero é passar!&lt;br /&gt;desvia da moça dando um leve empurrão. Boa saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No frio do estacionamento:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos entram no carro depois de sair da festa. Num silêncio, o unico barulho era o de zumbido pós-festa que fica lá no fundo ouvido. depois um começa:&lt;br /&gt;-ai..&lt;br /&gt;-que foi?&lt;br /&gt;-meu pés...&lt;br /&gt;-ai minha coluna! Hahaha.&lt;br /&gt;outro diz:&lt;br /&gt;-ai meu ouvido, isso sim.&lt;br /&gt;-haha.&lt;br /&gt;-vai fulana, reclama de alguma coisa você também!&lt;br /&gt;-ai minha língua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na manhã da volta:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-Ei, tu não sabe&lt;br /&gt;-Han&lt;br /&gt;-Eu paquerando o moço da papelaria.&lt;br /&gt;-E é?&lt;br /&gt;-É. todo dia eu pergunto quanto que é a caneta.&lt;br /&gt;-Hahaha. E o que ele diz?&lt;br /&gt;-um real!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-2847545747874532414?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/2847545747874532414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=2847545747874532414&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2847545747874532414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/2847545747874532414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/06/dilogos-de-so-joo.html' title='Diálogos de são joão'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-8764968423250768934</id><published>2007-06-18T22:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T23:16:19.915-03:00</updated><title type='text'>Pequeno manual adivinhatório.</title><content type='html'>Quando ele estava passando de carro, pelo caminho de volta pra casa, de primeira achou que fosse impressão, mas com frações de segundos viu que aquilo realmente se tratava de um homem caindo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaqueta pro lado, joelho no chão. Um, dois, três e nada.&lt;br /&gt;Não tinha sangue nem sinal de violência, pela idade parecia ter sofrido uma parada cardíaca.&lt;br /&gt;De novo. Um, dois, três, não tinha reação.&lt;br /&gt;O rapaz deixou o medo dominá-lo só por cinco segundos.&lt;br /&gt;Um, dois, três. Num espanto o senhor abre os olhos e em função do reflexo grita:&lt;br /&gt;-não me bata!&lt;br /&gt;-calma, calma.&lt;br /&gt;-não me bata! por favor!&lt;br /&gt;-não, não. O senhor tava morrendo!&lt;br /&gt;-morrendo?&lt;br /&gt;-é, morrendo. Eu vi você caindo, seu coração tinha parado&lt;br /&gt;-eu tava morrendo...&lt;br /&gt;-foi, mas eu tava passando e...&lt;br /&gt;-e você me atrapalhou!&lt;br /&gt;-ma-mas meu senhor, achei que era o que eu devia fazer!&lt;br /&gt;-isso ta errado!&lt;br /&gt;-como assim? eu te salvei, e você...&lt;br /&gt;-ressureição!&lt;br /&gt;-o que?&lt;br /&gt;-não, não, não!&lt;br /&gt;-meu senhor, fique calmo, eu te levo...&lt;br /&gt;-NÃO! não é possivel, algo me prende, algo me prende. Ainda não é a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem com os olhos no máximo de sua abertura, não sabia como reagir. Um feito que poderia ser héroico transformado numa coisa paranormal. Sinceramente aquilo parecia que não estava acontecendo e dando outro susto o velho deu outro berro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A sensação de coisa mal resolvida não me deixou ir. Essa é a hora, essa é a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como rádio velho ele seguiu, atrevessou a rua em passos apressados e sumiu na esquina mais proxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moço estático esqueceu a fome e sentou num banco pra acordar do pesadelo que ele tinha visto. Parou pra lembrar alguma coisa que ele deixara mal resolvido, pra quem sabe ter a segunda chance de resolver depois de morto - ou quase morto - e ser salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou também em como seria a vida do velho depois desse episódio, e num terceiro susto eis que surge o morto-vivo ou o vivo quase morto, voltando com a mesma pressa com que tinha ido, se posicionando no mesmo lugar onde tinha acordado e ali deitou. Com o sorriso no rosto endureceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele poderia ter vivido, mas preferiu a morte de consciência limpa do que não ter de novo uma chance daquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura sorte, sorte pura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-8764968423250768934?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/8764968423250768934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=8764968423250768934&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8764968423250768934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/8764968423250768934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/06/pequeno-manual-adivinhatrio.html' title='Pequeno manual adivinhatório.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-5596330695113498674</id><published>2007-06-13T19:19:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T20:30:42.499-03:00</updated><title type='text'>we still give bad name to beautiful things</title><content type='html'>Não é constante e o superficial predomina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem senta pra ouvir e dar risada não consegue contar igual quando chega em casa.&lt;br /&gt;Tudo tão momentâneo, a percepção fica pra segundo plano, fica pra quando os olhos passam a ser guiados pelo dono e não pelo que chama atenção. A ambiguidade da percepção em si vem do ser o erro e ver o certo ao mesmo tempo. A gente sabe o que agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas vezes o coração bateu mais forte, foi compassado num som alto. Entre razão e emoção, deixe que a vontade conduza, ser livre é fazer porque gosta e só, se e somente se.&lt;br /&gt;Pra cada pedido, sinta o porquê e peça um motivo. É o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocar o difícil pelo fácil é fácil, o difícil é destrocar. Perder tempo a fim de ganhá-lo, eis a questão, ninguém sabe e nem pode afirmar o que é o certo.&lt;br /&gt;Não deduza, pergunte. O mistério é bom porque atrapalha, mas tem que ter limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é muito mais complicado do que você imagina, só o sonho acontece como quer.&lt;br /&gt;Então seja assim e seja sonho, ou fume cigarro e seja feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-5596330695113498674?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/5596330695113498674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=5596330695113498674&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5596330695113498674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/5596330695113498674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/06/we-still-give-bad-name-to-beautiful.html' title='we still give bad name to beautiful things'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-3214148969690503166</id><published>2007-05-30T19:21:00.000-03:00</published><updated>2007-05-30T20:04:58.994-03:00</updated><title type='text'>sintomas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;eu não quero ser poeta de um mundo caduco&lt;br /&gt;tão pouco fazer oferta a quem me chama louco&lt;br /&gt;quero a festa de um beija-flor rouco&lt;br /&gt;lamber a modestia de quem tem pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ja são dez pras nove, deixa eu su(m)bir &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-3214148969690503166?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/3214148969690503166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=3214148969690503166&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3214148969690503166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/3214148969690503166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/05/ja-so-dez-pras-nove-deixa-eu-submir.html' title='sintomas'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1553507419368943400</id><published>2007-05-03T18:07:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T18:42:43.633-03:00</updated><title type='text'>Notas musicais dentre bolas de sabão.</title><content type='html'>Se eu soubesse que ia ser assim, tinha ido dormir mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de almoçar, a pergunta do que eu ia fazer durante a tarde tinha uma resposta simples, previsível, e que despensava tal pergunta. Estudar. Prova sábado e tudo mais, a resposta vinha com o efeito de reverberação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu vi da varanda, a situação que faria um dia "de quinta" na &lt;strong&gt;minha&lt;/strong&gt; quinta-feira.  A área da piscina vazia, um bela de uma dona sombra bem no canto que eu costumo ler, e pimba! Armas na mão e pelo fone de ouvido, a ascensão do meu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia brincadeira, eu juro que me deu muita vontade de rir só. Não estava vendo a revolução das crianças e seu malditos tenis com rodinhas, não tinha nenhum futuro kaká batendo bola, e nem vizinho de pouco andar debruçado na janela. Perfeitas CNTP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento que costuma ser forte, tava numa direção que não me fazia sentir cócegas por conta do cabelo solto. O Sol que atrás de mim descia e fazia sombra, produzia um segundo Sol, que subia em reflexo nas janelas do prédio do lado, batendo uma luz fraca e confortável, que fazia as páginas brilharem. O som também subia, como se estivessem em bolas de sabão e faziam a água, as folhinhas e meu pé nunca pararem de balançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim eu passei a tarde. Ouvindo as melhores músicas e estudando uma boa matéria. Até houve uma hora que no céu tinha uma nuvem estranha, tentei ver o dragão que São Jorge queria me emprestar, mas não teve jeito.  :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que eu vi quando botei a data.&lt;br /&gt;Tarde modelada, imaginei brincando que fosse uma encomenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Artesanato providência divina&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Para: Raísa Dourado Almeida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conteúdo: Tarde tranquila e produtora&lt;br /&gt;Lote: Para 2007, numa P.A de razão 2"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1553507419368943400?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1553507419368943400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1553507419368943400&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1553507419368943400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1553507419368943400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/05/notas-musicais-dentre-bolas-de-sabo.html' title='Notas musicais dentre bolas de sabão.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1143339239720909931</id><published>2007-04-29T18:54:00.000-03:00</published><updated>2007-04-29T19:07:50.428-03:00</updated><title type='text'>pode ou não, ser só impressão.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;se falta mesmo um dia pro fim do mês, pelo menos parece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;eu vejo um ano pra trás, vejo um ano na frente, como eu nunca tinha visto antes.&lt;/span&gt; vejo sim&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;não acredito na idade que tenho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou até acredito mas nao executo como devia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;me passa o tempo igual, mas nao parece, nao parece mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;a maioria das coisas mudou, eu não sei onde vai parar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;só que, a pesar de toda metamorfose que eu ainda estou pra perceber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;algumas sempre vão trazer as mesmas lembranças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;e memórias são como facas, meu bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;podem cortar. mas só podem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;de tudo que já, ou que vai, eu guardo. e se um dia faltar espaço, eu me mudo pra uma casa maior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;fim de tarde nunca vai deixar de ter cheiro de nostalgia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;não improrta. Só faz acumular.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1143339239720909931?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1143339239720909931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1143339239720909931&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1143339239720909931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1143339239720909931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/04/pode-ser-s-impresso.html' title='pode ou não, ser só impressão.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7572076154448773155</id><published>2007-04-18T22:07:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T22:36:33.911-03:00</updated><title type='text'>Royal Straight flush</title><content type='html'>O que vai dizer de meu futuro um pedaço de papel riscado de vermelho?&lt;br /&gt;Grande coisa seria, comparações e etatísticas para base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as coisas envolvidas vão além do que simplismente é o caminho certo. Não depende só de você.&lt;br /&gt;Não basta ser um bom jogador de pôquer, pra receber "de cara" 10, J, Q , K, e A de um mesmo naipe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, maratona desumana, segue rumo de quem quer, quem quer.&lt;br /&gt;Como um jogo, envolve sorte, rumo certo varia de cada pessoa, já que num bando de ovelhas negras a ovelha branca é a ovelha negra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7572076154448773155?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7572076154448773155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7572076154448773155&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7572076154448773155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7572076154448773155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/04/royal-straight-flush.html' title='Royal Straight flush'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-4181052656355612742</id><published>2007-04-15T12:36:00.000-03:00</published><updated>2007-04-15T13:27:08.351-03:00</updated><title type='text'>"Você conhece Helena?"</title><content type='html'>Existe certas coisas que a gente não pode esquecer.&lt;br /&gt;Os anos vão passar e sempre vai aparecer uma pessoa pra você contar a história, e mesmo sendo a milésima vez que você conte, vai dar risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era primeiro ano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira unidade, a professora tinha a língua presa, me irritava tanto ela se esforçando pra falar "os musgos", com menos de um mês, ela teve que sair por causa de saúde. Na segunda unidade, veio outra professora, dessa vez: fanha. Não tinha como prestar antenção, muito menos com o tal do retroprojetor que fazia a luz se apagar. Eu já tinha desistido de Biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tudo mudou quando no meio do ano, me apareceu ele. Com um jeito engraçado, pegou o pior assunto de todos os tempos e mesmo assim, ele se fez o professor que eu considero o melhor de todos os tempos. Numa de suas primeiras falas, ele deixou avisado:&lt;br /&gt;-Eu não gravo nome de ninguém, não adianta, quem me ver na rua e eu não falar, por favor entenda. E quem vier falar comigo, por favor, não me faça a pergunta "Você lembrar de mim?" que eu provavelmente não vou lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na primeira aula, que ele avistou uma moça que sentava na primeira fila e bem no meio. Com uma cara mais engraçada ainda, olhando fixo, como quem quer lembrar de aluma coisa, ele perguntou:&lt;br /&gt;- Você conhece Helena?&lt;br /&gt;- Não... Por sinal, meu nome é Maria Helena mas essa eu não conheço não.&lt;br /&gt;- Curioso, ela tinha o cabelo assim como o seu, e sentava mais ou menos ai, foi uma de minha melhoras alunas, inteligentíssima...&lt;br /&gt;- Que coincidência, rs.&lt;br /&gt;- Enfim, eu pensei que conhecia, porque parece muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas eram quintas e sextas.&lt;br /&gt;No outro dia, no meio da aula, ele pára no meio de uma explicação e e olha estranho pra mesma menina do dia anterior.&lt;br /&gt;- Você... Você se parece com uma aluna que eu tive, você conhece Helena?&lt;br /&gt;- Não, professor...&lt;br /&gt;- É que eu tive...&lt;br /&gt;- Uma aluna que se chamava Helena, tinha um cabelo loiro e sentava aqui, você disse isso ontem. - Disse, foi? É porque parece mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra semana e lá vem ele. Do mesmo jeitinho engraçado.&lt;br /&gt;Antes de começar a aula, ele pára e fica olhando pra ela com aquela carinha, então ela disse:&lt;br /&gt;- Eu já sei professor, eu pareço com Helena!&lt;br /&gt;Ele sorriu deixando os olhinhos menores do que já eram.&lt;br /&gt;- Você conhece Helena?!&lt;br /&gt;- Não, é que já é a terceira vez que você me diz!&lt;br /&gt;- Poxa, é mesmo? É porque parece mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era incrível como não tinha jeito dele lembrar que já tinha feito tal pergunta. No outro dia, quando ele estava entrando, perto da porta eu fui dizer:&lt;br /&gt;- Professor, ta vendo aquela menina ali? Então. Ela parece com Helena, aquela sua aluna, só que ela não conhece! A gente já sabe que elas se parecem bastante, não precisa perguntar de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quietinho e sorridente respondeu:&lt;br /&gt;- É porque parece mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-4181052656355612742?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/4181052656355612742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=4181052656355612742&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4181052656355612742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/4181052656355612742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/04/colegial-um-caso-srio.html' title='&quot;Você conhece Helena?&quot;'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-1955133799087750856</id><published>2007-04-10T20:56:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T21:26:14.862-03:00</updated><title type='text'>Fique em casa, não tome vento</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como se bastasse pagar o mais caro pra ter o melhor.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tome cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com os foram oferecidos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Depois de um sonho estranho, normalmente, não lembro exatamente como foi, mas lembro de certos detalhes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma frase de origem vaga, escrita num quadro e todos que entravam na sala liam e se perguntavam do autor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;"o segredo&lt;strong&gt; está&lt;/strong&gt; sob este teto. Para quem não consegue enxergar, a porta é do lado de cá"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Estranho nada, um pouco de tempo e eu entendi.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-1955133799087750856?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/1955133799087750856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=1955133799087750856&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1955133799087750856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/1955133799087750856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/04/fique-em-casa-no-tome-vento.html' title='Fique em casa, não tome vento'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33670348.post-7817216095200168521</id><published>2007-04-07T14:15:00.000-03:00</published><updated>2007-04-07T22:31:39.822-03:00</updated><title type='text'>All of us.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo começou quando eu estava no carro voltando pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol de duas horas e meia da tarde estava parecendo a pino, e muito mais forte do que qualquer outro dia de verão - e já é outono. Mais uma vez me bateu aquele sentimento de preocupação coletiva. Então trocaram a estação de rádio e começou a tocar aquela música que pode até ser velha, mas não deixa de ser muito boa:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"If God had a name, what would it be? And would you call it to his face?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If you were faced with Him, in all His glory,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;What would you ask if you had just one question?"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ta aí. O que eu perguntaria se tivesse apenas uma pergunta...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente eu lembrei dos artigos de tinha lido de manhã. Diziam que cientistas e representantes de governos do mundo todo entraram em choque durante debate da ONU sobre o clima, que se desentenderam quanto à dimensão do impacto do aquecimento global, à participação humana e o relatório final que ficou todo maquiado. Não sabemos da missa a metade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Olhando pro painel do carro que tem a temperatura ambiente e externa, eu vi a data, - 07.04.07 - véspera de um domingo, e de páscoa. Feriado que até hoje tem gente que pensa que é por causa do nascimento de Cristo, ou então só sabe lembrar de encher a cara de chocolate. A questão de ressureição fica a sugundo plano, porque, lógico, primeiro vem o coelho. Sem falar no açúcar, que hoje, mata mais que armas de fogo. Vida nova, vida velha, ressucitar vem de viver depois de morto. Como a gente não é Jesus, depois de morto ou quase morto, o querer viver vai vir tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso passando pela minha cabeça e a música rolando: "o que você perguntaria se tivesse apenas uma pergunta?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;What if God was &lt;strong&gt;one of us&lt;/strong&gt;? Just a slob like one of us, Just a stranger on the bus tryin' to make his way home?" &lt;/em&gt;No ônibus tentando fazer seu caminho pra casa, e a gente que tem casa se auto-destruindo sem pensar, sem ver, sem se mover. Que ironia horrenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta se formou como quem desabrocha:&lt;br /&gt;Ainda existe um jeito de achar e praticar a única coisa que falta pro homem saber usar a tal racionalidade que Deus deu? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois o fim do mundo começou. Ah, "mas no filtro solar, acredite".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33670348-7817216095200168521?l=raisadourado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raisadourado.blogspot.com/feeds/7817216095200168521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33670348&amp;postID=7817216095200168521&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7817216095200168521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33670348/posts/default/7817216095200168521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raisadourado.blogspot.com/2007/04/all-of-us.html' title='All of us.'/><author><name>Raísa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03784073008042049999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_OjpXJJ09TbQ/SgcJp-QbcyI/AAAAAAAAAHI/xtk4oW_ItLI/S220/1..jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
